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sexta-feira, 28 de junho de 2013
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Autobiografia
Em 15 de Maio de 1.967, o jornalzinho Ele-trônico nº 4, dos alunos do último ano de Engenharia Eletricista (Eletrônica e Eletrotécnica) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI - USP) publicava alguns poemas meus, um dos quais me parece bastante atual:
Como o original não está lá muito legível:
Como o original não está lá muito legível:
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quarta-feira, 26 de junho de 2013
Elogio da coerência
Ontem, na Câmara dos Deputados, no Brasil, fez-se a votação de Proposta de Emenda Constitucional nº 37 (PEC 37).. Essa emenda foi insistentemente combatida nas ruas nos últimos movimentos de massa que abalaram o país.
Era evidente para qualquer um que a PEC 37 seria rejeitada.
E, de facto, foi. Resultado 430 votos contra, 9 a favor e 2 abstenções.
Quanto às 2 abstenções, apenas entendo como curiosa a postura dos deputados Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e Paulo Cesar Quartiero (DEM-RR). Assunto político discutido à exaustão nos últimos dias, a tal PEC 37 ainda não obteve um parecer favorável ou contrário da parte desses dois representantes políticos do povo. Haja hesitação.
Quanto à manada, a saber, os 430 votos contrários à PEC 37, não se podia esperar outra coisa. O Congresso dia desses quase foi invadido pela multidão a pedir que se votasse contra essa emenda.
Os 430 surfaram na onda favorável.
Minha surpresa fica reservada aos 9 que votaram a favor.
Ou melhor, 8. O cacique do PSDB, Sergio Guerra, confundiu-se e votou contra suas próprias convicções. Propunha-se a governar o Brasil e mostrou-se incapaz de escolher entre Sim e Não em uma votação.
Melhor retrato não poderia haver de um partido vagabundo como o PSDB.
Pergunto-me o que motivou esses oito bravos.
Sabedores de que a PEC 37 já estava derrotada, sabedores de que a imensa maioria dos eleitores é contra a tal emenda, sabedores de que o quase nada que resta de credibilidade ao Congresso estava pendurado por um fio ao resultado dessa votação, persistiram em defesa da famigerada PEC 37.
Que motivos terão mantido a impavidez desses fortes?
Há quase um século, em 1.922, alguns destemidos saíram do Forte de Copacabana para a morte. A lenda estabeleceu que eram 18 homens. Sabiam que caminhavam para a morte, mas defendiam ideais.
Os oito favoráveis à PEC 37, salvo mais algum deputado tão incompetente quanto Sérgio Guerra, deviam saber que se não caminhavam para uma morte de sangue, buscavam com seu voto o suicídio político.
Em 1.922 tivemos Os Dezoito do Forte.
Em 2.013, os Oito da PEC 37, a saber: Abelardo Lupion (DEM-PR), Mendonça Prado (DEM-SE), Bernardo Santana de Vasconcellos (PR-MG), Valdemar Costa Neto (PR-SP), Eliene Lima (PSD-MT), João Lyra (PSD-AL), João Campos (PSDB-GO), e Lourival Mendes (PTdoB-MA).
Louvo-lhes a coerência, ainda que estúpida.
Era evidente para qualquer um que a PEC 37 seria rejeitada.
E, de facto, foi. Resultado 430 votos contra, 9 a favor e 2 abstenções.
Quanto às 2 abstenções, apenas entendo como curiosa a postura dos deputados Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e Paulo Cesar Quartiero (DEM-RR). Assunto político discutido à exaustão nos últimos dias, a tal PEC 37 ainda não obteve um parecer favorável ou contrário da parte desses dois representantes políticos do povo. Haja hesitação.
Quanto à manada, a saber, os 430 votos contrários à PEC 37, não se podia esperar outra coisa. O Congresso dia desses quase foi invadido pela multidão a pedir que se votasse contra essa emenda.
Os 430 surfaram na onda favorável.
Minha surpresa fica reservada aos 9 que votaram a favor.
Ou melhor, 8. O cacique do PSDB, Sergio Guerra, confundiu-se e votou contra suas próprias convicções. Propunha-se a governar o Brasil e mostrou-se incapaz de escolher entre Sim e Não em uma votação.
Melhor retrato não poderia haver de um partido vagabundo como o PSDB.
Pergunto-me o que motivou esses oito bravos.
Sabedores de que a PEC 37 já estava derrotada, sabedores de que a imensa maioria dos eleitores é contra a tal emenda, sabedores de que o quase nada que resta de credibilidade ao Congresso estava pendurado por um fio ao resultado dessa votação, persistiram em defesa da famigerada PEC 37.
Que motivos terão mantido a impavidez desses fortes?
Há quase um século, em 1.922, alguns destemidos saíram do Forte de Copacabana para a morte. A lenda estabeleceu que eram 18 homens. Sabiam que caminhavam para a morte, mas defendiam ideais.
Os oito favoráveis à PEC 37, salvo mais algum deputado tão incompetente quanto Sérgio Guerra, deviam saber que se não caminhavam para uma morte de sangue, buscavam com seu voto o suicídio político.
Em 1.922 tivemos Os Dezoito do Forte.
Em 2.013, os Oito da PEC 37, a saber: Abelardo Lupion (DEM-PR), Mendonça Prado (DEM-SE), Bernardo Santana de Vasconcellos (PR-MG), Valdemar Costa Neto (PR-SP), Eliene Lima (PSD-MT), João Lyra (PSD-AL), João Campos (PSDB-GO), e Lourival Mendes (PTdoB-MA).
Louvo-lhes a coerência, ainda que estúpida.
terça-feira, 25 de junho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Desafio aos publicitários
Gostaria de assistir a um comercial, na TV, sobre absorventes femininos ou sobre fraldas descartáveis para bebés, em que o sangue da menstruação não fosse azul, nem a urina do pequerrucho também o fosse.
Queria ver menstruação vermelha e mijo amarelo.
Ou isso ultrapassa o limite da criatividade?
Queria ver menstruação vermelha e mijo amarelo.
Ou isso ultrapassa o limite da criatividade?
domingo, 23 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
A tia Lúcida
Há os que gostam de afirmar:
- Jamais conheci um ateu no leito de morte.
O que a frase pretende estabelecer como verdade é que na hora de bater com as dez, de partir desta pra melhor, de bater com as botas, o ateu pede penico, entrega os pontos, desiste. Vira crente desde criancinha.
Pode acontecer muitas vezes. Afinal, ser ateu não é pra qualquer um, modéstia às favas.
Ocorre-me, se me for dada a oportunidade, vender ingressos a meu quarto de moribundo. Destarte, muitos poderão ver um ateu em seu leito de morte. E meus filhos receberão uns trocados como herança.
Aliás meu pai, pastor baptista da mais profunda convicção, que era admirador de Manuel Maria Barbosa du Bocage, consta que por ter Bocage se arrependido, nos momentos imediatamente anteriores à morte, de sua suposta vida dissoluta, pretendia dar ao primeiro filho o nome Elmano, homenagem ao pseudónimo Elmano Sadino, do mesmo Bocage.
Feliz ou infelizmente, teve uma filha e viu seu intento frustrado.
Mas o que me traz ao tema é a história de uma tia.
Na época não me interessei muito pelo sucedido. Talvez por isso invente um bocadinho.
Mas sou um tanto como Tim Maia:
- Não bebo, não fumo, não cheiro. Só minto um pouquinho.Minha tia era mulher profundamente religiosa. Levou quase toda a vida imersa em uma igreja, pois casada com pastor.
Deixem que seja literal: ela viveu quase sempre nos fundos do templo da igreja do marido.
Teve três filhos. Todos seguiram o pendor religioso dos pais.
Um deles, à falta de melhor emprego, exagerou um bocadinho e também tornou-se pastor.
Ouvi dizer – e isso era comentado em família com certa reserva – que em seus últimos anos minha tia deu para descrer.
Parece que de tudo.
Em família tão cristã, morreu com a discreta fama de maluca.
A meu ver, salvo melhor juízo, atingiu a lucidez.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Quatro Estações
Optimista: Gosto imenso do Inverno. A neve...
A paisagem toda branca!
Pessimista: Lama branca, queres dizer. Aquilo só resulta em cartões-postais.
Optimista: E, quando chega a Primavera, tudo começa a florir. Cores surgem do nada.
Pessimista: E o pólen me dá alergia. Espirro sem parar até a chegada do Verão. Minha pele exige que a coce. Um horror!
Optimista: Mas... e o Verão? Sol, calor, luz. Pode-se nadar no mar, em rios, lagos.
No Verão usa-se pouca roupa. Os corpos mostram sua beleza.
Pessimista: Na praia, aquelas mulheres cheias de celulite. Barbaridade! De dia, as moscas. À noite não se consegue dormir.
Optimista: Enfim, o Outono. Muita fruta, as vindimas.
Pessimista: Mas a alegria dura pouco. Já, já estará aí o Inverno, com seus horrores.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
As voltas que o mundo dá
Quando, no Brasil, irrompeu o movimento militar-popular de 1.964, a adesão foi quase total.
Os inimigos do novo regime eram poucos, pouquíssimos.
Até finais de 1.968, houve um regime de liberdade relativa.
Alguns poucos haviam sido presos, outros banidos, vários outros perseguidos.
Com o Ato Institucional nº 5, começou a verdadeira ditadura.
A partir de então, quase nenhuma contestação.
As organizações de esquerda, raquíticas, foram perdendo o apoio dos poucos setores da classe média que ainda lhes davam algum respaldo.
Em finais dos 60 e início dos 70, a aceitação da ditadura foi quase absoluta.
O povo, quase em uníssono, era parceiro do regime.
É por isso que hoje, quarenta anos depois, fico admirado ao ver a enorme quantidade de brasileiros acima dos 50 anos que revelam sua profunda aversão àquela ditadura.
Onde estaria essa gente toda nos anos 70? A passear em Marte?
Isso para não mencionar as instituições que hoje fazem profissão de fé na democracia.
Onde estavam naquela época?
Nos anos 70 existiam os que gostavam da ditadura militar e os que sonhavam com a ditadura do proletariado.
Noves fora, quase nada mais.
Hoje, quase todo mundo, no Brasil, é democrata desde criancinha.
Quanto aos mais velhos, são poeira que vai para onde o vento a leva.
Já os mais jovens... Nada sabem da História. Navegam no imenso mar do analfabetismo.
Os inimigos do novo regime eram poucos, pouquíssimos.
Até finais de 1.968, houve um regime de liberdade relativa.
Alguns poucos haviam sido presos, outros banidos, vários outros perseguidos.
Com o Ato Institucional nº 5, começou a verdadeira ditadura.
A partir de então, quase nenhuma contestação.
As organizações de esquerda, raquíticas, foram perdendo o apoio dos poucos setores da classe média que ainda lhes davam algum respaldo.
Em finais dos 60 e início dos 70, a aceitação da ditadura foi quase absoluta.
O povo, quase em uníssono, era parceiro do regime.
É por isso que hoje, quarenta anos depois, fico admirado ao ver a enorme quantidade de brasileiros acima dos 50 anos que revelam sua profunda aversão àquela ditadura.
Onde estaria essa gente toda nos anos 70? A passear em Marte?
Isso para não mencionar as instituições que hoje fazem profissão de fé na democracia.
Onde estavam naquela época?
Nos anos 70 existiam os que gostavam da ditadura militar e os que sonhavam com a ditadura do proletariado.
Noves fora, quase nada mais.
Hoje, quase todo mundo, no Brasil, é democrata desde criancinha.
Quanto aos mais velhos, são poeira que vai para onde o vento a leva.
Já os mais jovens... Nada sabem da História. Navegam no imenso mar do analfabetismo.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Ia
Hoje eu quis fotografar
Lua cheia que brotou
no horizonte de Bragança.
Deixei de lado a ideia.
Esta lua é de hoje,
a nossa é de antigamente.
Nem crescente nem minguante.
Lua nova inesquecível.
Invisível. Radiante.
É astro que não se vê,
mas chama que não se apaga.
Beleza num céu vazio.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Os instantes de fama de uma juíza
Uma juíza de Indaiatuba, Estado de São Paulo, ordenou à Folha de SPaulo a retirada de menção, em coluna do José Simão de 22/08/2012, a uma candidata nas eleições do ano passado. Para ajudar a tal juíza a perceber que em tempos de Internet essa censura é inócua, aí vai a explicação do caso e o texto original do Simão.
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quarta-feira, 22 de maio de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
A falta de carácter de Jorge Jesus
Porto e Benfica jogaram entre si para, na prática, definirem o campeão da temporada.
Ao Benfica bastava um empate.
O Porto precisava da vitória.
Se Jorge Jesus, o treinador do Benfica, tivesse visto com atenção o jogo de Barcelona entre o Bayern e o Barcelona, teria aprendido uma boa lição. O Bayern havia vencido a primeira mão, em Munique, por 4 a 0. Bastava não perder por diferença de 5 golos em Barcelona. Jogou a abafar o Barcelona desde o início. Resultado: 3 a 0 para o Bayern.
Não. Jorge Jesus decidiu lutar pelo empate. Foi castigado por um golo nos acréscimos. Aliás, um golo brasileiro. Tabela entre Kelvin e Liedson (com esses nomes, só podiam ser brasileiros...) e belíssimo pontapé de Kelvin, cruzado, indefensável.
O que me chocou foi a declaração de Jorge Jesus ao final. Ao invés de reconhecer que sua estratégia fracassou, desculpou-se ao alegar que o primeiro golo do Porto foi um auto golo (gol contra) do guarda-redes brasileiro Artur.
Ora, a bola tinha a direção da meta. Artur tentou desviá-la para fora. Não conseguiu e ela entrou. Se isso é auto golo, todo golo em que o guarda-redes toca na bola antes que ela entre na meta seria auto golo.
Para uma equipa - o Benfica - que joga na próxima quarta-feira uma final da Liga da Europa, essa verdadeira acusação do treinador ao guarda-redes é desastrosa.
Mais do que isso: revela total falta de carácter.
Ao Benfica bastava um empate.
O Porto precisava da vitória.
Se Jorge Jesus, o treinador do Benfica, tivesse visto com atenção o jogo de Barcelona entre o Bayern e o Barcelona, teria aprendido uma boa lição. O Bayern havia vencido a primeira mão, em Munique, por 4 a 0. Bastava não perder por diferença de 5 golos em Barcelona. Jogou a abafar o Barcelona desde o início. Resultado: 3 a 0 para o Bayern.
Não. Jorge Jesus decidiu lutar pelo empate. Foi castigado por um golo nos acréscimos. Aliás, um golo brasileiro. Tabela entre Kelvin e Liedson (com esses nomes, só podiam ser brasileiros...) e belíssimo pontapé de Kelvin, cruzado, indefensável.
O que me chocou foi a declaração de Jorge Jesus ao final. Ao invés de reconhecer que sua estratégia fracassou, desculpou-se ao alegar que o primeiro golo do Porto foi um auto golo (gol contra) do guarda-redes brasileiro Artur.
Ora, a bola tinha a direção da meta. Artur tentou desviá-la para fora. Não conseguiu e ela entrou. Se isso é auto golo, todo golo em que o guarda-redes toca na bola antes que ela entre na meta seria auto golo.
Para uma equipa - o Benfica - que joga na próxima quarta-feira uma final da Liga da Europa, essa verdadeira acusação do treinador ao guarda-redes é desastrosa.
Mais do que isso: revela total falta de carácter.
sábado, 11 de maio de 2013
De boleiros e jornalistas
Pensar com os pés não costuma dar bons resultados.
Mas, neste caso, fico na dúvida: quais serão os mais ignorantes: os jogadores de futebol ou os jornalistas que fizeram a pesquisa e escreveram essa matéria?
Afinal, separar evangélicos de um lado e batistas de outro é samba do jornalista doido.
Ou analfabeto.
Mas, neste caso, fico na dúvida: quais serão os mais ignorantes: os jogadores de futebol ou os jornalistas que fizeram a pesquisa e escreveram essa matéria?
Afinal, separar evangélicos de um lado e batistas de outro é samba do jornalista doido.
Ou analfabeto.
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