quarta-feira, 17 de julho de 2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
Paraíso à vista!
Agora veremos o rato que essa montanha de salvadores da pátria será capaz de parir.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
SEI ERRAR SOZINHO
Houve tempo em que os taxistas e algumas outras pessoas grudavam adesivo nos vidros ou no painel dos automóveis com essa afirmação.
Quanto a mim, só não o faço porque não tenho o hábito de colar adesivos em lugar algum do carro.
Comecei por ser educado em uma igreja batista. Fizeram de tudo para que eu aderisse às teses da denominação. Durante um tempo conseguiram.
O lema bíblico recomendava: “Ensina o menino no caminho em que deve andar e até quando envelhecer não se desviará dele.” (Provérbios 22:6)
Traduzido em miúdos, isso significa: se você é católico, faça de seu filho um católico pelo resto da vida; caso seja você muçulmano, faça de seu filho um muçulmano até a morte; etc etc.
Tradução um bocadinho mais livre, mas penso que mais esclarecedora: faça de seus filhos pessoas sem imaginação, sem criatividade. Que eles sejam sua reprodução fiel.
Se eu fosse reescrever os provérbios, diria: ensina teu filho a andar. Ele mesmo escolherá os caminhos quando tiver discernimento para isso.
Aos trancos e barrancos escapei dessa armadilha. Mas outra me esperava: o marxismo.
O destino quis que essa adesão se desse em um momento pelo qual passava o país em que eu vivia – o Brasil - em que ser marxista era anátema. Isso, em mim, reforçou a inclinação teórica e lançou-me a uma prática alucinante que terminou por brindar-me com a rica experiência de uma prisão, em companhia de boa parte da Esquerda da época.
Curado dessa segunda vivência religiosa, passei a conviver, logo a seguir, com os esquerdolóides da universidade. Os da USP, em particular.
Não chego a afirmar que tenha sido minha terceira desilusão porque de desilusão não se tratou. Mas perceber a fragilidade intelectual – para não falar de má fé – das vestais da Universidade de São Paulo, várias delas ainda hoje atuantes e horripilantes, me tirou o tesão em relação à carreira acadêmica. É certo que há aí um bocadinho de “uvas verdes”. Eu queria continuar na USP. A universidade é que – na prática – me empurrou para fora dela ao só permitir que eu lá ficasse apenas na condição de um quase clandestino.
E lá fui eu, ganhar a vida no tal mundo real.
Trabalhei em empresas privadas durante quase vinte anos.
Algumas das empresas em que trabalhei eram (e as que ainda existem são) empresas idôneas.
Mas tive minhas experiências, digamos, heterodoxas.
Na época do governo Sarney (1.985 – 1.990), conheci Brasília, seus ministérios, seus ministros, seus lobistas, seus senadores, seus deputados, seu subterrâneo político.
Aprendi como funciona o mundo político quando não há câmeras de TV ligadas.
Por concurso, entrei na Receita Federal.
Depois de quase vinte anos de trabalho na iniciativa privada, fui viver outros quase vinte no coração do governo.
Em função de minhas atribuições de Auditor-Fiscal, aprendi como funciona o universo do funcionalismo público – ao menos o da Receita Federal – mas aprendi, também, a enxergar a realidade do empresário no Brasil.
Conheço, portanto, alguma coisa a respeito dos agrupamentos cristãos e continuo profundamente interessado nos assuntos religiosos; algum bocado da Esquerda; um tantinho dos militares que abraçaram a tortura e a repressão, alguns dos quais se vangloriam de seus feitos até hoje. Não me é estranha a luta de egos de que é feita uma universidade no Brasil. Sei qualquer coisinha relativa aos núcleos do poder no Brasil. Sei como funcionam nos bastidores os que realmente fazem o mundo girar.
Tenho noções práticas a respeito do empresariado do País.
Não me é estranho o universo do serviço público, com suas mazelas e grandezas, que as há. E muitas.
Digo tudo isso não para vangloriar-me de coisa alguma.
Faço questão de ser um aposentado sem objetivos, a não ser o de apreciar o mundo enquanto os fados mo permitirem.
Digo isso que aí vai para informar aos meus amigos, aos meus inimigos (se é que os há) e aos que me lêem por acaso, que dispenso conselhos a essa altura de meus quase setenta anos.
Grudo no vidro transparente que me separa do mundo e através do qual eu o contemplo com imensa ternura: SEI ERRAR SOZINHO.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Salvação Nacional
O Presidente da República, Cavaco Silva, fez agora há pouco uma comunicação aos portugueses. Falou a respeito dos inconvenientes de eleições legislativas já e propôs um governo de salvação nacional que reúna os três partidos que assinaram o memorando de entendimento com a troika. Além disso, acenou com eleições antecipadas para logo depois do final do primeiro período de ajustamento. Ou seja, Junho de 2.014.
Ficámos todos à espera das reações dos partidos com representação na Assembleia da República.
Os primeiros a manifestarem opinião foram o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda. Ambos lamentaram a não convocação de eleições para já. Só não nos presentearam com a explicação do que esperavam de tais eleições como solução para os problemas do País.
Mas claro! Tais partidos não têm compromisso algum com a governabilidade. São o lado jocoso da política portuguesa.
O PSD falou que vai pronunciar-se logo logo. Ou seja, em linguagem não tão castiça mas mais compreensível, tiraram - por hora - o cu da seringa.
Não me consta que o CDS tenha dito qualquer coisa. Mas deve ter seguido o não dizer do PSD.
Quanto ao PS, cujo líder quer a todo custo assumir maiores responsabilidades, preferencial e unicamente com a assunção ao cargo de primeiro-ministro, disse que não. Não aceita a proposta do Presidente. Mas está aberto ao diálogo.
Quanto a mim, mesmo sem ter assento na Assembleia da República, penso que com este calor a salvação nacional tem algo a ver com algo de fora do País.
Trata-se, se me permitem a opinião, do pêssego paraguaio. Suculento e dulcíssimo.
Nota: Parece (não garanto) que o pêssego paraguaio é da Espanha.
Ficámos todos à espera das reações dos partidos com representação na Assembleia da República.
Os primeiros a manifestarem opinião foram o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda. Ambos lamentaram a não convocação de eleições para já. Só não nos presentearam com a explicação do que esperavam de tais eleições como solução para os problemas do País.
Mas claro! Tais partidos não têm compromisso algum com a governabilidade. São o lado jocoso da política portuguesa.
O PSD falou que vai pronunciar-se logo logo. Ou seja, em linguagem não tão castiça mas mais compreensível, tiraram - por hora - o cu da seringa.
Não me consta que o CDS tenha dito qualquer coisa. Mas deve ter seguido o não dizer do PSD.
Quanto ao PS, cujo líder quer a todo custo assumir maiores responsabilidades, preferencial e unicamente com a assunção ao cargo de primeiro-ministro, disse que não. Não aceita a proposta do Presidente. Mas está aberto ao diálogo.
Quanto a mim, mesmo sem ter assento na Assembleia da República, penso que com este calor a salvação nacional tem algo a ver com algo de fora do País.
Trata-se, se me permitem a opinião, do pêssego paraguaio. Suculento e dulcíssimo.
Nota: Parece (não garanto) que o pêssego paraguaio é da Espanha.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Extractos da antologia Poemas Portugueses (Jorge Reis-Sá e Rui Lage)
A Fénix Renascida foi publicada em Lisboa, por Matias Pereira da Silva, em cinco volumes, entre 1716 e 1728. Anos mais tarde, em 1746, houve nova edição. [...] viria a converter-se numa espécie de vulgata da poesia barroca. [...] o antologiador comete também erros de atribuição e apresenta como anónimos poemas cuja autoria está identificada. (trechos da Nota explicativa de Cidália Dinis)
(clique no poema para ampliá-lo)
Para os que apreciam a Lógica e o estudo das Linguagens Formais: esta definição é do tipo recursiva, pois emprega nela mesma o termo a definir. E ainda mais: de modo deliciosamente contraditório.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Plane(j)amento familiar
Hoje à tarde, em Bragança, reuniram-se em amplo espaço algumas dezenas de cegonhas.
Suponho que participassem de algum congresso de planeamento familiar.
Suponho que participassem de algum congresso de planeamento familiar.
(clique nas imagens para ampliá-las)
Ce pays ne finit jamais?
Em um belo texto de fins de 2004, Janer Cristaldo comenta que a concepção de espaço de uma pessoa depende das dimensões do país que habita.
E exemplifica:
“Para um francês, por exemplo, cujo território tem no máximo mil quilômetros entre as extremidades mais longínquas, Estocolmo fica dans le bout du monde. Para um panamenho em Paris, até Amsterdã está longe. Já para um brasileiro, ir de Lisboa a Oslo é como não ter ainda saído do próprio território.“
E fala de uma viagem de retorno da Europa ao Brasil pelo Eugenio C. Ao passarem pelo Rio de Janeiro, depois de terem abordado a costa brasileira no nordeste do país, uma companheira francesa de viagem lhe perguntou: Ce pays ne finit jamais?
Não, não acaba.
Na Rússia, início do século XX, os bolcheviques e mencheviques lutavam pelo poder. Prevaleceram os primeiros, liderados por Lenine. Deu no que deu.
No Brasil, o partido no poder, o PT, tem várias facções internas. Mas, resumidamente podemos dizer que há – ainda! - bolcheviques mas a maioria, no entanto, é bolsovique.
Quando Lula assumiu a Presidência em 2.003, eu já trabalhava na Receita Federal havia uns 10 anos. A expectativa dos petistas era a de tomar posse do butim. Lembro-me de um funcionário petista que aproximou-se de mim e perguntou:
- Quem você acha que devemos colocar como delegado desta Delegacia?Fiquei perplexo (naquele tempo eu ainda ficava perplexo, ainda que raras vezes).
Lula, que de bobo nada tem, fez um raciocínio simples: o governo, todos os ministérios, tudo enfim, é centro de custo. Dá despesa. A Receita Federal é onde entra a grana. Portanto, todo cuidado com ela é pouco. E deixou-a aos cuidados do mesmo grupo que nela imperara durante o reinado de FHC. Sob a batuta de Palocci, petista, chegado a uma bacanal vez ou outra, mas ajuizado.
Resultou.
Moral da história? Os bolsoviques jamais deixarão morrer a galinha dos ovos de ouro.
Enquanto a turma dos intelectuais de gabinete trata de construir justificativas para a espoliação que prossegue, os práticos bolsoviques cuidam para que a fonte não seque.
E se ensopam de privilégios.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Alguém sabe o desenrolar disso?
A segunda-feira escorria sob um calor de mais de 30ºC, cá em Bragança. No conforto do escritório, eu lia uma pequena biografia de Libero Badaró escrita por Augusto Goeta e publicada em 1.944 em São Paulo. Quem ma deu foi o amigo Claudio Giordano, nos idos de 1.982.
Lá pelo meio do livro surge entre as folhas um recorte de artigo da revista Time, de Outubro, 22, 1.979.
Como a letra é miúda, não sei se será legível.
Trata-se de comentário sobre um livro que havia acabado de ser lançado: O mito do canibal, escrito pelo antropólogo William Arens.
Arens, segundo esse artigo, "acredita que o canibalismo pode nunca ter existido em lugar algum como um costume regular."
"A origem do mito, pensa ele, é a tendência de todo grupo para acusar seus vizinhos de canibalismo."
Será que vou ter de descrer de mais alguma coisa?
Eu, que achava os canibais tão vero(s)símeis!
Terá havido avanço no conhecimento desse tema nesses últimos mais de 30 anos?
Lá pelo meio do livro surge entre as folhas um recorte de artigo da revista Time, de Outubro, 22, 1.979.
Como a letra é miúda, não sei se será legível.
(clique na imagem para ampliá-la)
Trata-se de comentário sobre um livro que havia acabado de ser lançado: O mito do canibal, escrito pelo antropólogo William Arens.
Arens, segundo esse artigo, "acredita que o canibalismo pode nunca ter existido em lugar algum como um costume regular."
"A origem do mito, pensa ele, é a tendência de todo grupo para acusar seus vizinhos de canibalismo."
Será que vou ter de descrer de mais alguma coisa?
Eu, que achava os canibais tão vero(s)símeis!
Terá havido avanço no conhecimento desse tema nesses últimos mais de 30 anos?
sábado, 29 de junho de 2013
Uma esperança
Tenho esperança de que esse novo Papa consiga fazer algo de significativo pela paz mundial.
Se não o matarem antes...
Ele me parece ser pessoa de grande humildade e perfeita compreensão do papel que representa.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Autobiografia
Em 15 de Maio de 1.967, o jornalzinho Ele-trônico nº 4, dos alunos do último ano de Engenharia Eletricista (Eletrônica e Eletrotécnica) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI - USP) publicava alguns poemas meus, um dos quais me parece bastante atual:
Como o original não está lá muito legível:
Como o original não está lá muito legível:
(clique nas imagens para ampliá-las)
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Elogio da coerência
Ontem, na Câmara dos Deputados, no Brasil, fez-se a votação de Proposta de Emenda Constitucional nº 37 (PEC 37).. Essa emenda foi insistentemente combatida nas ruas nos últimos movimentos de massa que abalaram o país.
Era evidente para qualquer um que a PEC 37 seria rejeitada.
E, de facto, foi. Resultado 430 votos contra, 9 a favor e 2 abstenções.
Quanto às 2 abstenções, apenas entendo como curiosa a postura dos deputados Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e Paulo Cesar Quartiero (DEM-RR). Assunto político discutido à exaustão nos últimos dias, a tal PEC 37 ainda não obteve um parecer favorável ou contrário da parte desses dois representantes políticos do povo. Haja hesitação.
Quanto à manada, a saber, os 430 votos contrários à PEC 37, não se podia esperar outra coisa. O Congresso dia desses quase foi invadido pela multidão a pedir que se votasse contra essa emenda.
Os 430 surfaram na onda favorável.
Minha surpresa fica reservada aos 9 que votaram a favor.
Ou melhor, 8. O cacique do PSDB, Sergio Guerra, confundiu-se e votou contra suas próprias convicções. Propunha-se a governar o Brasil e mostrou-se incapaz de escolher entre Sim e Não em uma votação.
Melhor retrato não poderia haver de um partido vagabundo como o PSDB.
Pergunto-me o que motivou esses oito bravos.
Sabedores de que a PEC 37 já estava derrotada, sabedores de que a imensa maioria dos eleitores é contra a tal emenda, sabedores de que o quase nada que resta de credibilidade ao Congresso estava pendurado por um fio ao resultado dessa votação, persistiram em defesa da famigerada PEC 37.
Que motivos terão mantido a impavidez desses fortes?
Há quase um século, em 1.922, alguns destemidos saíram do Forte de Copacabana para a morte. A lenda estabeleceu que eram 18 homens. Sabiam que caminhavam para a morte, mas defendiam ideais.
Os oito favoráveis à PEC 37, salvo mais algum deputado tão incompetente quanto Sérgio Guerra, deviam saber que se não caminhavam para uma morte de sangue, buscavam com seu voto o suicídio político.
Em 1.922 tivemos Os Dezoito do Forte.
Em 2.013, os Oito da PEC 37, a saber: Abelardo Lupion (DEM-PR), Mendonça Prado (DEM-SE), Bernardo Santana de Vasconcellos (PR-MG), Valdemar Costa Neto (PR-SP), Eliene Lima (PSD-MT), João Lyra (PSD-AL), João Campos (PSDB-GO), e Lourival Mendes (PTdoB-MA).
Louvo-lhes a coerência, ainda que estúpida.
Era evidente para qualquer um que a PEC 37 seria rejeitada.
E, de facto, foi. Resultado 430 votos contra, 9 a favor e 2 abstenções.
Quanto às 2 abstenções, apenas entendo como curiosa a postura dos deputados Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e Paulo Cesar Quartiero (DEM-RR). Assunto político discutido à exaustão nos últimos dias, a tal PEC 37 ainda não obteve um parecer favorável ou contrário da parte desses dois representantes políticos do povo. Haja hesitação.
Quanto à manada, a saber, os 430 votos contrários à PEC 37, não se podia esperar outra coisa. O Congresso dia desses quase foi invadido pela multidão a pedir que se votasse contra essa emenda.
Os 430 surfaram na onda favorável.
Minha surpresa fica reservada aos 9 que votaram a favor.
Ou melhor, 8. O cacique do PSDB, Sergio Guerra, confundiu-se e votou contra suas próprias convicções. Propunha-se a governar o Brasil e mostrou-se incapaz de escolher entre Sim e Não em uma votação.
Melhor retrato não poderia haver de um partido vagabundo como o PSDB.
Pergunto-me o que motivou esses oito bravos.
Sabedores de que a PEC 37 já estava derrotada, sabedores de que a imensa maioria dos eleitores é contra a tal emenda, sabedores de que o quase nada que resta de credibilidade ao Congresso estava pendurado por um fio ao resultado dessa votação, persistiram em defesa da famigerada PEC 37.
Que motivos terão mantido a impavidez desses fortes?
Há quase um século, em 1.922, alguns destemidos saíram do Forte de Copacabana para a morte. A lenda estabeleceu que eram 18 homens. Sabiam que caminhavam para a morte, mas defendiam ideais.
Os oito favoráveis à PEC 37, salvo mais algum deputado tão incompetente quanto Sérgio Guerra, deviam saber que se não caminhavam para uma morte de sangue, buscavam com seu voto o suicídio político.
Em 1.922 tivemos Os Dezoito do Forte.
Em 2.013, os Oito da PEC 37, a saber: Abelardo Lupion (DEM-PR), Mendonça Prado (DEM-SE), Bernardo Santana de Vasconcellos (PR-MG), Valdemar Costa Neto (PR-SP), Eliene Lima (PSD-MT), João Lyra (PSD-AL), João Campos (PSDB-GO), e Lourival Mendes (PTdoB-MA).
Louvo-lhes a coerência, ainda que estúpida.
terça-feira, 25 de junho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Desafio aos publicitários
Gostaria de assistir a um comercial, na TV, sobre absorventes femininos ou sobre fraldas descartáveis para bebés, em que o sangue da menstruação não fosse azul, nem a urina do pequerrucho também o fosse.
Queria ver menstruação vermelha e mijo amarelo.
Ou isso ultrapassa o limite da criatividade?
Queria ver menstruação vermelha e mijo amarelo.
Ou isso ultrapassa o limite da criatividade?
domingo, 23 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
A tia Lúcida
Há os que gostam de afirmar:
- Jamais conheci um ateu no leito de morte.
O que a frase pretende estabelecer como verdade é que na hora de bater com as dez, de partir desta pra melhor, de bater com as botas, o ateu pede penico, entrega os pontos, desiste. Vira crente desde criancinha.
Pode acontecer muitas vezes. Afinal, ser ateu não é pra qualquer um, modéstia às favas.
Ocorre-me, se me for dada a oportunidade, vender ingressos a meu quarto de moribundo. Destarte, muitos poderão ver um ateu em seu leito de morte. E meus filhos receberão uns trocados como herança.
Aliás meu pai, pastor baptista da mais profunda convicção, que era admirador de Manuel Maria Barbosa du Bocage, consta que por ter Bocage se arrependido, nos momentos imediatamente anteriores à morte, de sua suposta vida dissoluta, pretendia dar ao primeiro filho o nome Elmano, homenagem ao pseudónimo Elmano Sadino, do mesmo Bocage.
Feliz ou infelizmente, teve uma filha e viu seu intento frustrado.
Mas o que me traz ao tema é a história de uma tia.
Na época não me interessei muito pelo sucedido. Talvez por isso invente um bocadinho.
Mas sou um tanto como Tim Maia:
- Não bebo, não fumo, não cheiro. Só minto um pouquinho.Minha tia era mulher profundamente religiosa. Levou quase toda a vida imersa em uma igreja, pois casada com pastor.
Deixem que seja literal: ela viveu quase sempre nos fundos do templo da igreja do marido.
Teve três filhos. Todos seguiram o pendor religioso dos pais.
Um deles, à falta de melhor emprego, exagerou um bocadinho e também tornou-se pastor.
Ouvi dizer – e isso era comentado em família com certa reserva – que em seus últimos anos minha tia deu para descrer.
Parece que de tudo.
Em família tão cristã, morreu com a discreta fama de maluca.
A meu ver, salvo melhor juízo, atingiu a lucidez.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Quatro Estações
Optimista: Gosto imenso do Inverno. A neve...
A paisagem toda branca!
Pessimista: Lama branca, queres dizer. Aquilo só resulta em cartões-postais.
Optimista: E, quando chega a Primavera, tudo começa a florir. Cores surgem do nada.
Pessimista: E o pólen me dá alergia. Espirro sem parar até a chegada do Verão. Minha pele exige que a coce. Um horror!
Optimista: Mas... e o Verão? Sol, calor, luz. Pode-se nadar no mar, em rios, lagos.
No Verão usa-se pouca roupa. Os corpos mostram sua beleza.
Pessimista: Na praia, aquelas mulheres cheias de celulite. Barbaridade! De dia, as moscas. À noite não se consegue dormir.
Optimista: Enfim, o Outono. Muita fruta, as vindimas.
Pessimista: Mas a alegria dura pouco. Já, já estará aí o Inverno, com seus horrores.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
As voltas que o mundo dá
Quando, no Brasil, irrompeu o movimento militar-popular de 1.964, a adesão foi quase total.
Os inimigos do novo regime eram poucos, pouquíssimos.
Até finais de 1.968, houve um regime de liberdade relativa.
Alguns poucos haviam sido presos, outros banidos, vários outros perseguidos.
Com o Ato Institucional nº 5, começou a verdadeira ditadura.
A partir de então, quase nenhuma contestação.
As organizações de esquerda, raquíticas, foram perdendo o apoio dos poucos setores da classe média que ainda lhes davam algum respaldo.
Em finais dos 60 e início dos 70, a aceitação da ditadura foi quase absoluta.
O povo, quase em uníssono, era parceiro do regime.
É por isso que hoje, quarenta anos depois, fico admirado ao ver a enorme quantidade de brasileiros acima dos 50 anos que revelam sua profunda aversão àquela ditadura.
Onde estaria essa gente toda nos anos 70? A passear em Marte?
Isso para não mencionar as instituições que hoje fazem profissão de fé na democracia.
Onde estavam naquela época?
Nos anos 70 existiam os que gostavam da ditadura militar e os que sonhavam com a ditadura do proletariado.
Noves fora, quase nada mais.
Hoje, quase todo mundo, no Brasil, é democrata desde criancinha.
Quanto aos mais velhos, são poeira que vai para onde o vento a leva.
Já os mais jovens... Nada sabem da História. Navegam no imenso mar do analfabetismo.
Os inimigos do novo regime eram poucos, pouquíssimos.
Até finais de 1.968, houve um regime de liberdade relativa.
Alguns poucos haviam sido presos, outros banidos, vários outros perseguidos.
Com o Ato Institucional nº 5, começou a verdadeira ditadura.
A partir de então, quase nenhuma contestação.
As organizações de esquerda, raquíticas, foram perdendo o apoio dos poucos setores da classe média que ainda lhes davam algum respaldo.
Em finais dos 60 e início dos 70, a aceitação da ditadura foi quase absoluta.
O povo, quase em uníssono, era parceiro do regime.
É por isso que hoje, quarenta anos depois, fico admirado ao ver a enorme quantidade de brasileiros acima dos 50 anos que revelam sua profunda aversão àquela ditadura.
Onde estaria essa gente toda nos anos 70? A passear em Marte?
Isso para não mencionar as instituições que hoje fazem profissão de fé na democracia.
Onde estavam naquela época?
Nos anos 70 existiam os que gostavam da ditadura militar e os que sonhavam com a ditadura do proletariado.
Noves fora, quase nada mais.
Hoje, quase todo mundo, no Brasil, é democrata desde criancinha.
Quanto aos mais velhos, são poeira que vai para onde o vento a leva.
Já os mais jovens... Nada sabem da História. Navegam no imenso mar do analfabetismo.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Ia
Hoje eu quis fotografar
Lua cheia que brotou
no horizonte de Bragança.
Deixei de lado a ideia.
Esta lua é de hoje,
a nossa é de antigamente.
Nem crescente nem minguante.
Lua nova inesquecível.
Invisível. Radiante.
É astro que não se vê,
mas chama que não se apaga.
Beleza num céu vazio.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Os instantes de fama de uma juíza
Uma juíza de Indaiatuba, Estado de São Paulo, ordenou à Folha de SPaulo a retirada de menção, em coluna do José Simão de 22/08/2012, a uma candidata nas eleições do ano passado. Para ajudar a tal juíza a perceber que em tempos de Internet essa censura é inócua, aí vai a explicação do caso e o texto original do Simão.
(clique nas imagens para ampliá-las)
quarta-feira, 22 de maio de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
A falta de carácter de Jorge Jesus
Porto e Benfica jogaram entre si para, na prática, definirem o campeão da temporada.
Ao Benfica bastava um empate.
O Porto precisava da vitória.
Se Jorge Jesus, o treinador do Benfica, tivesse visto com atenção o jogo de Barcelona entre o Bayern e o Barcelona, teria aprendido uma boa lição. O Bayern havia vencido a primeira mão, em Munique, por 4 a 0. Bastava não perder por diferença de 5 golos em Barcelona. Jogou a abafar o Barcelona desde o início. Resultado: 3 a 0 para o Bayern.
Não. Jorge Jesus decidiu lutar pelo empate. Foi castigado por um golo nos acréscimos. Aliás, um golo brasileiro. Tabela entre Kelvin e Liedson (com esses nomes, só podiam ser brasileiros...) e belíssimo pontapé de Kelvin, cruzado, indefensável.
O que me chocou foi a declaração de Jorge Jesus ao final. Ao invés de reconhecer que sua estratégia fracassou, desculpou-se ao alegar que o primeiro golo do Porto foi um auto golo (gol contra) do guarda-redes brasileiro Artur.
Ora, a bola tinha a direção da meta. Artur tentou desviá-la para fora. Não conseguiu e ela entrou. Se isso é auto golo, todo golo em que o guarda-redes toca na bola antes que ela entre na meta seria auto golo.
Para uma equipa - o Benfica - que joga na próxima quarta-feira uma final da Liga da Europa, essa verdadeira acusação do treinador ao guarda-redes é desastrosa.
Mais do que isso: revela total falta de carácter.
Ao Benfica bastava um empate.
O Porto precisava da vitória.
Se Jorge Jesus, o treinador do Benfica, tivesse visto com atenção o jogo de Barcelona entre o Bayern e o Barcelona, teria aprendido uma boa lição. O Bayern havia vencido a primeira mão, em Munique, por 4 a 0. Bastava não perder por diferença de 5 golos em Barcelona. Jogou a abafar o Barcelona desde o início. Resultado: 3 a 0 para o Bayern.
Não. Jorge Jesus decidiu lutar pelo empate. Foi castigado por um golo nos acréscimos. Aliás, um golo brasileiro. Tabela entre Kelvin e Liedson (com esses nomes, só podiam ser brasileiros...) e belíssimo pontapé de Kelvin, cruzado, indefensável.
O que me chocou foi a declaração de Jorge Jesus ao final. Ao invés de reconhecer que sua estratégia fracassou, desculpou-se ao alegar que o primeiro golo do Porto foi um auto golo (gol contra) do guarda-redes brasileiro Artur.
Ora, a bola tinha a direção da meta. Artur tentou desviá-la para fora. Não conseguiu e ela entrou. Se isso é auto golo, todo golo em que o guarda-redes toca na bola antes que ela entre na meta seria auto golo.
Para uma equipa - o Benfica - que joga na próxima quarta-feira uma final da Liga da Europa, essa verdadeira acusação do treinador ao guarda-redes é desastrosa.
Mais do que isso: revela total falta de carácter.
sábado, 11 de maio de 2013
De boleiros e jornalistas
Pensar com os pés não costuma dar bons resultados.
Mas, neste caso, fico na dúvida: quais serão os mais ignorantes: os jogadores de futebol ou os jornalistas que fizeram a pesquisa e escreveram essa matéria?
Afinal, separar evangélicos de um lado e batistas de outro é samba do jornalista doido.
Ou analfabeto.
Mas, neste caso, fico na dúvida: quais serão os mais ignorantes: os jogadores de futebol ou os jornalistas que fizeram a pesquisa e escreveram essa matéria?
Afinal, separar evangélicos de um lado e batistas de outro é samba do jornalista doido.
Ou analfabeto.
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sexta-feira, 10 de maio de 2013
Propaganda e Verdade
Quando era menino, perguntei certo dia
a minha mãe se havia manteiga de 2ª qualidade. Na mercearia da
esquina eu só via manteiga de 1ª qualidade.
Foi meu primeiro esbarrão na
propaganda.
É evidente que propaganda é mentira.
Um dos melhores pleonasmos correntes é
o tal propaganda enganosa.
Ora, toda e qualquer propaganda é
necessariamente enganosa. Ou seria desnecessária.
Claro: estabeleceram-se certos limites
para separar a propaganda normal da enganosa.
Por exemplo, se uma propaganda afirmar
que a geleia XPTO cura o cancro, é enganosa.
Mas se afirmar que a geleia XPTO é
excelente coadjuvante no tratamento do cancro, é normal.
Mesmo que a tal geleia nada tenha a ver
com cancro.
Mesmo quando nada se diz quanto ao
produto propagandeado mas cria-se um clima que venha ao encontro dos
sonhos do consumidor, a propaganda continua a ser, em certo sentido,
enganosa. Ou seria melhor dizer, dissimuladora. O que não nos tira
do terreno da mentira.
Quanto a isso, basta lembrar das
famosas propagandas de margarina, a mostrar pequenos-almoços
idílicos, com todos os membros da família a distribuir sorrisos nos
primeiros minutos de um novo dia, em ambientes quase paradisíacos.
Uma propaganda assim seria capaz de
convencer muita gente a comer veneno.
A partir de tais reflexões, ponho-me a
pensar em como seria um mundo moderno mas desprovido de propaganda.
É facto que tal mundo é quase
impensável. Mas vamos fazer um esforço.
Ligo a TV e assisto a informações
precisas sobre todo tipo de objecto.
Quanto às margarinas, para ficar no
exemplo, fico a saber quantas calorias nos fornecem, quais os
benefícios e quais os inconvenientes de seu consumo.
Se falam de móveis, alertam para os
vários tipos de mesas e cadeiras para salas de jantar. Suas
vantagens e desvantagens. Mostram-me comparações de preços e
analisam as relações custo/benefício.
E por aí vamos.
Tudo verdadeiro. Tudo às claras.
E me interrogo:
Não seria esse mundo muito enjoado?
Um bocadinho de mentira, de ilusão, não nos faz falta?
Afinal, não é essa necessidade que dá longa vida também às religiões?
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Sobre traduções
No Antigo Testamento há um sem número
de casos de nomes atribuídos a recém nascidos em função de algum
evento associado ao nascimento deles.
Essa vinculação de nomes a
significados relacionados aos nomeados é explícita e clara no texto
original, em hebraico. Mas esse elo se perde com a tradução do
texto bíblico para outras línguas.
Um bom exemplo disso consta da
narrativa do nascimento de Isaac, filho de Abraão e de Sara.
A história é bem conhecida: Deus
resolve conceder a maternidade a Sara quando esta já é quase
centenária.
Sara, então, diz (Gênesis 21:6):
{Nota: as traduções deste versículo
para o português, várias das mais difundidas, são muito ruins. Vou
citar as menos fracas]
Versão católica:
Sara
disse: "Deus deu-me algo de que rir; e todos aqueles que o
souberem se rirão de mim."
Sociedade bíblica
britânica:
Disse
Sara: Deus preparou riso para mim; todo aquele que o ouvir, se rirá
por minha causa.
Uma
tradução melhor, ou seja, mais fiel ao original e até mais
compreensível seria:
Disse
Sara: Deus me fez algo risível: todos que souberem disso rirão de
mim.
Ou até mesmo:
Ou até mesmo:
Disse Sara:
Deus me fez algo risível; todos que souberem disso zombarão de mim.
Pra quem gosta de
modernices, poderia ser:
Disse Sara:
Deus aprontou o maior mico pra mim; quando o pessoal souber, vai me
tirar o maior sarro.
Enfim, dá pra
entender o sentimento de Sara. Mas o ponto aqui não é este.
A questão é que
pouco antes (Gênesis 21:3) ficamos a saber que o nome dado ao garoto
foi Isaac (ou Isaque).
Em português a
escolha do nome parece ter sido absolutamente aleatória.
Mas não foi.
Em hebraico,
“rirá” (com um sentido beirando o “zombará”) é יצחק,
que se
pronuncia mais ou menos assim: Itsrrac
(com “r” à moda carioca ou como o “j” do espanhol).
Ora,
o personagem que conhecemos como Isaque tem seu nome grafado, em
hebraico, exatamente assim como consta acima.
Minha
sugestão seria a de buscar-se, para esses nomes próprios, traduções
que se ligassem – em português – ao evento que evocam em
hebraico.
No
caso de Isaque, eu proporia chamá-lo, em português, de Hilário.
Missão
difícil? Claro! Quase impossível.
Ora,
mas depois que conseguiram traduzir Guimarães Rosa para o alemão,
tudo é possível.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Espiritismo, coisa de vivos.
E, às vezes, resulta.
Quando meu pai escreveu o livro Espiritismo, coisa de vivos e não de mortos, o intento dele era o de mostrar que os tais fenômenos extraordinários que costumam ocorrer em sessões espíritas eram simplesmente fraudes.
Mas, vista a coisa de outro ângulo, chega-se a conclusão não oposta mas diferente.
Comecei, agora, a me dar conta de que esse tal de kardecismo tem seu lado interessante.
Nessa onda de como é bom ser bom, muito gajo consegue mulheres que não conseguiria com outra estratégia.
No tempo em que os animais falavam e eu trabalhava, nas doces paragens da cidade de Osasco, vizinhança de São Paulo, tive um colega de trabalho que, nas horas vagas, pilotava um grupo espírita.
Não sei qual era a rotina do grupo. Apenas sei que o tal líder, com o papo que Kardec lhe emprestou, faturava a mulherada toda na maior.
Bendito seja.
Hoje percebo que ele não estava só. Há muito garanhão por aí a utilizar-se das ideias espíritas para, digamos, arregimentar fãs.
É o que se pode chamar de presença de Espírito.
E não digo mais nada para não comprometer ninguém.
Sabe-se lá o que pode fazer um espírito traído se percebe que a encarnação com que vive anda a baixar em outros terreiros?
Quando meu pai escreveu o livro Espiritismo, coisa de vivos e não de mortos, o intento dele era o de mostrar que os tais fenômenos extraordinários que costumam ocorrer em sessões espíritas eram simplesmente fraudes.
Mas, vista a coisa de outro ângulo, chega-se a conclusão não oposta mas diferente.
Comecei, agora, a me dar conta de que esse tal de kardecismo tem seu lado interessante.
Nessa onda de como é bom ser bom, muito gajo consegue mulheres que não conseguiria com outra estratégia.
No tempo em que os animais falavam e eu trabalhava, nas doces paragens da cidade de Osasco, vizinhança de São Paulo, tive um colega de trabalho que, nas horas vagas, pilotava um grupo espírita.
Não sei qual era a rotina do grupo. Apenas sei que o tal líder, com o papo que Kardec lhe emprestou, faturava a mulherada toda na maior.
Bendito seja.
Hoje percebo que ele não estava só. Há muito garanhão por aí a utilizar-se das ideias espíritas para, digamos, arregimentar fãs.
É o que se pode chamar de presença de Espírito.
E não digo mais nada para não comprometer ninguém.
Sabe-se lá o que pode fazer um espírito traído se percebe que a encarnação com que vive anda a baixar em outros terreiros?
terça-feira, 7 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
sábado, 4 de maio de 2013
Pílulas Bíblicas - 03
Resumo do início da história:
Um levita (na época os levitas eram os sacerdotes de Israel) arrumou uma concubina (os homens, naquela época, podiam ter varias mulheres). Essa o traiu, ou se encheu dele, e voltou para a casa de seus pais. Passados alguns meses, o levita foi buscá-la. Levou consigo um moço, seu servo, e dois jumentos.
Ficou alguns dias na casa do sogro e depois iniciou o caminho de volta a sua casa, levando a concubina.
Ao chegar em uma cidade (Guibea ou Gibeá) foi hospedado por um ancião que o viu na praça e o convidou para pousar em sua casa.
A partir daí eu os deixo com o texto bíblico, para que o leiam e façam o que ele, ao final, recomenda:
Pensem! Reflitam! Digam o que se deve fazer!(clique na imagem para ampliá-la)
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Pílulas Bíblicas - 02
(clique na imagem para ampliá-la)
E os gays continuam a querer ser aceitos nas igrejas cristãs. Perto da Bíblia, a homofobia (palavrinha mais mal construída...) do tal pastor Feliciano é argent de poche.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Pílulas Bíblicas - 01
(clique na imagem para ampliá-la)
Naqueles longínquos tempos, Deus ainda não ouvira falar de ecumenismo nem de liberdade de crença.
Modernices.
terça-feira, 30 de abril de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Soluções novas para velhos problemas
No Brasil, actualmente, discute-se a questão da idade adequada à responsabilização penal dos cidadãos.
Muito bem.
Deveríamos começar a discussão a partir da questão:
Há cidadãos no Brasil?
Mas, com isso, muitas pessoas ficariam chocadas, revoltadas, iriam revirar-se na cama antes de dormir.
Então vamos pular esse item.
Sugiramos logo a solução: as pessoas devem ser responsabilizadas criminalmente desde o nascimento.
Desse modo, um recém nascido que cometa um homicídio bárbaro, deverá sofrer as consequências.
Mas... quais consequências?
Tomar mamadeira (em Portugal diz-se biberão) só de 12 em 12 horas.
Não! dirão os adeptos de ideologias de esquerda. Afinal, o bebé é, apenas, uma vítima da iniquidade burguesa. Tornou-se assassino justamente por carência de biberão.
Além disso, os locais nos quais receberá sua dose de leite são de péssima qualidade. Neles não há nem TV a cabo.
Então tá.
Que mamem de 6 em 6 horas. Mas apenas pelo prazo máximo de 3 meses. Depois, que tudo se normalize. Ou seja: quem tem tem. Quem não tem não tem.
Já o grosso da população (ou os grossos da população, como queiram) prefere mesmo a pena de morte.
Acontece que essa mesma maioria se diz católica. Ou ao menos cristã. E, ipso facto, é contra o aborto. Ora, aborto e pena de morte para recém nascidos são coisas perigosamente próximas. Aí a discussão se embaralha. Melhor matar os recém nascidos criminosos de maneira informal, como se faz com boa parte dos adultos criminosos.
Ainda este último domingo, uma senhora revelou à Folha de SPaulo que foi estuprada aos 19 anos. Mas era no tempo da ditadura, o garoto estava subnutrido. Coisas assim. Por isso, ela é contra baixar a maioridade penal para 16 anos. Do ponto de vista lógico, perfeito!
O indivíduo estupra por estar subnutrido. Ergo, a maioridade tem de continuar nos tais 18 aninhos.
Que falta faz o Chacrinha!
Muito bem.
Deveríamos começar a discussão a partir da questão:
Há cidadãos no Brasil?
Mas, com isso, muitas pessoas ficariam chocadas, revoltadas, iriam revirar-se na cama antes de dormir.
Então vamos pular esse item.
Sugiramos logo a solução: as pessoas devem ser responsabilizadas criminalmente desde o nascimento.
Desse modo, um recém nascido que cometa um homicídio bárbaro, deverá sofrer as consequências.
Mas... quais consequências?
Tomar mamadeira (em Portugal diz-se biberão) só de 12 em 12 horas.
Não! dirão os adeptos de ideologias de esquerda. Afinal, o bebé é, apenas, uma vítima da iniquidade burguesa. Tornou-se assassino justamente por carência de biberão.
Além disso, os locais nos quais receberá sua dose de leite são de péssima qualidade. Neles não há nem TV a cabo.
Então tá.
Que mamem de 6 em 6 horas. Mas apenas pelo prazo máximo de 3 meses. Depois, que tudo se normalize. Ou seja: quem tem tem. Quem não tem não tem.
Já o grosso da população (ou os grossos da população, como queiram) prefere mesmo a pena de morte.
Acontece que essa mesma maioria se diz católica. Ou ao menos cristã. E, ipso facto, é contra o aborto. Ora, aborto e pena de morte para recém nascidos são coisas perigosamente próximas. Aí a discussão se embaralha. Melhor matar os recém nascidos criminosos de maneira informal, como se faz com boa parte dos adultos criminosos.
Ainda este último domingo, uma senhora revelou à Folha de SPaulo que foi estuprada aos 19 anos. Mas era no tempo da ditadura, o garoto estava subnutrido. Coisas assim. Por isso, ela é contra baixar a maioridade penal para 16 anos. Do ponto de vista lógico, perfeito!
O indivíduo estupra por estar subnutrido. Ergo, a maioridade tem de continuar nos tais 18 aninhos.
Que falta faz o Chacrinha!
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Sobre a Fé
É famosa a definição de fé que consta em Hebreus 11:1:
Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem
Temos, então, uma definição bíblica de fé. Daquilo que é a Fé. Inclusivamente com muitos exemplos, no próprio capítulo 11 de Hebreus.
Muito bem. Meu interesse, neste post, é pensar um bocadinho sobre algumas coisas que a Fé não é.
Nos meus tempos de Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP), meu orientador, o grande lógico Newton da Costa, costumava brincar - ele que se notabilizara mundo afora por sua tese sobre Lógicas Inconsistentes - a repetir que um de seus maiores desejos era o de provar que 2 + 2 = 5.
Mas atenção! O desejo dele era provar isso. E não, ter fé nisso. Além do mais, tratava-se de brincadeira.
Não é possível ter fé em que Lula não tenha sido presidente da República no Brasil ou que o inefável Cavaco não seja o presidente de Portugal. É apenas possível ter fé em que não voltem a ser o que já foram.
Não é possível ter fé em que a Terra seja plana. Outrora já foi possível ter fé nisso. Hoje não mais é.
Não é mais possível ter fé em que Moisés tenha escrito os livros do Pentateuco. Nem que as cartas atribuídas a Paulo sejam todas dele. Já está provado que nada disso é verdadeiro. O Catecismo diz o contrário? Pior para o Catecismo.
Enfim: não é possível ter fé em algo que já se sabe ser factualmente falso.
Maria pariu Jesus e continuou virgem. É possível ter fé nisso? É.
Há várias indicações de que isso não tenha sido facto. Mas não há prova disso. Então é possível ter fé nisso.
É possível ter fé na existência de seres extra-terrestres? Claro. Por mais mistificação que exista em torno desse tema, é possível que existam seres inteligentes fora de nosso planeta.
Quanto a mim, coloco alguma dúvida quanto à existência de vida inteligente cá na Terra...
Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem
Temos, então, uma definição bíblica de fé. Daquilo que é a Fé. Inclusivamente com muitos exemplos, no próprio capítulo 11 de Hebreus.
Muito bem. Meu interesse, neste post, é pensar um bocadinho sobre algumas coisas que a Fé não é.
Nos meus tempos de Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP), meu orientador, o grande lógico Newton da Costa, costumava brincar - ele que se notabilizara mundo afora por sua tese sobre Lógicas Inconsistentes - a repetir que um de seus maiores desejos era o de provar que 2 + 2 = 5.
Mas atenção! O desejo dele era provar isso. E não, ter fé nisso. Além do mais, tratava-se de brincadeira.
Não é possível ter fé em que Lula não tenha sido presidente da República no Brasil ou que o inefável Cavaco não seja o presidente de Portugal. É apenas possível ter fé em que não voltem a ser o que já foram.
Não é possível ter fé em que a Terra seja plana. Outrora já foi possível ter fé nisso. Hoje não mais é.
Não é mais possível ter fé em que Moisés tenha escrito os livros do Pentateuco. Nem que as cartas atribuídas a Paulo sejam todas dele. Já está provado que nada disso é verdadeiro. O Catecismo diz o contrário? Pior para o Catecismo.
Enfim: não é possível ter fé em algo que já se sabe ser factualmente falso.
Maria pariu Jesus e continuou virgem. É possível ter fé nisso? É.
Há várias indicações de que isso não tenha sido facto. Mas não há prova disso. Então é possível ter fé nisso.
É possível ter fé na existência de seres extra-terrestres? Claro. Por mais mistificação que exista em torno desse tema, é possível que existam seres inteligentes fora de nosso planeta.
Quanto a mim, coloco alguma dúvida quanto à existência de vida inteligente cá na Terra...
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Utilidade Pública
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Código da Auto-Ajuda
Às vezes alguns juristas se reúnem para elaborar um Código. Ou seja, uma compilação das leis a respeito de um determinado assunto que permita consultar toda a legislação referente ao tema em uma única fonte. Sem precisar garimpar leis e mais leis. A definição de Código é um bocadinho mais elaborada, mas fiquemos com essa ideia simples. Há Código Civil, Código Penal, Código Tributário etc etc.
Proponho a criação de um Código da Auto-Ajuda. Terá de resultar de elaboração coletiva de vários Paulos Coelhos espalhados mundo afora.
Sinto mesmo falta desse Código. Porque, atualmente, o terreno da Auto-Ajuda está confuso.
Um afirma que o verdadeiro amor não faz sofrer. Vem outro e diz que amar dói.
Um terceiro garante que a vida é bela. Vem um quarto e nos conclama a que sejamos fortes para enfrentar as amarguras da vida.
A lista é infindável.
Mas uma vez elaborado o Código toda essa ambiguidade será evitada.
E seremos estupidamente felizes. Ou felizmente estúpidos.
Proponho a criação de um Código da Auto-Ajuda. Terá de resultar de elaboração coletiva de vários Paulos Coelhos espalhados mundo afora.
Sinto mesmo falta desse Código. Porque, atualmente, o terreno da Auto-Ajuda está confuso.
Um afirma que o verdadeiro amor não faz sofrer. Vem outro e diz que amar dói.
Um terceiro garante que a vida é bela. Vem um quarto e nos conclama a que sejamos fortes para enfrentar as amarguras da vida.
A lista é infindável.
Mas uma vez elaborado o Código toda essa ambiguidade será evitada.
E seremos estupidamente felizes. Ou felizmente estúpidos.
domingo, 14 de abril de 2013
Ser mau não é bom
Nos tempos vividos no Presídio Tiradentes, São Paulo, Brasil, gostávamos de gastar tempo a caçoar do mundo e de seus habitantes.
É verdade que não incluíamos nesse universo as centenas de baratas que insistiam em passear pelas madeiras das armações de nossas camas. Essas, na impossibilidade de matá-las a todas, nós ignorávamos.
Entre nossos alvos preferidos estavam as Esquerdas. Afinal, vivíamos o tempo todo cercados pelo que sobrara delas.
Meu companheiro de cela, o Mesquita, costumava brincar com o maniqueísmo da esquerda maoísta. Dizia que os simpatizantes da Revolução Chinesa tinham o lema:
Presidente Mao bom. Outros não bom.
Essas lembranças me acodem a propósito de uma dúvida que alimento há muito.
A saber:
Por que na França, terra de Hippolyte Léon Denizard Rivail, para os íntimos Allan Kardec, quase ninguém segue suas ideias e no Brasil há tanta gente que se diz espírita?
Adianto que continuo sem resposta a essa questão.
Mas arrisco alguns palpites.
O primeiro deles: brasileiro (muitos, não todos, é óbvio) não é chegado a fortes convicções teológicas e não quer meter-se em confusões a respeito de religião, assunto que ele prefere deixar de lado para dedicar atenção mais minuciosa a futebol, carnaval e telenovelas. Desse modo, aumentam os adeptos de variado número de sincretismos religiosos, por exemplo. Jogar no liquidificador as mais variadas crenças, de preferência de origens bem distintas (catolicismo, seitas de origem africana etc etc) costuma fornecer uma batida que impede maiores questionamentos. Coisas na linha sou devoto de Nossa Senhora dos Orixás ou algo parecido. Ou, como já disse a presidenta Dilma, sou devota de Nossa Senhora de Maneira Geral (e o disse ao vivo, no programa do inefável Datena, na TV Band).
O espiritismo vai um tanto nessa linha: mistura ideias da literatura de auto-ajuda com pitadas de religião, no sentido de ligação ao divino.
O lema dos cardecistas parece ser:
Como é bom ser bom.
Fora alguns malucos de plantão, há alguém que defenda o contrário?
Mais um palpite: o espiritismo é mesmo excelente para driblar qualquer discussão sobre religião.
Experimente dizer a alguém, no Brasil, que você é ateu. Verá que comprou no mínimo um olhar de espanto, no limite uma discussão barra pesada.
Ao contrário, diga que é espírita. Pronto. Assunto encerrado. Você não precisa frequentar igreja nenhuma (a menos que goste. E pode ser qualquer uma), não precisa explicar suas crenças nem falar a respeito de sua doutrina.
Afinal, todo mundo sabe que é bom ser bom.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Buraco sem fundo
Sempre que, no Brasil, é assassinado alguém de classe média, volta a discussão: deve-se baixar a maioridade criminal para algo como 16 anos? As pessoas morrem como moscas, no Brasil, mas há certas mortes que valem mais a pena.
Desde que passei um tempinho na cadeia, lá na década de 70, me dei conta de alguns detalhes importantes. Afinal, na tranca sobra pouca coisa pra se fazer além de pensar.
A prisão não pode - até mesmo por uma questão de, digamos assim, mecânica dos fluidos - ser melhor do que a vida da maioria do lado de fora.
Desde que me conheço, as prisões, no Brasil, são verdadeiros infernos. Aliás, desconfio que assim foi desde 1.500 d.C.. Mesmo que as prisões sejam desse modo, conheci várias histórias de presos que, soltos, cometeram algum pequeno delito para poder voltar ao presídio.
Então, não adianta pensar em melhorar as condições carcerárias se - antes - não forem melhoradas as condições de vida do povo em geral.
Antes de prosseguir, é preciso que deixe claro que não tenho nenhuma opinião definida sobre toda essa questão. Tenho dúvidas. E já considero isso uma conquista.
Não entendo o porquê de raramente, no Brasil, considerar-se a possibilidade de não estabelecer uma idade fixa para a maioridade. Deixá-la ao talante da Justiça.
Será porque ninguém acredita no Poder Judiciário? Será mesmo esse Poder o mais corrupto da República?
Algum tempo atrás, na Inglaterra, dois garotos de 11 anos foram considerados adultos, do ponto de vista penal, ao terem raptado um bebé pela simples razão de queriam saber se um bebé explodiria quando uma composição do Metro passasse por cima dele. Viram. E foram condenados a 15 anos de prisão.
Esse é outro detalhe: 15 anos, na Inglaterra ou em quase qualquer outro lugar, são 15 anos. No Brasil, os condenados o são a centenas de anos. Cumprem 5 ou 6 e vão embora, em liberdade.
Outra questão complicada é a Pena de Morte (assim, em maiúsculas, pra dar mais importância). A avassaladora maioria da população brasileira é a favor. Mas, nesse aspecto, as tais elites conservadoras e as esquerdas revolucionárias (exagerei!) se unem para garantir que a voz do povo é a Voz de Deus mas nem sempre. Hay que caminar muy despacio...
Sá coméquié! O povo sabe quando sabe, e a gente sabe quando o povo não sabe.
Tem também a turma que tira da reta em relação à pena de morte e prefere a prisão perpétua. Claro, desse modo evita-se que um erro judicial se torne incorrigível. Se bem que criaria emprego de carrasco. E o pessoal anda ávido. Mas a prisão perpétua também gera empregos.
Outra possibilidade é o antigo olho por olho. Dia desses, na Arábia Saudita, um rapaz que deixou outro paraplégico foi condenado a ficar - ele também - paraplégico. Não sei o que vão fazer. Acho que lhe vão aplicar uma injecção que resolva a questão.
Confesso que isso me causa náuseas. Mas não sei o que resultaria de plebiscito a respeito no Brasil...
A única coisa de que tenho certeza, nisso tudo, é que nada vai acontecer, no Brasil varonil.
Desde que passei um tempinho na cadeia, lá na década de 70, me dei conta de alguns detalhes importantes. Afinal, na tranca sobra pouca coisa pra se fazer além de pensar.
A prisão não pode - até mesmo por uma questão de, digamos assim, mecânica dos fluidos - ser melhor do que a vida da maioria do lado de fora.
Desde que me conheço, as prisões, no Brasil, são verdadeiros infernos. Aliás, desconfio que assim foi desde 1.500 d.C.. Mesmo que as prisões sejam desse modo, conheci várias histórias de presos que, soltos, cometeram algum pequeno delito para poder voltar ao presídio.
Então, não adianta pensar em melhorar as condições carcerárias se - antes - não forem melhoradas as condições de vida do povo em geral.
Antes de prosseguir, é preciso que deixe claro que não tenho nenhuma opinião definida sobre toda essa questão. Tenho dúvidas. E já considero isso uma conquista.
Não entendo o porquê de raramente, no Brasil, considerar-se a possibilidade de não estabelecer uma idade fixa para a maioridade. Deixá-la ao talante da Justiça.
Será porque ninguém acredita no Poder Judiciário? Será mesmo esse Poder o mais corrupto da República?
Algum tempo atrás, na Inglaterra, dois garotos de 11 anos foram considerados adultos, do ponto de vista penal, ao terem raptado um bebé pela simples razão de queriam saber se um bebé explodiria quando uma composição do Metro passasse por cima dele. Viram. E foram condenados a 15 anos de prisão.
Esse é outro detalhe: 15 anos, na Inglaterra ou em quase qualquer outro lugar, são 15 anos. No Brasil, os condenados o são a centenas de anos. Cumprem 5 ou 6 e vão embora, em liberdade.
Outra questão complicada é a Pena de Morte (assim, em maiúsculas, pra dar mais importância). A avassaladora maioria da população brasileira é a favor. Mas, nesse aspecto, as tais elites conservadoras e as esquerdas revolucionárias (exagerei!) se unem para garantir que a voz do povo é a Voz de Deus mas nem sempre. Hay que caminar muy despacio...
Sá coméquié! O povo sabe quando sabe, e a gente sabe quando o povo não sabe.
Tem também a turma que tira da reta em relação à pena de morte e prefere a prisão perpétua. Claro, desse modo evita-se que um erro judicial se torne incorrigível. Se bem que criaria emprego de carrasco. E o pessoal anda ávido. Mas a prisão perpétua também gera empregos.
Outra possibilidade é o antigo olho por olho. Dia desses, na Arábia Saudita, um rapaz que deixou outro paraplégico foi condenado a ficar - ele também - paraplégico. Não sei o que vão fazer. Acho que lhe vão aplicar uma injecção que resolva a questão.
Confesso que isso me causa náuseas. Mas não sei o que resultaria de plebiscito a respeito no Brasil...
A única coisa de que tenho certeza, nisso tudo, é que nada vai acontecer, no Brasil varonil.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
O mundo é tudo aquilo que é o caso
Já escrevi em algum lugar, alguma hora, que o Tractatus, de Wittgenstein, foi traduzido para o português, no Brasil, pelo aloprado professor Giannotti. e que Vilem Flusser, outro maluquete, discordou da tradução - veja só - da primeira frase.
Para um, era: O mundo é tudo o que ocorre. (Giannotti)
Para o outro: O mundo é tudo o que é o caso.
Haja!
Nas traduções para o inglês:
The world is everything that is the case.
ou
The world is all that is the case.
O tradutor do Google concorda com Flusser. O que não significa quase nada...
Quanto ao original alemão: Die Welt ist alles, was der Fall ist.
Aliás, nada disso parece significar nada.
Enquanto a Coreia do Norte ameaça o mundo com aquilo que é o caso, no Brasil o caso é o deputado Feliciano, dublê de pastor do fim do mundo e seus ferrenhos adversários de sofá.
Em Portugal, discute-se se a austeridade grudou no fundo da panela, ou seja, se o fogo deveria ter sido abrandado um bocadinho antes.
E o primeiro ministro que colocou a panela a ferver torna-se agora comentarista da situação.
Haja!
Enquanto o frio não permite que a Primavera se estabeleça, Bragança continua a ser o caso.
Bem haja!
Para um, era: O mundo é tudo o que ocorre. (Giannotti)
Para o outro: O mundo é tudo o que é o caso.
Haja!
Nas traduções para o inglês:
The world is everything that is the case.
ou
The world is all that is the case.
O tradutor do Google concorda com Flusser. O que não significa quase nada...
Quanto ao original alemão: Die Welt ist alles, was der Fall ist.
Aliás, nada disso parece significar nada.
Enquanto a Coreia do Norte ameaça o mundo com aquilo que é o caso, no Brasil o caso é o deputado Feliciano, dublê de pastor do fim do mundo e seus ferrenhos adversários de sofá.
Em Portugal, discute-se se a austeridade grudou no fundo da panela, ou seja, se o fogo deveria ter sido abrandado um bocadinho antes.
E o primeiro ministro que colocou a panela a ferver torna-se agora comentarista da situação.
Haja!
Enquanto o frio não permite que a Primavera se estabeleça, Bragança continua a ser o caso.
Bem haja!
sábado, 6 de abril de 2013
Maturidade
Há sentimentos que ameaçados seguidamente por desejos acabam por naufragar. Alguns deles passam até a ser malvistos por quem os nutria. Mas jamais serão substituídos por nada.
Antes, deixarão vazio seu lugar.
Se é possível chamar vazio àquela nostalgia intitulada maturidade.
1º prémio do concurso Gentes, Usos e Costumes (2003)
Publicado no livro homónimo organizado pela Câmara Municipal de Bragança
Publicado no livro homónimo organizado pela Câmara Municipal de Bragança
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Lume aceso
É agora uma mulher madura. Esposa, mãe, avó.
Nos tempos de menina teve uma paixão. Intensa como deve ser uma paixão. De curta duração, por desígnio do destino.
Com o crescimento veio a razão.
Manteve-se fiel a suas origens, casou-se com o homem adequado, teve os filhos que desejava.
Viveu e vive com a tranquilidade que se espera resultar da sensatez.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Notícias urgentes!
Cavaco Silva abandona a Presidência e a família
Declarou que, com o baixo valor das pensões que recebe, prefere entrar para o convento das carmelitas descalças.
Pastor Feliciano pede o fim do arco-íris
Em oração inflamada, durante o culto da Páscoa, o dublê de deputado e exorcista brasileiro pediu a Deus que não permita mais essa pouca vergonha nos céus.
Prefeito de São Paulo já quase consegue equilibrar-se
Lula prometeu que semana que vem tira as rodinhas auxiliares da bicicleta de Haddad.
Vem aí o Domingão do Platão!
Baseado na já quase centenária experiência vencedora do Domingão do Faustão, que cuida da educação dos brasileiros aos domingos, quando as escolas não funcionam, o ex-primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, vai conduzir programa parecido, na RTP. Se o programa não der certo, ele já tem programado um curso de alta costura a fazer em Paris.
Declarou que, com o baixo valor das pensões que recebe, prefere entrar para o convento das carmelitas descalças.
Pastor Feliciano pede o fim do arco-íris
Em oração inflamada, durante o culto da Páscoa, o dublê de deputado e exorcista brasileiro pediu a Deus que não permita mais essa pouca vergonha nos céus.
Prefeito de São Paulo já quase consegue equilibrar-se
Lula prometeu que semana que vem tira as rodinhas auxiliares da bicicleta de Haddad.
Vem aí o Domingão do Platão!
Baseado na já quase centenária experiência vencedora do Domingão do Faustão, que cuida da educação dos brasileiros aos domingos, quando as escolas não funcionam, o ex-primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, vai conduzir programa parecido, na RTP. Se o programa não der certo, ele já tem programado um curso de alta costura a fazer em Paris.
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