quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Espiritismo e Antroposofia - 01


O Espiritismo foi criado na França em meados do séculos 19.
Mas pegou no breu, mesmo, foi no Brasil.
O Brasil é o maior país espírita do mundo. O segundo é Cuba. Vejam que as afinidades entre os dois países são variadas.
Tentei descobrir os números das populações espíritas mundo afora mas não consegui. Se alguém puder ajudar, agradeço desde já.
Aliás, detalhe curioso: Allan Kardec, ao criar o Espiritismo, chamou seus adeptos de “spiritistes”. Mas em Francês “espírito” é “esprit”. Já em Português ficou tudo igual: “espírito”, “espírita” ou “espiritista”.

Em relação à Antroposofia, não consegui informações sobre o número de adeptos. Mas certamente são números bem menores. O que é mais um elemento que corrobora, digamos assim, a comparação que fiz: o Espiritismo está para a Antroposofia assim como Paulo Coelho está para Guimarães Rosa.

As comparações que vou procurar fazer aqui serão o mais possível objetivas e isentas, até porque não sou adepto nem de uma nem de outra dessas duas correntes de pensamento. Isso não significa que eu não atribua diferentes valores às realizações de cada uma delas. Por exemplo, quanto à possível contribuição de cada uma ao desenvolvimento do conhecimento humano, não tenho informação a respeito de nada que possa ser creditado à conta do Espiritismo. Isso não significa desmerecer as obras de caridade empreendidas por essa corrente, mas refiro-me aqui a progressos no conhecimento humano. Em relação à Antroposofia, podemos mencionar a agricultura biodinâmica, a medicina antroposófica, a pedagogia Waldorf e muitas outras contribuições em outros ramos do conhecimento (arquitetura, artes etc). E a Antroposofia é uns 50 anos mais “jovem” que o Espiritismo...

Por que comparar essas duas correntes? Porque ambas afirmam a existência de um “mundo espiritual”, povoado por “espíritos”. E garantem haver íntima ligação entre os homens e esse mundo espiritual. E sustentam a possibilidade de colocarmo-nos em contacto com tal mundo.
Cada uma delas nos fornece descrições desse mundo espiritual. E esses relatos não são coincidentes. Ao contrário, diferem profundamente entre si.

Começaremos, no próximo texto, por falar a respeito do modo como cada uma delas faz para conectar-se a esse mundo espiritual.


Uma última palavra: escrevo sobre esses temas perché me piace. Aos que se irritam com meus escritos tenho uma sugestão simples: não leiam o que escrevo. Gosto que leiam o que escrevo, é verdade. E gosto que comentem. Mesmo que seja para discordar completamente do que digo. Apenas prefiro que o façam sem agressões pessoais, o que não é fácil para alguns. Mas não apago comentários, mesmo os agressivos.  

Sem comentários: