sábado, 10 de agosto de 2013

Exame de ADN para Panthera


Quando comecei o terceiro ano (terá sido mesmo o terceiro? Talvez o segundo... Sei lá) do curso na época chamado, no Brasil, de ginasial (enfim, eu tinha uns 12 ou 13 anos) levei pra casa no primeiro dia de aulas a lista de materiais necessários: livros, cadernos etc etc. Para Geografia, o livro era o de Haroldo de Azevedo. Minha mãe providenciou as compras e lá veio no meio delas o livro de Geografia, em edição recente. Ao fuçar as coisas de minhas irmãs, descobri o mesmo livro mas em edição um bocadinho mais antiga (apenas uns 10 anos mais antiga... desculpem lá, minhas manas)
Comecei a comparar os dois exemplares. Em ambos havia um capítulo que hoje pareceria brincadeira: Provas da Redondeza da Terra.
No livro de minhas irmãs estampava-se uma foto do horizonte no mar. Em cima dela fora traçada uma linha reta para mostrar que o horizonte que parecia reto na verdade não o era. Com a reta traçada sobre a foto ficava claro que a linha do horizonte era curva.
Tentei reproduzir isso nas fotos abaixo, tiradas de meu apartamento em Matosinhos (Porto). Percebam que quase consegui provar que a Terra é plana...



Na edição comprada para mim, mais recente, a foto já era tirada de um balão meteorológico ou coisa que o valha. Percebia-se claramente a "redondeza" da Terra, sem necessidade de traço algum sobreposto à foto.
Imagino que nas edições seguintes o capítulo todo deve ter sido eliminado. Afinal, já não era necessário provar que a Terra era redonda.

Há, contudo, alguns temas que - por variadas razões - não só continuam a exigir provas que mostrem sua falsidade, como pior: são considerados verdadeiros por milhões de pessoas.
Um deles é a virgindade de Maria.
Curioso: há outros mitos que são cultivados por largas porções da Humanidade. Mas dentro de certos limites. Por exemplo: o Pai Natal (ou Papai Noel, como se diz no Brasil). As crianças acreditam em Pai Natal até certa idade. Há um momento em que os pais cumprem a dolorosa missão de desenganar os petizes.
- Vejam, crianças. Pai Natal não existe.
Já a virgindade de Maria, assim como outros mitos que vieram do paganismo e foram incorporados pelo cristianismo, tem gente - e bota gente nisso - que acredita nessa história pelo resto da existência.
Pense em uma vizinha (ou um vizinho) sua (seu). Imagine que você diga a ela (ele) que a vizinha do 47 está grávida mas não transou com ninguém. Você acha que ela (ele) vai acreditar?
Duvide-o-dó!
Mas uma pá de gente acredita que Maria pariu Jesus sem ter transado com ninguenzinho.
Mas existem fortes indícios (não provas indiscutíveis, é verdade) de que Maria teve um caso com o soldado romano Panthera. Ou foi estuprada por ele.
Se isso é mesmo a expressão da verdade não se sabe. Ao menos no atual estado das pesquisas. E talvez nunca se tenha uma prova cabal.
Mas quanto a mim pelo menos, não aceito que - naquela época, em que não havia inseminação artificial nem nada disso - uma mulher ficasse grávida sem ter conhecido homem (no sentido que é comum na Bíblia)..

Mas... fazer o quê. A Igreja - a Santa Igreja - já matou muita gente que afirmava a redondeza da Terra ou outras heresias do gênero.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A esquerda e sua ignorância


Foi em 1.968.
No cursinho pré-vestibular em que eu dava aulas de Matemática, um amigo meu lecionava História.
Era jornalista e homem de esquerda.
Belo dia, anunciou o nascimento de seu primeiro filho.
Desejei tudo de bom a seu rebento.
Nos dias subsequentes notei um certo mal estar dele em relação a mim.
Esperei mais um bocadinho.
O desencontro persistia.
Questionei.
Ele abriu o jogo:
- Você chamou meu filho de rebento. Fiquei chateado.
E toca a explicar a ele que essa palavra não era pejorativa.
Nunca soube se ele, de facto, desculpou-me. Já nem espero que tenha entendido.
Depois disso ele doutorou-se e publicou vários livros.

A situação parece não se ter alterado muito.
A esquerda brasileira carece de quadros alfabetizados.

sábado, 3 de agosto de 2013

Austeridade ou o quê?

Gosto muito da maneira de minha prima Zelinda cumprimentar-me sempre que me encontra:
 - Estás bem ou o quê?
 Discute-se muito, em Portugal, a respeito da tal austeridade.
 Aviso logo aos habitantes de gabinetes que não percam seu tempo a ler o que vai abaixo. Não vou citar autores nem desenvolver teses sobre o tema.
 Prefiro falar de alguns detalhes que me atraem a atenção quando o assunto é esse: austeridade.
 Já me parece um bocadinho esdrúxulo colocar tal palavra no centro de uma discussão sobre como recuperar a economia debilitada de vários países.
 É um tanto quanto aquele índice de felicidade que criaram no Butão (Gross National Happiness (GNH) ).
 Austeridade é parente de felicidade e não apenas uma rima pobre. O que é austero para uns não o é para outros.
 Ou seja, austeridade - assim como felicidade - além de difícil definição é de impossível medição.
 Ora veja.
 Vai a qualquer cidade espanhola. Entre o meio-dia e as cinco da tarde verás todo o comércio fechado, com a eventual excepção dos restaurantes.
 Isso nada tem a ver com capitalismo ou com socialismo. É tradição.
 Coaduna-se esse hábito com austeridade?
 Estou em Bragança, Portugal. Vou à farmácia buscar meu desodorante (ou desodorizante, tanto faz) favorito. Encomendei-o há dois ou três dias.
 Informam-me:
 - Está esgotado!
 Pergunto:
 - Já não o fabricam mais?
 - Não. Não é isso. O estoque acabou.
 - Ah! E quando posso vir buscá-lo?
 - Só em Setembro. O laboratório fecha para férias todo o mês de Agosto.
 Em Portugal, com a inevitável excepção do turismo, quase nada existe em Agosto.
 Coaduna-se esse hábito com austeridade?
.
Não fiquei de dar respostas.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Falsa Ilusão


Agora com calma: "ilusão", segundo os dicionários, é um engano dos sentidos ou do pensamento. Ora: se "ilusão" é um engano, uma "falsa ilusão" é um falso engano. Ou seja, um acerto.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Antes do Amanhecer

Before Sunrise é o primeiro filme de uma trilogia. Rodado em 1.995, tornou-se um clássico cult.
Como não sou espectador assíduo de filmes, só agora assisti ao dito cujo.
Para quem tem Zon (em Portugal), o filme consta do vídeo clube.
Gostei bastante do filme. Mas penso que não se trata de filme. Está mais para teatro. Um casal de jovens dialoga o tempo inteiro. Isso me parece mais próprio para palco.
Acontece que o texto é muito bom. E as imagens são lindas.
Quem quiser saber mais sobre o filme, basta buscar na Internet.



Resolvi falar dele por causa de uma historinha que o rapaz conta à moça:

Diz ele que passeava de automóvel, certa vez, com um amigo ateu.
Durante o percurso avistaram um mendigo um pouco adiante. O ateu tirou da carteira uma nota de cem dólares e pediu ao amigo que parasse junto ao mendigo.
Segurando a nota com o braço estendido para fora do carro, o rapaz perguntou ao mendigo:
- Você acredita em Deus?
O indivíduo olhou para a nota de cem dólares e não vacilou:
- Sim, acredito.
E o rapaz, recolhendo o braço com a nota:
- Resposta errada.
E partiram.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O Seguro morreu de medo

Antigamente dizia-se que o seguro morreu de velho.
Não parece ser o caso no Portugal de hoje.

O Bloco de Esquerda (BE) convidou o Partido Comunista (PCP) e o Partido Deixa-Que-Eu-Seguro (também conhecido como Partido Socialista (PS) ) a prepararem o programa de um governo de esquerda.
Resultado: não foi possível nem sequer fazer uma primeira reunião. O PS recusou-se a conversar. Parece que também o PCP fugiu da ideia. Afinal, a esquerda é, antes de tudo, As Esquerdas. Caciques os há sempre aos magotes. Índios são mais raros. Fora o pequeno detalhe de que "programa de governo de esquerda" é círculo quadrado. (Quase) toda gente sabe que o poder é como o violino: toma~se com a esquerda e toca-se com a direita.

O inefável Cavaco clamou, então, ao PS que se acertasse com os partidos que compõem o actual governo (PSD e CDS) para a formação de um governo de "salvação nacional".
Seguro acaba de informar à nação que o entendimento para tanto não foi possível.
Pelo que se viu até aqui, António José Seguro não se sente seguro nem à esquerda nem à direita.

Tudo indica que só lhe voltará a coragem de governar quando lhe derem o governo inteirinho.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

sexta-feira, 12 de julho de 2013

SEI ERRAR SOZINHO

Houve tempo em que os taxistas e algumas outras pessoas grudavam adesivo nos vidros ou no painel dos automóveis com essa afirmação.
Quanto a mim, só não o faço porque não tenho o hábito de colar adesivos em lugar algum do carro.

Comecei por ser educado em uma igreja batista. Fizeram de tudo para que eu aderisse às teses da denominação. Durante um tempo conseguiram.
O lema bíblico recomendava: “Ensina o menino no caminho em que deve andar e até quando envelhecer não se desviará dele.” (Provérbios 22:6)
Traduzido em miúdos, isso significa: se você é católico, faça de seu filho um católico pelo resto da vida; caso seja você muçulmano, faça de seu filho um muçulmano até a morte; etc etc.
Tradução um bocadinho mais livre, mas penso que mais esclarecedora: faça de seus filhos pessoas sem imaginação, sem criatividade. Que eles sejam sua reprodução fiel.

Se eu fosse reescrever os provérbios, diria: ensina teu filho a andar. Ele mesmo escolherá os caminhos quando tiver discernimento para isso.

Aos trancos e barrancos escapei dessa armadilha. Mas outra me esperava: o marxismo.

O destino quis que essa adesão se desse em um momento pelo qual passava o país em que eu vivia – o Brasil - em que ser marxista era anátema. Isso, em mim, reforçou a inclinação teórica e lançou-me a uma prática alucinante que terminou por brindar-me com a rica experiência de uma prisão, em companhia de boa parte da Esquerda da época.

Curado dessa segunda vivência religiosa, passei a conviver, logo a seguir, com os esquerdolóides da universidade. Os da USP, em particular.
Não chego a afirmar que tenha sido minha terceira desilusão porque de desilusão não se tratou. Mas perceber a fragilidade intelectual – para não falar de má fé – das vestais da Universidade de São Paulo, várias delas ainda hoje atuantes e horripilantes, me tirou o tesão em relação à carreira acadêmica. É certo que há aí um bocadinho de “uvas verdes”. Eu queria continuar na USP. A universidade é que – na prática – me empurrou para fora dela ao só permitir que eu lá ficasse apenas na condição de um quase clandestino.

E lá fui eu, ganhar a vida no tal mundo real.

Trabalhei em empresas privadas durante quase vinte anos.
Algumas das empresas em que trabalhei eram (e as que ainda existem são) empresas idôneas.
Mas tive minhas experiências, digamos, heterodoxas.

Na época do governo Sarney (1.985 – 1.990), conheci Brasília, seus ministérios, seus ministros, seus lobistas, seus senadores, seus deputados, seu subterrâneo político.
Aprendi como funciona o mundo político quando não há câmeras de TV ligadas.

Por concurso, entrei na Receita Federal.
Depois de quase vinte anos de trabalho na iniciativa privada, fui viver outros quase vinte no coração do governo.
Em função de minhas atribuições de Auditor-Fiscal, aprendi como funciona o universo do funcionalismo público – ao menos o da Receita Federal – mas aprendi, também, a enxergar a realidade do empresário no Brasil.

Conheço, portanto, alguma coisa a respeito dos agrupamentos cristãos e continuo profundamente interessado nos assuntos religiosos; algum bocado da Esquerda; um tantinho dos militares que abraçaram a tortura e a repressão, alguns dos quais se vangloriam de seus feitos até hoje. Não me é estranha a luta de egos de que é feita uma universidade no Brasil. Sei qualquer coisinha relativa aos núcleos do poder no Brasil. Sei como funcionam nos bastidores os que realmente fazem o mundo girar.
Tenho noções práticas a respeito do empresariado do País.
Não me é estranho o universo do serviço público, com suas mazelas e grandezas, que as há. E muitas.

Digo tudo isso não para vangloriar-me de coisa alguma.
Faço questão de ser um aposentado sem objetivos, a não ser o de apreciar o mundo enquanto os fados mo permitirem.

Digo isso que aí vai para informar aos meus amigos, aos meus inimigos (se é que os há) e aos que me lêem por acaso, que dispenso conselhos a essa altura de meus quase setenta anos.


Grudo no vidro transparente que me separa do mundo e através do qual eu o contemplo com imensa ternura: SEI ERRAR SOZINHO.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Salvação Nacional

O Presidente da República, Cavaco Silva, fez agora há pouco uma comunicação aos portugueses. Falou a respeito dos inconvenientes de eleições legislativas já e propôs um governo de salvação nacional que reúna os três partidos que assinaram o memorando de entendimento com a troika. Além disso, acenou com eleições antecipadas para logo depois do final do primeiro período de ajustamento. Ou seja, Junho de 2.014.
Ficámos todos à espera das reações dos partidos com representação na Assembleia da República.
Os primeiros a manifestarem opinião foram o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda. Ambos lamentaram a não convocação de eleições para já. Só não nos presentearam com a explicação do que esperavam de tais eleições como solução para os problemas do País.
Mas claro! Tais partidos não têm compromisso algum com a governabilidade. São o lado jocoso da política portuguesa.
O PSD falou que vai pronunciar-se logo logo. Ou seja, em linguagem não tão castiça mas mais compreensível, tiraram - por hora - o cu da seringa.
Não me consta que o CDS tenha dito qualquer coisa. Mas deve ter seguido o não dizer do PSD.
Quanto ao PS, cujo líder quer a todo custo assumir maiores responsabilidades, preferencial e unicamente com a assunção ao cargo de primeiro-ministro, disse que não. Não aceita a proposta do Presidente. Mas está aberto ao diálogo.

Quanto a mim, mesmo sem ter assento na Assembleia da República, penso que com este calor a salvação nacional tem algo a ver com algo de fora do País.
Trata-se, se me permitem a opinião, do pêssego paraguaio. Suculento e dulcíssimo.


Nota: Parece (não garanto) que o pêssego paraguaio é da Espanha.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Extractos da antologia Poemas Portugueses (Jorge Reis-Sá e Rui Lage)


A Fénix Renascida foi publicada em Lisboa, por Matias Pereira da Silva, em cinco volumes, entre 1716 e 1728. Anos mais tarde, em 1746, houve nova edição. [...] viria a converter-se numa espécie de vulgata da poesia barroca. [...] o antologiador comete também erros de atribuição e apresenta como anónimos poemas cuja autoria está identificada. (trechos da Nota explicativa de Cidália Dinis)

(clique no poema para ampliá-lo)

Para os que apreciam a Lógica e o estudo das Linguagens Formais: esta definição é do tipo recursiva, pois emprega nela mesma o termo a definir. E ainda mais: de modo deliciosamente contraditório.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Plane(j)amento familiar

Hoje à tarde, em Bragança, reuniram-se em amplo espaço algumas dezenas de cegonhas.
Suponho que participassem de algum congresso de planeamento familiar.


(clique nas imagens para ampliá-las)






Ce pays ne finit jamais?

Em um belo texto de fins de 2004, Janer Cristaldo comenta que a concepção de espaço de uma pessoa depende das dimensões do país que habita.
E exemplifica:
“Para um francês, por exemplo, cujo território tem no máximo mil quilômetros entre as extremidades mais longínquas, Estocolmo fica dans le bout du monde. Para um panamenho em Paris, até Amsterdã está longe. Já para um brasileiro, ir de Lisboa a Oslo é como não ter ainda saído do próprio território.“

E fala de uma viagem de retorno da Europa ao Brasil pelo Eugenio C. Ao passarem pelo Rio de Janeiro, depois de terem abordado a costa brasileira no nordeste do país, uma companheira francesa de viagem lhe perguntou: Ce pays ne finit jamais?

Não, não acaba.

Na Rússia, início do século XX, os bolcheviques e mencheviques lutavam pelo poder. Prevaleceram os primeiros, liderados por Lenine. Deu no que deu.

No Brasil, o partido no poder, o PT, tem várias facções internas. Mas, resumidamente podemos dizer que há – ainda! - bolcheviques mas a maioria, no entanto, é bolsovique.

Quando Lula assumiu a Presidência em 2.003, eu já trabalhava na Receita Federal havia uns 10 anos. A expectativa dos petistas era a de tomar posse do butim. Lembro-me de um funcionário petista que aproximou-se de mim e perguntou:
-  Quem você acha que devemos colocar como delegado desta Delegacia?
Fiquei perplexo (naquele tempo eu ainda ficava perplexo, ainda que raras vezes).

Lula, que de bobo nada tem, fez um raciocínio simples: o governo, todos os ministérios, tudo enfim, é centro de custo. Dá despesa. A Receita Federal é onde entra a grana. Portanto, todo cuidado com ela é pouco. E deixou-a aos cuidados do mesmo grupo que nela imperara durante o reinado de FHC. Sob a batuta de Palocci, petista, chegado a uma bacanal vez ou outra, mas ajuizado.

Resultou.

Moral da história? Os bolsoviques jamais deixarão morrer a galinha dos ovos de ouro.

Enquanto a turma dos intelectuais de gabinete trata de construir justificativas para a espoliação que prossegue, os práticos bolsoviques cuidam para que a fonte não seque.

E se ensopam de privilégios.

Ainda o Papa Francisco

Começou a faxina no Vaticano.

Será que este Papa consegue vencer a Vatimáfia?

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Alguém sabe o desenrolar disso?

A segunda-feira escorria sob um calor de mais de 30ºC, cá em Bragança. No conforto do escritório, eu lia uma pequena biografia de Libero Badaró escrita por Augusto Goeta e publicada em 1.944 em São Paulo. Quem ma deu foi o amigo Claudio Giordano, nos idos de 1.982.
Lá pelo meio do livro surge entre as folhas um recorte de artigo da revista Time, de Outubro, 22, 1.979.
Como a letra é miúda, não sei se será legível.


(clique na imagem para ampliá-la)


Trata-se de comentário sobre um livro que havia acabado de ser lançado: O mito do canibal, escrito pelo antropólogo William Arens.
Arens, segundo esse artigo, "acredita que o canibalismo pode nunca ter existido em lugar algum como um costume regular."
"A origem do mito, pensa ele, é a tendência de todo grupo para acusar seus vizinhos de canibalismo."

Será que vou ter de descrer de mais alguma coisa?
Eu, que achava os canibais tão vero(s)símeis!
Terá havido avanço no conhecimento desse tema nesses últimos mais de 30 anos?

sábado, 29 de junho de 2013

Uma esperança


Tenho esperança de que esse novo Papa consiga fazer algo de significativo pela paz mundial.
Se não o matarem antes...


Ele me parece ser pessoa de grande humildade e perfeita compreensão do papel que representa.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Extractos da antologia Poemas Portugueses (Jorge Reis-Sá e Rui Lage)


(clique no poema para ampliá-lo)

Autobiografia

Em 15 de Maio de 1.967, o jornalzinho Ele-trônico nº 4, dos alunos do último ano de Engenharia Eletricista (Eletrônica e Eletrotécnica) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI - USP) publicava alguns poemas meus, um dos quais me parece bastante atual:


Como o original não está lá muito legível:



(clique nas imagens para ampliá-las)

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Elogio da coerência

Ontem, na Câmara dos Deputados, no Brasil, fez-se a votação de Proposta de Emenda Constitucional nº 37 (PEC 37).. Essa emenda foi insistentemente combatida nas ruas nos últimos movimentos de massa que abalaram o país.
Era evidente para qualquer um que a PEC 37 seria rejeitada.
E, de facto, foi. Resultado 430 votos contra, 9 a favor e 2 abstenções.
Quanto às 2 abstenções, apenas entendo como curiosa a postura dos deputados Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e Paulo Cesar Quartiero (DEM-RR). Assunto político discutido à exaustão nos últimos dias, a tal PEC 37 ainda não obteve um parecer favorável ou contrário da parte desses dois representantes políticos do povo. Haja hesitação.
Quanto à manada, a saber, os 430 votos contrários à PEC 37, não se podia esperar outra coisa. O Congresso dia desses quase foi invadido pela multidão a pedir que se votasse contra essa emenda.
Os 430 surfaram na onda favorável.

Minha surpresa fica reservada aos 9 que votaram a favor.
Ou melhor, 8. O cacique do PSDB, Sergio Guerra, confundiu-se e votou contra suas próprias convicções. Propunha-se a governar o Brasil e mostrou-se incapaz de escolher entre Sim e Não em uma votação.
Melhor retrato não poderia haver de um partido vagabundo como o PSDB.

Pergunto-me o que motivou esses oito bravos.
Sabedores de que a PEC 37 já estava derrotada, sabedores de que a imensa maioria dos eleitores é contra a tal emenda, sabedores de que o quase nada que resta de credibilidade ao Congresso estava pendurado por um fio ao resultado dessa votação, persistiram em defesa da famigerada PEC 37.

Que motivos terão mantido a impavidez desses fortes?

Há quase um século, em 1.922, alguns destemidos saíram do Forte de Copacabana para a morte. A lenda estabeleceu que eram 18 homens. Sabiam que caminhavam para a morte, mas defendiam ideais.

Os oito favoráveis à PEC 37, salvo mais algum deputado tão incompetente quanto Sérgio Guerra, deviam saber que se não caminhavam para uma morte de sangue, buscavam com seu voto o suicídio político.

Em 1.922 tivemos Os Dezoito do Forte.
Em 2.013, os Oito da PEC 37, a saber: Abelardo Lupion (DEM-PR), Mendonça Prado (DEM-SE), Bernardo Santana de Vasconcellos (PR-MG), Valdemar Costa Neto (PR-SP), Eliene Lima (PSD-MT), João Lyra (PSD-AL), João Campos (PSDB-GO), e Lourival Mendes (PTdoB-MA).

Louvo-lhes a coerência, ainda que estúpida.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Desafio aos publicitários

Gostaria de assistir a um comercial, na TV, sobre absorventes femininos ou sobre fraldas descartáveis para bebés, em que o sangue da menstruação não fosse azul, nem a urina do pequerrucho também o fosse.
Queria ver menstruação vermelha e mijo amarelo.
Ou isso ultrapassa o limite da criatividade?

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A tia Lúcida

Há os que gostam de afirmar:

- Jamais conheci um ateu no leito de morte.
O que a frase pretende estabelecer como verdade é que na hora de bater com as dez, de partir desta pra melhor, de bater com as botas, o ateu pede penico, entrega os pontos, desiste. Vira crente desde criancinha.
Pode acontecer muitas vezes. Afinal, ser ateu não é pra qualquer um, modéstia às favas.

Ocorre-me, se me for dada a oportunidade, vender ingressos a meu quarto de moribundo. Destarte, muitos poderão ver um ateu em seu leito de morte. E meus filhos receberão uns trocados como herança.

Aliás meu pai, pastor baptista da mais profunda convicção, que era admirador de Manuel Maria Barbosa du Bocage, consta que por ter Bocage se arrependido, nos momentos imediatamente anteriores à morte, de sua suposta vida dissoluta, pretendia dar ao primeiro filho o nome Elmano, homenagem ao pseudónimo Elmano Sadino, do mesmo Bocage.
Feliz ou infelizmente, teve uma filha e viu seu intento frustrado.

Mas o que me traz ao tema é a história de uma tia.
Na época não me interessei muito pelo sucedido. Talvez por isso invente um bocadinho.
Mas sou um tanto como Tim Maia:
- Não bebo, não fumo, não cheiro. Só minto um pouquinho.

Minha tia era mulher profundamente religiosa. Levou quase toda a vida imersa em uma igreja, pois casada com pastor.
Deixem que seja literal:  ela viveu quase sempre nos fundos do templo da igreja do marido.
Teve três filhos. Todos seguiram o pendor religioso dos pais.
Um deles, à falta de melhor emprego, exagerou um bocadinho e também tornou-se pastor.

Ouvi dizer – e isso era comentado em família com certa reserva – que em seus últimos anos minha tia deu para descrer.

Parece que de tudo.

Em família tão cristã, morreu com a discreta fama de maluca.

A meu ver, salvo melhor juízo, atingiu a lucidez.



segunda-feira, 3 de junho de 2013

Quatro Estações

Optimista: Gosto imenso do Inverno. A neve...
A paisagem toda branca!

Pessimista: Lama branca, queres dizer. Aquilo só resulta em cartões-postais.

Optimista: E, quando chega a Primavera, tudo começa a florir. Cores surgem do nada.

Pessimista: E o pólen me dá alergia. Espirro sem parar até a chegada do Verão. Minha pele exige que a coce. Um horror!

Optimista: Mas... e o Verão? Sol, calor, luz. Pode-se nadar no mar, em rios, lagos.
No Verão usa-se pouca roupa. Os corpos mostram sua beleza.

Pessimista: Na praia, aquelas mulheres cheias de celulite. Barbaridade! De dia, as moscas. À noite não se consegue dormir.

Optimista: Enfim, o Outono. Muita fruta, as vindimas.

Pessimista: Mas a alegria dura pouco. Já, já estará aí o Inverno, com seus horrores.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

As voltas que o mundo dá

Quando, no Brasil, irrompeu o movimento militar-popular de 1.964, a adesão foi quase total.
Os inimigos do novo regime eram poucos, pouquíssimos.
Até finais de 1.968, houve um regime de liberdade relativa.
Alguns poucos haviam sido presos, outros banidos, vários outros perseguidos.
Com o Ato Institucional nº 5, começou a verdadeira ditadura.
A partir de então, quase nenhuma contestação.
As organizações de esquerda, raquíticas, foram perdendo o apoio dos poucos setores da classe média que ainda lhes davam algum respaldo.
Em finais dos 60 e início dos 70, a aceitação da ditadura foi quase absoluta.

O povo, quase em uníssono, era parceiro do regime.

É por isso que hoje, quarenta anos depois, fico admirado ao ver a enorme quantidade de brasileiros acima dos 50 anos que revelam sua profunda aversão àquela ditadura.

Onde estaria essa gente toda nos anos 70? A passear em Marte?

Isso para não mencionar as instituições que hoje fazem profissão de fé na democracia.
Onde estavam naquela época?

Nos anos 70 existiam os que gostavam da ditadura militar e os que sonhavam com a ditadura do proletariado.

Noves fora, quase nada mais.

Hoje, quase todo mundo, no Brasil, é democrata desde criancinha.

Quanto aos mais velhos, são poeira que vai para onde o vento a leva.

Já os mais jovens... Nada sabem da História. Navegam no imenso mar do analfabetismo.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ia


Hoje eu quis fotografar
Lua cheia que brotou
no horizonte de Bragança.

Deixei de lado a ideia.
Esta lua é de hoje,
a nossa é de antigamente.

Nem crescente nem minguante.
Lua nova inesquecível.
Invisível. Radiante.

É astro que não se vê,
mas chama que não se apaga.
Beleza num céu vazio.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Os instantes de fama de uma juíza


Uma juíza de Indaiatuba, Estado de São Paulo, ordenou à Folha de SPaulo a retirada de menção, em coluna do José Simão de 22/08/2012, a uma candidata nas eleições do ano passado. Para ajudar a tal juíza a perceber que em tempos de Internet essa censura é inócua, aí vai a explicação do caso e o texto original do Simão.

(clique nas imagens para ampliá-las)






domingo, 12 de maio de 2013

A falta de carácter de Jorge Jesus

Porto e Benfica jogaram entre si para, na prática, definirem o campeão da temporada.
Ao Benfica bastava um empate.
O Porto precisava da vitória.
Se Jorge Jesus, o treinador do Benfica, tivesse visto com atenção o jogo de Barcelona entre o Bayern e o Barcelona, teria aprendido uma boa lição. O Bayern havia vencido a primeira mão, em Munique, por 4 a 0. Bastava não perder por diferença de 5 golos em Barcelona. Jogou a abafar o Barcelona desde o início. Resultado: 3 a 0 para o Bayern.
Não. Jorge Jesus decidiu lutar pelo empate. Foi castigado por um golo nos acréscimos. Aliás, um golo brasileiro. Tabela entre Kelvin e Liedson (com esses nomes, só podiam ser brasileiros...) e belíssimo pontapé de Kelvin, cruzado, indefensável.

O que me chocou foi a declaração de Jorge Jesus ao final. Ao invés de reconhecer que sua estratégia fracassou, desculpou-se ao alegar que o primeiro golo do Porto foi um auto golo (gol contra) do guarda-redes brasileiro Artur.
Ora, a bola tinha a direção da meta. Artur tentou desviá-la para fora. Não conseguiu e ela entrou. Se isso é auto golo, todo golo em que o guarda-redes toca na bola antes que ela entre na meta seria auto golo.

Para uma equipa - o Benfica - que joga na próxima quarta-feira uma final da Liga da Europa, essa verdadeira acusação do treinador ao guarda-redes é desastrosa.

Mais do que isso: revela total falta de carácter.

sábado, 11 de maio de 2013

De boleiros e jornalistas

Pensar com os pés não costuma dar bons resultados.
Mas, neste caso, fico na dúvida: quais serão os mais ignorantes: os jogadores de futebol ou os jornalistas que fizeram a pesquisa e escreveram essa matéria?
Afinal, separar evangélicos de um lado e batistas de outro é samba do jornalista doido.
Ou analfabeto.


(clique na imagem para ampliá-la)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Propaganda e Verdade


Quando era menino, perguntei certo dia a minha mãe se havia manteiga de 2ª qualidade. Na mercearia da esquina eu só via manteiga de 1ª qualidade.
Foi meu primeiro esbarrão na propaganda.
É evidente que propaganda é mentira.
Um dos melhores pleonasmos correntes é o tal propaganda enganosa.
Ora, toda e qualquer propaganda é necessariamente enganosa. Ou seria desnecessária.
Claro: estabeleceram-se certos limites para separar a propaganda normal da enganosa.
Por exemplo, se uma propaganda afirmar que a geleia XPTO cura o cancro, é enganosa.
Mas se afirmar que a geleia XPTO é excelente coadjuvante no tratamento do cancro, é normal.
Mesmo que a tal geleia nada tenha a ver com cancro.

Mesmo quando nada se diz quanto ao produto propagandeado mas cria-se um clima que venha ao encontro dos sonhos do consumidor, a propaganda continua a ser, em certo sentido, enganosa. Ou seria melhor dizer, dissimuladora. O que não nos tira do terreno da mentira.
Quanto a isso, basta lembrar das famosas propagandas de margarina, a mostrar pequenos-almoços idílicos, com todos os membros da família a distribuir sorrisos nos primeiros minutos de um novo dia, em ambientes quase paradisíacos.
Uma propaganda assim seria capaz de convencer muita gente a comer veneno.

A partir de tais reflexões, ponho-me a pensar em como seria um mundo moderno mas desprovido de propaganda.
É facto que tal mundo é quase impensável. Mas vamos fazer um esforço.

Ligo a TV e assisto a informações precisas sobre todo tipo de objecto.
Quanto às margarinas, para ficar no exemplo, fico a saber quantas calorias nos fornecem, quais os benefícios e quais os inconvenientes de seu consumo.
Se falam de móveis, alertam para os vários tipos de mesas e cadeiras para salas de jantar. Suas vantagens e desvantagens. Mostram-me comparações de preços e analisam as relações custo/benefício.
E por aí vamos.
Tudo verdadeiro. Tudo às claras.

E me interrogo:
Não seria esse mundo muito enjoado?
Um bocadinho de mentira, de ilusão, não nos faz falta?
Afinal, não é essa necessidade que dá longa vida também às religiões?

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Sobre traduções



No Antigo Testamento há um sem número de casos de nomes atribuídos a recém nascidos em função de algum evento associado ao nascimento deles.
Essa vinculação de nomes a significados relacionados aos nomeados é explícita e clara no texto original, em hebraico. Mas esse elo se perde com a tradução do texto bíblico para outras línguas.

Um bom exemplo disso consta da narrativa do nascimento de Isaac, filho de Abraão e de Sara.
A história é bem conhecida: Deus resolve conceder a maternidade a Sara quando esta já é quase centenária.
Sara, então, diz (Gênesis 21:6):
{Nota: as traduções deste versículo para o português, várias das mais difundidas, são muito ruins. Vou citar as menos fracas]
Versão católica:
Sara disse: "Deus deu-me algo de que rir; e todos aqueles que o souberem se rirão de mim."
Sociedade bíblica britânica:
Disse Sara: Deus preparou riso para mim; todo aquele que o ouvir, se rirá por minha causa.
Uma tradução melhor, ou seja, mais fiel ao original e até mais compreensível seria:
Disse Sara: Deus me fez algo risível: todos que souberem disso rirão de mim.
Ou até mesmo:
Disse Sara: Deus me fez algo risível; todos que souberem disso zombarão de mim.
Pra quem gosta de modernices, poderia ser:
Disse Sara: Deus aprontou o maior mico pra mim; quando o pessoal souber, vai me tirar o maior sarro.

Enfim, dá pra entender o sentimento de Sara. Mas o ponto aqui não é este.
A questão é que pouco antes (Gênesis 21:3) ficamos a saber que o nome dado ao garoto foi Isaac (ou Isaque).
Em português a escolha do nome parece ter sido absolutamente aleatória.
Mas não foi.
Em hebraico, “rirá” (com um sentido beirando o “zombará”) é יצחק, que se pronuncia mais ou menos assim: Itsrrac (com “r” à moda carioca ou como o “j” do espanhol).
Ora, o personagem que conhecemos como Isaque tem seu nome grafado, em hebraico, exatamente assim como consta acima.

Minha sugestão seria a de buscar-se, para esses nomes próprios, traduções que se ligassem – em português – ao evento que evocam em hebraico.
No caso de Isaque, eu proporia chamá-lo, em português, de Hilário.
Missão difícil? Claro! Quase impossível.
Ora, mas depois que conseguiram traduzir Guimarães Rosa para o alemão, tudo é possível.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Espiritismo, coisa de vivos.

E, às vezes, resulta.
Quando meu pai escreveu o livro Espiritismo, coisa de vivos e não de mortos, o intento dele era o de mostrar que os tais fenômenos extraordinários que costumam ocorrer em sessões espíritas eram simplesmente fraudes.

Mas, vista a coisa de outro ângulo, chega-se a conclusão não oposta mas diferente.

Comecei, agora, a me dar conta de que esse tal de kardecismo tem seu lado interessante.

Nessa onda de como é bom ser bom, muito gajo consegue mulheres que não conseguiria com outra estratégia.
No tempo em que os animais falavam e eu trabalhava, nas doces paragens da cidade de Osasco, vizinhança de São Paulo, tive um colega de trabalho que, nas horas vagas, pilotava um grupo espírita.
Não sei qual era a rotina do grupo. Apenas sei que o tal líder, com o papo que Kardec lhe emprestou, faturava a mulherada toda na maior.
Bendito seja.

Hoje percebo que ele não estava só. Há muito garanhão por aí a utilizar-se das ideias espíritas para, digamos, arregimentar fãs.
É o que se pode chamar de presença de Espírito.

E não digo mais nada para não comprometer ninguém.
Sabe-se lá o que pode fazer um espírito traído se percebe que a encarnação com que vive anda a baixar em outros terreiros?

sábado, 4 de maio de 2013

Pílulas Bíblicas - 03


Resumo do início da história:
Um levita (na época os levitas eram os sacerdotes de Israel) arrumou uma concubina (os homens, naquela época, podiam ter varias mulheres). Essa o traiu, ou se encheu dele, e voltou para a casa de seus pais. Passados alguns meses, o levita foi buscá-la. Levou consigo um moço, seu servo, e dois jumentos.
Ficou alguns dias na casa do sogro e depois iniciou o caminho de volta a sua casa, levando a concubina.
Ao chegar em uma cidade (Guibea ou Gibeá) foi hospedado por um ancião que o viu na praça e o convidou para pousar em sua casa.
A partir daí eu os deixo com o texto bíblico, para que o leiam e façam o que ele, ao final, recomenda:
Pensem! Reflitam! Digam o que se deve fazer!


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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Pílulas Bíblicas - 02


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E os gays continuam a querer ser aceitos nas igrejas cristãs. Perto da Bíblia, a homofobia (palavrinha mais mal construída...) do tal pastor Feliciano é argent de poche.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Pílulas Bíblicas - 01


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Naqueles longínquos tempos, Deus ainda não ouvira falar de ecumenismo nem de liberdade de crença.
Modernices.