Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

Baba de camelo


Cá em Bragança, a meu ver, o melhor doce para sobremesa é a baba de camelo. A receita não foge muito disto. Mas se você é tão ruim na cozinha quanto eu, é melhor ver o vídeo:



Eu gosto muito de baba de camelo. O problema é que sou diabético.

Vai daí, descobri um jeito de fingir que estou a saborear uma baba de camelo sem prejudicar minha saúde. E ingerindo menos calorias.

A coisa funciona assim (como não tenho balança de cozinha, a receita vai no mais ou menos):

Se na sua cidade existe um supermercado Lidl, melhor. Você vai lá e compra esse baldinho de 1 kg aí nas figuras abaixo. Iogurte grego Eridanous.

Não adianta ampliar...
continuará apenas com 1 kg
Caso não conheça nenhum Lidl próximo, procure um iogurte grego de boa qualidade em algum supermercado. De preferência puro (o iogurte, não o supermercado).

Se você mora aqui pra estes lados brigantinos, prefira o mel do Armindo Alves, de Vinhais.

Este mel é delicioso
Caso contrário, descubra um mel bom. Mel mesmo. No Brasil, em geral, os meles vendidos em supermercados são uma enganação total. Fuja deles.

Aí você pega uma taça do tamanho de sua gula, tasca o quanto você pretende comer do iogurte. Lembrando que ainda vai mel aí. Vá colocando o mel aos poucos e misturando tudo. Quando a cor chegar a um caramelo não muito escuro já está bom. Sem falar que você pode ir experimentando ao longo da inclusão do mel.

Pronto. Pode comer que é quase igual à baba de camelo tradicional.

Talvez melhor.

Bom apetite!

Ah! Esqueci-me de informar sobre as calorias disso tudo. Então vamos lá:

Baba de camelo mesmo: 323 kcal/100 gr

Mel: 155 kcal/ 50 gr
Iogurte Eridanous: 127 kcal/100 gr
Baba de camelo minha: 282 kcal/100 gr

Demissão do presidente alemão


Em minha infância ouvi, algumas vezes, minha mãe contar o folclórico caso do Marechal Deodoro (primeiro presidente da República brasileira): durante uma visita à Alemanha, ficara fortemente impressionado pela disciplina alemã ao presenciar um comandante do exército, na revista às tropas, determinar a um soldado que desse um tiro na própria cabeça. O soldado obedeceu imediatamente.

Retornado ao Brasil, o marechal passava em revista tropas na Bahia. Resolveu imitar o comandante alemão.
O soldado escolhido por ele não teve dúvidas e retrucou:

- Tu tá pensan'o que eu sô alemão!?

Agora há pouco o presidente da Alemanha pediu demissão em função de seu envolvimento em um caso de corrupção.

Lembrei-me de minha mãe e de suas histórias pitorescas.

Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

LINcrível


Já faz tempo que quase tudo que se consome, nos EUA, é produzido na China.
Mas não faz nem um mês que se consome um novo ídolo: Jeremy Lin.


CLIQUE PARA LER SOBRE ELE

Californiano descendente de chineses (Taiwan)(o Diário de Notícias on line diz ser ele descendente de tailandeses. É a pressa dos jornais on line...), foi dispensado de dois outros times da NBA há pouco, em dezembro. Admitido no New York Knicks, ficou no banco até outro dia.

Agora virou febre. Todos os possíveis trocadilhos com seu nome já foram explorados.

Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

Ainda sobre o A.O.


Ainda não consegui achar essa história nas obras de Rui Barbosa, nem em obras sobre o próprio. Mas meu pai a repetia às vezes:
Ao discursar no Parlamento, certa vez, foi interpelado por um colega:
- Por que Vossa Excelência diz inquérito e não inqüérito?
Ao que Rui teria respondido:
- Eu não digo inqüérito porque não qüero.


Independente da veracidade ou não dessa história e considerando que em Portugal o trema já não era utilizado, como eu a contaria obedecendo ao Acordo Ortográfico?

Alguém sabe me dizer?

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

O país do carnaval


A notícia do assassinato de dois jornalistas, no Brasil, em apenas uma semana, parece só ter recebido destaque na imprensa... espanhola.
Não encontrei nada no portal G1 (Globo), nem na UOL (Folha), nem no R7 (TV Record).
Um texto de Juan Arias, em El País, fala da preocupação do governo Rousseff com o facto de em apenas 2 meses de 2.012 já terem sido assassinados 2 jornalistas no Brasil, enquanto que em 2.011 foram 5 os jornalistas assassinados durante o ano inteiro.

Mas a preocupação principal parece ser o reflexo desses assassinatos no turismo carnavalesco:
El hecho de que en menos de dos meses en este 2012 ya hayan sido asesinados dos está preocupando al Gobierno de Rousseff, porque un aumento de dichas muertes podría empañar la buena imagen internacional del país, en plenas festividades del Carnaval.

Ah! Bom.

Se o poder executivo pensa assim, o legislativo parece não deixar por menos. É o que verbalizam dois deputados ouvidos por El País:
Dos diputados del Congreso de Brasil han informado a este diario que después de los carnavales, el Parlamento va a estudiar y analizar este recrucedimiento de atentados y asesinatos perpetrados contra periodistas...

Depois do carnaval. Até lá, os corpos que apodreçam.

Todo poder aos lunáticos


Um antigo assessor de Eisenhower afirmou que o ex-presidente americano manteve encontros com extraterrestres, em 1.954.

A julgar por algumas recentes declarações do presidente Cavaco Silva, também ele anda a aconselhar-se com seres de outros planetas.

Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

Chove chuva!


Para quem não sabe, o inverno - cá em Bragança - é a época das chuvas. O verão é que é seco.
Por mais que os dias de sol que reinam absolutos desde o início do ano sejam lindos, agradáveis e propícios ao caminhar, a ausência de chuva começa a preocupar.
Hoje, das janelas de casa, foi-nos possível acompanhar vários pequenos incêndios ao norte de Bragança. Incêndios que são algo típico de verão.
Desde sexta-feira última, começou a utilização de sistemas alternativos de abastecimento de água para a região de Bragança.
Já ao final de janeiro a preocupação com a estiagem começou a se fazer sentir, mas havia a esperança de um fevereiro com chuvas. Afinal, costuma ser o mês de maior precipitação pluviométrica na região. Mas fevereiro chega à metade sem que caia sobre Bragança uma mísera gota d'água.

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E, como se vê na previsão acima, vamos continuar sem chuva por algum tempo.

Será que reza brava resulta?

Domingo, 12 de Fevereiro de 2012

Whitney Houston


Passámos um dia muito agradável em Vinhais, em casa de parentes e amigos.
Muita comida, da melhor qualidade, excelente vinho, conversa cativante.
Ao chegar em casa, a notícia da morte dela.



A mãe, Cissy Houston, tem uma voz excepcional:



As duas juntas, fantástico:



É triste perder uma voz dessas.

Sábado, 11 de Fevereiro de 2012

O amanhã de cada um


Um dos melhores escritores que já li, J. Rentes de Carvalho - do alto de seus quase 82 anos - escreve hoje em seu blog:

Gostaria, mas não me é dado esperar amanhãs.

De minha parte, gostaria que Rentes estivesse errado. E que continuasse a escrever durante muitos anos.

Lembrei-me, então, de meu cunhado, o matemático Maurício Matos Peixoto, de quem já falei aqui neste blog algumas vezes.
Na época em que completava seus 80 anos, Maurício começou a construir, com minha irmã de cúmplice, uma casa em seu sítio de Petrópolis, Rio de Janeiro.
Na ocasião, pensei:
Incrível, um homem resolver construir uma casa, para nela morar, aos 80 anos!

Ele a construiu e a utiliza prazerosamente há 10 anos, pois já comemorou seus 90 anos, na mais absoluta lucidez e trabalhando intensamente.
E se o cálculo de probabilidades não estiver errado, tem tudo para curtir sua casa de Petrópolis durante mais tempo do que eu terei para me deliciar com Bragança.
Eu, que não pretendo bater as botas tão cedo.

Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

A Feira do Fumeiro, Vinhais


Tivemos a excelente ideia de ir hoje à tarde visitar a Feira do Fumeiro de Vinhais. Afinal, numa sexta à tarde quase toda a gente está a trabalhar. A Feira fica tranqüila, com pouco movimento.
Parámos o carro a uma certa distância do centro do evento e fomos até lá a pé.
O evento oficial, digamos assim, ocorre em alguns galpões próximos uns dos outros. Mas nas ruas adjacentes a esse miolo, barracas se instalam como em uma feira livre, ao longo das calçadas. Vendem de um tudo: roupas, calçados, potes, quadros e mais uma infinidade de itens.

O primeiro pavilhão em que entrámos foi o dos espectáculos e das tasquinhas:

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Em uma dessas tasquinhas comemos alguma coisa e bebemos um tinto, um excelente reserva Cabeça de Burro, do Douro. Os preços são convidativos.

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Do lado oposto, no interior do mesmo pavilhão, há algumas barracas que vendem licores e outras bebidas, além de doces e que tais.

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Não podia faltar uma barraca brasileira. Aliás, quando é que alguma alma caridosa começará a exportar do Brasil para cá cachaças de alto nível?! Seleta, Boazinha, coisas assim...

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Do lado de fora desse pavilhão, diversões variadas (além de providenciais casas de banho, aliás limpíssimas):

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Vendem-se, lá no fundo dessa foto, até máquinas agrícolas:

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Mas vamos ao Pavilhão do Fumeiro, que é o que mais me interessa:

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Claro, eu tinha de comprar minhas alheiras e chouriças na lojinha de Passos:

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Por fim, uma foto do protagonista de toda essa festa, de organização complexa mas impecável: o porco.

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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012

Educação no lar


Leio hoje, em El País, artigo a respeito dos prós e contras de educar os filhos em casa e não na escola.
E fico admirado em ver essa discussão estender-se aos dias de hoje. E no mundo todo.
Quando tive a intenção de educar meus filhos em casa, longe das escolas, fui bombardeado por todos os meus amigos. Eles não eram apenas contra a ideia. Ficavam raivosos só em ouvir falar dela.
Até hoje não entendo esse sentimento forte de contrariedade. O que não quer dizer que continue a defender a ideia, da qual - diga-se - desisti logo.
Os argumentos contra a educação no lar continuam, ao que parece, os mesmos da década de 70.
O mais freqüente deles refere-se à questão da socialização da criança. Fora da escola, nossos filhos não teriam contato com outras crianças. Não se socializariam.
Ora, antes mesmo de nascer meu terceiro filho, fomos morar em um sobrado situado em uma rua de apenas uma quadra, com sessenta daqueles sobrados, nos quais moravam 120 crianças entre zero e sete ou oito anos. A rua era de terra e as crianças brincavam todas juntas, sujando-se pra valer e desenvolvendo amores e rancores entre elas.
Se isso não é socialização, não sei o que significa essa palavra. Não creio que a escola seja o único meio para socializar a criança.
Outro argumento, segundo em importância no combate à ideia da educação no lar, era - e ainda é - o de que as crianças educadas no lar ficariam muito diferentes das demais. Isso não seria nada bom, considerando-se a necessidade de pertinência a grupo, típica - principalmente - dos adolescentes.
Como desisti da ideia, não sei como teriam ficado meus filhos caso os tivesse educado no lar. Lembro-me das várias vezes em que fui buscar, lá pelas 3 ou 4 da manhã, minha primogênita na saída de bailes de adolescentes no clube sírio-libanês, em São Paulo. Ficava, de dentro de meu carro, a olhar os adolescentes a sair. Às centenas. As meninas - todas, sem absolutamente nenhuma exceção - vestidas inteiramente de preto. Penso que é a coisas assim que se referem ao falar de pertinência a grupos.
Não vejo razão para que adolescentes educados em casa não possam vestir-se de preto e participar de bailes desse tipo. Concordo que - naquela época - o contato com outros da mesma idade era um bocadinho mais difícil. Hoje, com a Internet...
Um argumento, para mim novo, é o de que essa ideia costuma ser posta em prática por fundamentalistas religiosos. Pode ser. Mas o facto de um fundamentalista religioso gostar de, digamos, melancia, não me parece que torne a melancia menos apetitosa.

Apenas fico feliz por ter desistido da ideia ao imaginar os enormes problemas em que me meteria graças a ela.

Meus filhos acabaram por formar-se em escolas regulares, com todos os defeitos e virtudes que essas instituições têm. E tornaram-se adultos que me deixariam orgulhoso se fossem meus filhos. E são!

Quanto a mim, já sou suficientemente criticado por eles por tê-los educado como toda a gente. Não sem algumas razões, diga-se.
Calcule como seria, caso me decidisse por educá-los por minha única conta e risco.

Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

Composibares


Até a década de 60 funcionou, em São Paulo, o João Sebastião Bar. Apesar do nome, a música que rolava lá era a popular. Por lá passaram artistas em início de carreira, como Chico Buarque.

Já em Lisboa, o João Sebastião Bar durou até a década de 80.

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Surge, agora, seguindo a ordem histórica dos compositores, um novo bar no qual se pode ouvir música erudita enquanto se bebe. Também em Lisboa.

CLIQUE PARA LER SOBRE ELE

Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012

E agora?


Hoje recebi meu Cartão Europeu de Seguro de Doença, para os íntimos: CESD.
Ele me permite acesso a cuidados de saúde em: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslovénia, Estónia, Grécia, Espanha, Finlândia, França, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Letónia, Listenstaina, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos, Polónia, Reino Unido, República Checa, República Eslovaca, Roménia, Suécia e Suíça.

Estou preocupado. Não sei se vou conseguir ficar doente em tantos lugares.

Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012

Menos piegas


O primeiro ministro português pediu hoje aos portugueses que sejam menos piegas.

Quanto a mim, pediria a toda gente, não só aos portugueses, que se torne o mais possível não piegas. Particularmente, exortaria ao não-pieguismo todos aqueles que me enviam powerpoints abarrotados de flores e pássaros.
Hoje mesmo recebi um e-mail a alertar - alerta urgentíssimo - para uma criança abandonada que precisava reencontrar os pais.
Com uma rápida pesquisa na Internet fiquei a saber que a criança realmente foi abandonada, só que isso ocorreu há quatro anos e há muito sua mãe já o reencontrou.

Pediria, isso sim, aos portugueses e a toda gente que pensassem (e se possível fizessem alguma coisa) na ameaça que paira sobre a humanidade em razão do esforço iraniano para construir a bomba atômica.

E deixo claro que concordo com a posição israelense de atacar o Irão antes que seja tarde.

Justo eu, que tenho cada vez menos convicções...

Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

Contributo à história da Aduana no Brasil


Em suas Notas Dominicais, L.F.Tollenare fala, em sua chegada a Pernambuco, 1.816:
É nas pequenas angras que bordam a costa nas vizinhanças de Itamaracá até a Paraíba, que se faz o contrabando de pau-brasil; dizem-no fácil, não havendo ali quase nenhuma tropa, ou antes, asseguram, sendo os oficiais acessíveis à sedução."
(Notas Dominicais, L.F.Tollenare, pág. 18, Livraria Progresso Editora, 1956)

Jesus no Facebook


Jesus











foto em quintos-beja.blogspot.com



SERMÃO DA MONTANHA

E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos;
E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:
Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;


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Pedro, André e outros 10 apóstolos gostam disto.

Sábado, 4 de Fevereiro de 2012

Lemas (2)


A julgar pelos powerpoints que insistem em me enviar por e-mail, cheios de pássaros a voar, flores a baloiçar ao vento, frases de incentivo, músicas das quais escorre algo parecido com mel etc etc, julgo que agora o dito popular passa a ser:

Mais vale um pássaro a voar do que dois na mão