segunda-feira, 26 de março de 2012

Menas dúvidas


No Brasil, Lula é largamente conhecido como O Apedeuta. E não é por não ter estudado. É por vangloriar-se disso.
Por isso, causou certa perplexidade no Brasil a atribuição a Lula do título de doutor honoris causa pela Universidade de Coimbra, ano passado.

Hoje descobri: não é verdade que Lula não tenha estudado. Ele estudou aqui em Portugal. Começa a ganhar sentido a homenagem da Universidade de Coimbra. Vê só a nota desta semana na revista Visão, uma das duas mais lidas revistas semanais portuguesas:

CLIQUE PARA TER MENAS DIFICULDADE PARA LER

quinta-feira, 22 de março de 2012

Diabetes em Bragança


Enquanto eu morei no Brasil, em São Paulo, o máximo a que os médicos chegaram foi me catalogar como pré-diabético. Meus níveis de glicemia eram, sim, um tanto acima do normal. Mas era só eu começar a fazer caminhadas diárias e logo os índices baixavam.
Bastou que eu chegasse a Bragança com uma infecção urinária, nos finais de 2.010, para ouvir de uma médica, na Urgência:
- Não existe isso de pré-diabético! Você é diabético!
Daí em diante recebi uma carteirinha de diabético, medicação adequada e isenção das tais taxas moderadoras, ou seja, as consultas ao médico de família, para mim, passaram a ser gratuitas.

Descobri, também, que Bragança, certamente como resultado de tantos privilégios, tem três vezes mais diabéticos que a média do país.


Como sou chegado a uma teoria conspiratória, tenho a impressão de que, assim como parece que a maçonaria manipula os cordéis do poder lá em Lisboa, cá em Bragança quem domina é a máfia dos diabéticos. E o exercício desse poder é tão disfarçado que a coisa mais difícil é você encontrar produtos light e/ou diet nas gôndolas dos mercados.
Como é evidente, isso é a forma que encontraram os diabéticos de se colocarem fora do alcance dos holofotes. Todos parecem normais, à primeira vista. Mas basta picar-lhes algum dos dedinhos para constatar níveis alarmantes de sede de poder.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Ausência


Não apareci ontem no blog por estar muito ocupado com os preparativos do início da primavera.
É um tal de providenciar flores, cores e tudo o mais que caracteriza essa estação.

Que é que tenho a ver com isso? Se sou deus?

Não. Apenas preciso tratar disso, caso contrário nada acontece. Ninguém providencia nada.

Fora o dever de passear a Doga. Ela não abre mão (ou seria abrir pata?...) de seu passeio diário. A ela não interessa qual a estação do ano que está a começar ou a terminar.
Chova, neve, ou faça sol, ela quer e exige rua!

Algumas árvores já floriram. Outras, talvez ocupadas com a crise, continuam só galhos. Mas tudo há de arranjar-se.

Muda a estação mas a seca persiste. Volta e meia passam no céu algumas nuvens negras, ameaçadoras. Tudo bazófia. De concreto, nem um pingo.

Amanhã preciso tratar disso.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Serendipity


Hoje fui ao Feira Nova procurar iogurte grego desnatado.
(detalhe: aqui em Bragança existia um mercado, na zona industrial, chamado Feira Nova. Mais recentemente passou a ser do grupo Pingo Doce. Vai daí que os moradores de Bragança ainda se referem ao Pingo Doce como "Feira Nova". No início, quando eu perguntava a alguém onde ficava alguma loja e calhava de ser loja da zona industrial, recebia como explicação: vá até o Feira Nova e... Claro que eu ficava sem entender nada. Que diabo de feira nova era essa? Por fim, aprendi que quando se quer dar a entender que se é bragançano de velha cepa é preciso falar Feira Nova para referir-se ao Pingo Doce. Ou seja, Pingo Doce, aqui, é coisa de neófitos.)
Mas volto ao iogurte grego. Ou ao Feira Nova.
Buscava um iogurte grego desnatado porque meu filho me repreendeu, por telefone, por entender que eu o estava a enrolar com a história de que em Bragança não havia iogurte grego desnatado. Resolvi conferir em todos os mercados da cidade.

Como, à entrada do Pingo Doce (ou melhor, Feira Nova) há uma loja de livros/discos/eletrodomésticos e por aí vai, entrei para ver se encontrava algum DVD com filme interessante.
Deus seja louvado! Encontrei os sete DVD das quatro séries do Flying Circus do Monty Python (em Portugal: Os Malucos do Circo).

CLIQUE PARA VER O QUE É SERENDIPITY

Ah! Iogurte grego desnatado, ao menos no Feira Nova, no Lidl e no Modelo, não se encontra em Bragança. Falta procurar no Intermarché. Não o fiz pois corri para casa a ver os primeiros episódios do Monty Python.

domingo, 18 de março de 2012

Quem manda em quem?


A Alemanha elegeu hoje seu novo presidente. O outro renunciou em face de suspeitas de corrupção. Estranho país, a Alemanha.

O jornal Público, em sua versão on line, salienta paradoxos na trajetória pessoal e política do presidente eleito.

Mas paradoxo mesmo, a meu ver, é o facto de a Alemanha ser cotidianamente acusada pelos portugueses de mandar em Portugal e, agora, eleger um presidente chamado Joaquim.

sábado, 17 de março de 2012

A ideologia e o vinho


Tentaram quebrar a calma deste sábado com duas páginas do jornal Público, a discutir o lançamento do vinho Memórias de Salazar.
Há os que o apoiam, como o presidente da Câmara de Santa Comba Dão, terra do ditador. Afinal, a crise aumenta, o turismo é uma das poucas maneiras - senão a única - de combatê-la. Criar um vinho com esse nome pode ajudar.
A outros, o lançamento é indiferente. Ou melhor, não dão importância ao nome. Esperam é que o vinho seja bom.
E há sempre o Bloco de Esquerda (BE. Para os brasileiros: qualquer coisa do tipo Psol, tipo Heloísa Helena): Fernando Rosas, historiador e ex-dirigente do BE, ao receber a notícia do lançamento do tal vinho, reagiu com expressões do tipo “é uma ideia oportunista”, “vulgar” e “saloia”, “lamentável”, “imbecil”, “bacoca”, ”patética”. “Em suma, uma palhaçada”.
Por pouco não me torno um entusiasta da marca...
Mas prefiro que indivíduos do tipo BE não moldem minhas opiniões. Nem mesmo por oposição.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Milagre


Não acredito em milagres. Mas, vez ou outra, eles ocorrem.
Estava a saborear um cair de noite na companhia de um fantástico dry martini, preparado por mim (modéstia às favas).
Para ficar tudo perfeito, tratei de ler dois poemas de José Carlos Barros: Os Investimentos, 1 e Os Investimentos, 2.
Estava a relê-los quando soa o telemóvel.
Atendo e é ele. Em carne e osso. Ou, ao menos, em telecarne e teleosso.

Fiquei quase sem ação. Consegui articular algumas palavras e penso ter sido minimamente polido. Na verdade, estava desnorteado. Isso, apesar de eu estar no norte e ele no sul, Bragança e Algarve.

Haja milagre.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Desejo


Ando a buscar a maneira de construir um post em que caiba utilizar-me do termo aldrabice. É um dos mais atraentes entre os que aprendi até agora neste meu curso intensivo de português-português-mesmo.
Pensei, por exemplo, no seguinte:

Não sei se toda a gente sabe, mas os cognacs têm a sua hierarquia, tal qual os exércitos. Assim, um, digamos, Rémy Martin, tem o VS, o VSOP, o XO etc. Em um exército, seriam o tenente, o capitão, o coronel etc.

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Cá em Bragança só se encontra o nível VS. Raramente, um VSOP. Jamais um XO. O forte desta terra, decididamente, não são os cognacs.
Graças a tal fatalidade, temos de consumir cognacs VS. E deixar guardado um XO para ocasiões muito especiais.
Veio-me, então, a ideia: depois que a Léa fosse dormir, eu trocaria o conteúdo de um VS pelo de um XO. Passaria a tomar o XO, servindo-o de uma garrafa de VS. Quando, no dia seguinte, ela quisesse tomar um cognac, iria, naturalmente, buscar a garrafa de VS. Nesse momento, eu jogaria a ela meu charme:
- Meu amor, hoje sinto que mereces um XO!


Pois bem. Isso seria uma tremenda aldrabice.
Mas (como se diz por aqui) atenção! Seria uma aldrabice, mas não conteria a palavra aldrabice.
Não satisfaria meu desejo.

Mas não é que acabo de realizá-lo?

quarta-feira, 14 de março de 2012

Desertificação de Portugal


O autor do blog Branco Leone, meu amigo, que infelizmente parece ter desistido de continuar a postar, me manda e-mail com uma porção de notícias (que não vêm ao caso) mas com um final digno de reprodução:

E comentando uma coisa que tenho reparado no blog. As fotos. Impressionam-me muito. Olhando daqui, pela sua câmera, tenho a impressão de que Portugal é um país deserto. A maioria das suas fotos de lugares públicos, abertos, não mostra ninguém ou quase ninguém (exceto a Léa, numa ou noutra). Seja o casino, ou um restaurante, ou uma praça. Na maioria dos casos, quando se vê alguém, está láááááá longe. É seu olho, que põe a câmera assim, nesses lugares e horas vazias? É sua agenda de aposentado, que permite que vá aos lugares em horas de menor bichice (no sentido português, claro), ou está sempre mesmo tudo vazio?

E outra: todos os carros das pessoas que vão ao casino vazam óleo? Em vez de gastarem o dinheiro todo lá, não valia a pena guardarem um pouco pra trocarem-lhe as juntas ao cárter??


Para relembrar, aí vai a foto do Casino de Chaves:



Quando conseguir parar de rir, respondo ao Branco Leone.

terça-feira, 13 de março de 2012

Vamos orar


Nos EUA, Pat Robertson está convencido de que tornados podem ser evitados com muita oração (aqui em inglês, aqui em português).

Em Portugal, o bispo de Beja acha que a seca é resultado da falta de oração dos agricultores.

Vou orar ardentemente para que indivíduos como esses dois parem de nascer.

segunda-feira, 12 de março de 2012

A mulher mais...

...bonita do mundo era um génio.

Dia internacional da mulher pra cá, dia internacional da mulher pra lá, e eu nunca havia ouvido falar de Hedy Lamarr. Que será que fiquei a fazer nesses últimos 67 anos?!
Se você é o felizardo possuidor do último número da revista Sábado, não deixe de ler a matéria de Pedro Marta Santos.

Clique para ler sobre ela

domingo, 11 de março de 2012

Almoço do domingo


Fomos hoje à serra de Bornes, conhecer o hotel que fica lá no alto. E almoçar no restaurante do hotel, claro.
A sugestão foi de minha prima Isabel, que nos acompanhou, junto com o marido António.
A ideia não poderia ter sido melhor. A Léa e eu nos maravilhámos com o hotel, sim, mas imensamente mais com a paisagem.

Deve ser muito bom passar uns dias nesse hotel:





Mas a visão que se tem de Trás-os-Montes lá do alto é que é o grande encanto:










Se puder, não deixe de visitar.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Fim de semana


O fds (como se escreve em feicebuquês), para o aposentado, é aquele par de dias em que quase todo mundo se junta a ele no exercício do ócio.
É a oportunidade que ele tem de passar desapercebido. Fingir-se de trabalhador em recesso.
Pois, mais que o poeta, o aposentado é um fingidor. Vai para a fila do banco, reclama que o atendimento é lento, mas intimamente exulta pois não saberia o que fazer se fosse logo atendido.
Ao chegar a segunda-feira, o aposentado volta a sua situação de excepção. Se acorda cedo, vê seus vizinhos sairem para o trabalho enquanto lhe resta passear o cão. Se dorme até mais tarde, acaba por tomar o pequeno almoço enquanto toda a gente almoça.
Definitivamente, o fds é seu ponto de encontro com o tal de mundo real.
Vamos a ele.

quinta-feira, 8 de março de 2012

O banho


Era o início de dezembro, 1.992. Minha mãe, que se acabaria no dia 13, suavemente, descansava em seu quarto, esquelética e fraca. O cancro iria vencer, desta vez.
Na sala, os três irmãos discutiam a respeito da necessidade de dar à mãe um banho. Ela , por si mesma, já não era capaz de tanto.
Eu era o primeiro excluído. Por ser homem.
Minhas irmãs também eram interditas. Nunca haviam levantado o véu da intimidade da mãe. Não o conseguiriam fazer agora.
Estávamos nesse impasse quando soa a campainha. Era minha filha, a primogênita, que chegava a visitar a avó. Avó que dela cuidara na infância, nos períodos em que a mãe assistia a suas aulas de filosofia.
Posta a par do problema, não hesitou um instante.
Foi ao quarto, levou minha mãe ao banho, lavou-a meticulosamente.
A avó, feliz, voltou à cama limpa, de corpo e alma.

quarta-feira, 7 de março de 2012

terça-feira, 6 de março de 2012

Laranja de Pobre


Desde que contei ao chefe de cozinha do A Gôndola, o António, que era diabético e não devia abusar dos doces, ele passou a me oferecer sobremesas diferentes. Dia desses serviu-me o que disse chamar-se laranja-de-pobre.

Corta-se em fatias uma laranja descascada. e distribuem-se circularmente as rodelas em um prato.
Sobre as fatias salpica-se um bocadinho de sal grosso e um quase nada de alho. Por fim, derrama-se um tantinho de azeite sobre o conjunto.

Pronto. Saboreie.

O António ainda colocou no centro do prato um morango. O enfeite, assim como o equilíbrio entre os ingredientes, fica a seu critério.

sábado, 3 de março de 2012

Viseu - detalhes de uma visita


Quando viajo, não gosto de ficar muito ocupado com fotos. Sendo assim, ficam alguns lugares mais fotografados que outros, sem critério algum. Mas fizemos algumas fotos em Viseu que, penso, podem dar uma ligeira ideia da cidade e de suas atrações.

Diga-se, antes do mais, que Viseu é a cidade portuguesa de melhor qualidade de vida. Confesso não saber como se mede isso, mas que Viseu é linda e excelente para se viver não resta dúvida.

Vamos às fotos:
Comecemos pela Catedral, como não poderia deixar de ser. Ao escolher o hotel em que ficaríamos, percebi que todos se referiam à distância a que ficavam da Catedral. No segundo piso, fica o Museu Grão Vasco. Não me apeteceu subir as escadas, além do que entre museus, bares e restaurantes fico com os últimos. Diga-se: o museu deve ser interessante, pois uma respeitável professora de Aveiro mo recomendou vivamente. Que ela me perdoe o ignominioso desinteresse.

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Em frente à Catedral fica a Igreja da Misericórdia, cujo interior é digno de uma visita:

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Ao lado da Igreja da Misericórdia fica o funicular. Além de se ter uma bela vista de parte da cidade.

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Vejam só: era dia de meu aniversário (23/02). Havíamos almoçado naquele que é considerado o melhor restaurante de Viseu. O Cortiço. Não tirei nenhuma foto do dito cujo. Ele fica próximo à Catedral, em uma viela chamada Augusto Hilario (antiga rua Judiaria). Por ter comido fartamente, lá fomos nós caminhar pelas ruas do centro da cidade. Essa, abaixo, é só para peões (/pedestres). Ruas assim são chamadas calçadões, no Brasil (ou, ao menos, em São Paulo):

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Já em outra rua, encontrámos a entrada para essa esplanada:

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Pra não ficar apenas no elogio, vamos a uma crítica: no final de um dos calçadões do centro, há uma parte do chão feita de vidro, teoricamente para permitir que se veja, lá no subsolo, um pedaço de uma muralha romana, de 260 D.C..
Se você fizer algum esforço consegue perceber algumas das pedras da muralha. Mas, mesmo estando pessoalmente no local (e fomos lá à noite pra verificar se era possível ver melhor a tal muralha) é muito difícil enxergar a descoberta arqueológica. E, segundo nos informaram, foi gasto muito dinheiro para construir esse espaço (quase) inútil...

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Saindo do centro da cidade uns 8 km, chega-se às termas de Alcafache. A água sai à superfície a 50ºC. As termas estavam fechadas. Só iriam reabrir em 1º de março.

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Mas consegui uma bela foto do riacho que passa junto ao edifício no qual funcionam as Termas. Ainda voltaremos aí, para uns banhos. A poucos quilômetros do centro da cidade há ainda outras termas.

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Agora os parques. Viseu tem inúmeros parques. Esse abaixo nem sei como se chama, mas a garotada se espalha nele com suas bicicletas. Os cães passeiam à vontade. Os adultos fazem suas caminhadas ou sentam-se na esplanada.

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Já o Parque do Fontelo tem as piscinas municipais, inúmeros campos de futebol nos quais a garotada disputa partidas a sério, com juiz, assistentes, uniformes etc etc., o estádio municipal de futebol, parque infantil, bosque.
O parque é tão agradável que só nos ocorreu bater algumas fotos já ao sair, junto ao Pórtico do Fontelo. Atrás da Baixinha e da Doga o edifício branco que se vê é uma pousada de juventude.

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Last but not least, restaurantes. Já disse que no dia 23 almoçámos em O Cortiço. No dia seguinte, almoçámos no impecável Muralha da Sé. Sem fotos. Fica ao pé da Igreja da Misericórdia.
No sábado, 25, fomos almoçar perto do autódromo. Clube dos caçadores. O lugar, retirado, é encantador. Mas... só fotografei a cortesia que é servida a todos os clientes logo após o cafezinho: bagaço com sumo de frutas vermelhas. Tudo a baixíssima temperatura.

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A Baixinha não resistiu:

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Domingo, 26, fomos almoçar no Santa Luzia. Enquanto a reforma no endereço tradicional não termina, eles atendem aqui. Não há como não gostar.

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Em frente ao Santa Luzia fica este templo da Congregação Cristã. A julgar pelas grades ostensivas, eles não confiam muito na proteção divina...

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Enfim, no dia 27 deixámos Viseu. Conseguimos almoçar no Escorropicha, Ana!, em Carrapichana. E lá fomos nós, rumo a Bragança, pelo IP2:

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É preciso voltar mais vezes a esse paraíso chamado Viseu.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Missão cumprida


Aposentava-se depois de quase 50 anos de trabalho na Rede Ferroviária Federal.
Fora sempre funcionário irrepreensível.
Os colegas o cumularam de homenagens.
Acabou por ser entrevistado por um jornalista à procura de matéria para seu jornal:
- O senhor passou todos esses anos a martelar as rodas dos trens que paravam nesta estação. Explique às novas gerações qual a razão dessa sua função.
E o velho servidor:
- Ora, não sei. Quando comecei a trabalhar na Rede, deram-me um pequeno martelo e me disseram que, a cada trem que aqui parasse, eu deveria bater levemente com o martelo em todas as rodas da composição. Foi a missão que cumpri religiosamente.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Escolhas


Aviso já: este não é um texto de auto-ajuda. É, isto sim, um texto em que procuro ajuda.
Sobre a escolha de produtos no mercado.

Conheço pessoas que receberam dos pais ensinamentos preciosos a respeito de como escolher carne, por exemplo.
Quanto a mim, estou a fazer progressos na arte de escolher frutas. Penso que consigo escolher boas clementinas e boas laranjas, para citar meus melhores êxitos.

CLIQUE PARA AMPLIAR AS CLEMENTINAS
Já recebi algumas lições importantes de outros compradores. Outro dia, estava a escolher melões. A meu lado um senhor fazia também suas escolhas. A certa altura confidenciou:
- Não adianta apertar o olho do melão. Como toda a gente faz isso, os melões ficam artificialmente com olhos moles. É melhor apertar o melão em outros lugares.
Mais não disse.
Embora haja gente que conta seus truques, há também quem os oculte. Ou talvez ignore as razões dos métodos que emprega.

É o caso da escolha de laranjas. Parece ser universal, ao menos em Portugal, a técnica de colocar a laranja na palma da mão e jogá-la levemente ao ar, repetidas vezes, a verificar se serve ou não. Como se estivesse a querer avaliar o peso da fruta.

Alguém pode me explicar a razão desse procedimento?

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Um dia a mais


Hoje é um dia que nos é oferecido graciosamente. Uma espécie de bônus.
Ou não.

Depende da vida que se leva.

Quanto a mim, já o encarei como nefasto. Ocorreu que o único ano de minha vida passado inteiramente em uma prisão foi bissexto: 1.972. Resultado: paguei um dia a mais.

Hoje, vejo este 29 de fevereiro como bênção. Por mim, se o tempo parasse seria o ideal. Não sendo possível, que me dêem o brinde de um dia.

Em uma altura em que se discute, em Portugal, quais os dias que devem ser feriados ou de tolerância de ponto, gostaria que 29 de fevereiro fosse um dia de exaltação ao supérfluo, ao desregramento. Dia resultante de arredondamentos na contagem do tempo, deveria ser saudado como o resultado de um erro salutar.

E comemorado com espalhafato.

(e que a troika não me ouça)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O rio Sabor


Na ida para Viseu (em 22/02), apesar da pressa para chegar ao Escorropicha, Ana! antes das 15 horas, não pudemos deixar de parar por uns poucos minutos e fotografar o rio Sabor, já perto de sua foz.

Diga-se, a bem da verdade, que eu achei que já era o Douro...

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Tanto na ida quanto na volta não entendi o facto de se atravessar duas vezes o rio. Ao examinar o mapa, o porquê ficou claro: atravessa-se o Sabor e, mais abaixo, o Douro.
O mapa abaixo mostra a chegada, pelo IP2, à foz do Sabor. Começa nas imediações de Estevais, a aldeia de morada de J. Rentes de Carvalho em Portugal. Depois de se atravessar o Sabor, percorre-se um trecho de estrada que corre paralelo ao rio, até seu desembocar no Douro. Mais adiante atravessa-se o Douro, junto a Pocinho, e prossegue-se em direção a Celorico da Beira. Carrapichana fica um pouco ao sul de Celorico.

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Ida a Viseu


Pois é. Acabou o carnaval. Começou o meu. Saímos hoje de Bragança em direção a Viseu. Fomos pelo IP4, cheio de desvios por causa das obras, até a entrada para Macedo, pelo IP2.
Fomos até Celorico da Beira e, de lá, até Carrapichana, pra almoçar no Escorropicha Ana.

Ledo engano. Como abrira na terça gorda, fechou hoje...
Mas eu já tinha preparado o plano B. O Zé das Iscas, mesmo em Celorico.

Antes, a passagem pelo Douro é deslumbrante. Tirei duas fotos, que depois vejo se merecem ser publicadas (a máquina anda ruim). Estávamos com pressa para não perder o almoço e parámos pouco.

Afinal, cá estamos. Em Viseu. Apenas saímos do hotel pra dar umas voltinhas com a Doga.

Amanhã saberei mais.

Até.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O carnaval do Papa


Há, segundo dizem, uma conspiração para assassinar Bento 16. Ou, ao menos, para que renuncie em abril, quando completa 85 anos.

Por falar em B16, por onde andará Georg Gaenswein?

Em toda essa conversa sobre complôs no Vaticano, gostei mesmo foi da história que uns atribuem a João Paulo II e outros a João XXIII:

Perguntado a respeito de quantas pessoas trabalhavam no Vaticano respondeu com ironia:

- Mais ou menos a metade.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O carnaval de Passos Coelho


O primeiro ministro (PM) de Portugal, Pedro Passos Coelho, foi vaiado ontem em Gouveia onde foi visitar a Feira do Queijo da Serra da Estrela.

Até aí, isso é a não-notícia: o cão mordeu o homem.

Mas a atitude adoptada pelo PM é do tipo o homem mordeu o cão. Em meus quase 70 anos, jamais soube de político que tenha assim procedido.
Já li a respeito de políticos que enfrentaram, em plena rua, adversários exaltados. Mas não me lembro de algum que tenha ido até os manifestantes para realmente ouvi-los e dialogar com eles.

Minhas experiências com a política já não me concedem o prazer de iludir-me com políticos.

Mas as posturas de Passos Coelho ao longo da actual crise me agradam. Não menosprezo a dificuldade, vivida por ele, de convencer um país inteiro da necessidade de sacrifícios enquanto é preciso conviver com os falastrões do Bloco de Esquerda e milagreiros outros.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O carnaval de José Dirceu


O jornal Público, de hoje, traz uma matéria de duas páginas sobre as amizades de José Dirceu em Portugal. Infelizmente, a leitura é apenas para assinantes (ou para quem comprou o jornal em banca).
Arrisco um resumo: as amizades portuguesas do Zé são resultado de suas amizades com o poder no Brasil.
Sem grandes novidades, ao menos para brasileiros que conhecem a figura há tempos, o que é dito no jornal não fará Zé Dirceu perder qualquer minuto de sono. Ele está acostumado a ser acusado de coisas bem mais graves.
E sempre tirou tudo de letra.

Afinal, no Brasil, é carnaval o ano inteiro.

Reproduzo, abaixo, o quadro de suas amizades lusitanas, publicado pelo Público de hoje:

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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Baba de camelo


Cá em Bragança, a meu ver, o melhor doce para sobremesa é a baba de camelo. A receita não foge muito disto. Mas se você é tão ruim na cozinha quanto eu, é melhor ver o vídeo:



Eu gosto muito de baba de camelo. O problema é que sou diabético.

Vai daí, descobri um jeito de fingir que estou a saborear uma baba de camelo sem prejudicar minha saúde. E ingerindo menos calorias.

A coisa funciona assim (como não tenho balança de cozinha, a receita vai no mais ou menos):

Se na sua cidade existe um supermercado Lidl, melhor. Você vai lá e compra esse baldinho de 1 kg aí nas figuras abaixo. Iogurte grego Eridanous.

Não adianta ampliar...
continuará apenas com 1 kg
Caso não conheça nenhum Lidl próximo, procure um iogurte grego de boa qualidade em algum supermercado. De preferência puro (o iogurte, não o supermercado).

Se você mora aqui pra estes lados brigantinos, prefira o mel do Armindo Alves, de Vinhais.

Este mel é delicioso
Caso contrário, descubra um mel bom. Mel mesmo. No Brasil, em geral, os meles vendidos em supermercados são uma enganação total. Fuja deles.

Aí você pega uma taça do tamanho de sua gula, tasca o quanto você pretende comer do iogurte. Lembrando que ainda vai mel aí. Vá colocando o mel aos poucos e misturando tudo. Quando a cor chegar a um caramelo não muito escuro já está bom. Sem falar que você pode ir experimentando ao longo da inclusão do mel.

Pronto. Pode comer que é quase igual à baba de camelo tradicional.

Talvez melhor.

Bom apetite!

Ah! Esqueci-me de informar sobre as calorias disso tudo. Então vamos lá:

Baba de camelo mesmo: 323 kcal/100 gr

Mel: 155 kcal/ 50 gr
Iogurte Eridanous: 127 kcal/100 gr
Baba de camelo minha: 282 kcal/100 gr

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Demissão do presidente alemão


Em minha infância ouvi, algumas vezes, minha mãe contar o folclórico caso do Marechal Deodoro (primeiro presidente da República brasileira): durante uma visita à Alemanha, ficara fortemente impressionado pela disciplina alemã ao presenciar um comandante do exército, na revista às tropas, determinar a um soldado que desse um tiro na própria cabeça. O soldado obedeceu imediatamente.

Retornado ao Brasil, o marechal passava em revista tropas na Bahia. Resolveu imitar o comandante alemão.
O soldado escolhido por ele não teve dúvidas e retrucou:

- Tu tá pensan'o que eu sô alemão!?

Agora há pouco o presidente da Alemanha pediu demissão em função de seu envolvimento em um caso de corrupção.

Lembrei-me de minha mãe e de suas histórias pitorescas.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

LINcrível


Já faz tempo que quase tudo que se consome, nos EUA, é produzido na China.
Mas não faz nem um mês que se consome um novo ídolo: Jeremy Lin.


CLIQUE PARA LER SOBRE ELE

Californiano descendente de chineses (Taiwan)(o Diário de Notícias on line diz ser ele descendente de tailandeses. É a pressa dos jornais on line...), foi dispensado de dois outros times da NBA há pouco, em dezembro. Admitido no New York Knicks, ficou no banco até outro dia.

Agora virou febre. Todos os possíveis trocadilhos com seu nome já foram explorados.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Ainda sobre o A.O.


Ainda não consegui achar essa história nas obras de Rui Barbosa, nem em obras sobre o próprio. Mas meu pai a repetia às vezes:
Ao discursar no Parlamento, certa vez, foi interpelado por um colega:
- Por que Vossa Excelência diz inquérito e não inqüérito?
Ao que Rui teria respondido:
- Eu não digo inqüérito porque não qüero.


Independente da veracidade ou não dessa história e considerando que em Portugal o trema já não era utilizado, como eu a contaria obedecendo ao Acordo Ortográfico?

Alguém sabe me dizer?