terça-feira, 25 de maio de 2010

Dora e Arnaldo


Pois bem. Hoje é o aniversário de minha prima Dora e anteontem foi o de seu marido Arnaldo, que nasceram e vivem em Passos de Lomba. São tão unidos que nasceram quase no mesmo dia (faltaria saber em que ano nasceu cada um. Isso fica pra lá)
Tiveram um filho, o José Carlos, que vive no Alentejo mas que vem ao Norte todos os anos para ajudar os pais na colheita das castanhas. O "meu Carlos", como sempre diz a Dora, é casado com Utília, mulher de cabeça feita, e têm uma filha de nome encantador: Sofia.
Só agora me dei conta de que tenho apenas fotos sofríveis dos dois.
Esta, abaixo, subtraí de uma foto mais ampla, de um almoço em casa de Zelinda, irmã de Dora.

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E aqui está Dora, em roupa caprichada (apesar da pose de Vai encarar?, Dora é a pessoa mais doce que conheci em toda minha vida):

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Por fim, o casal, também extraído de foto mais ampla. Ainda pego os dois de surpresa, para foto melhor (escondidinhos, estão Zelinda e seu marido, o incrível Alípio).

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Maria Branca dos Santos


Semana passada, ao ler Visão, dei de cara com entrevista do ex-ministro das finanças de Portugal, Campos e Cunha (apesar do nome, ele é um só). Dizia ele que “o Estado vive há anos num esquema parecido com o da D. Branca”.
Fiquei na mesma.
Hoje, ao ler o Diário de Notícias, deparei-me com o texto de Pedro Tadeu: “Uma crise provocada por os grandes banqueiros e os seus amigos negociarem dinheiro de poupanças e investimentos como se fossem a versão premium da dona Branca.”
Alto lá!
Não sou um português tão ignorante assim. Já sei até quem foi o soldado Milhões!
Mas, afinal, quem terá sido dona Branca?!?
Percebo, então, que minha ignorância não tem fim.
Dona Branca já foi, até, protagonista de novela.
Prometo que vou estudar-lhe a vida até aos mínimos detalhes.
Vai que isso ajude Portugal a sair de seu atoleiro.

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domingo, 23 de maio de 2010

Flores e Festa


As fotos a seguir eu as tirei em Bragança, sexta-feira, 21.

A primeira é tirada da praça da Sé. Vê-se ao fundo, no alto, o castelo de Bragança.

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Esta outra realça as flores da praça, além da Baixinha e da Doga, recuperada depois de uns remédios chineses e algumas sessões de acupuntura.

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Esse jardim é um dos muitos que embelezam a primavera bragançana. Fica a meio caminho entre o IPB (Instituto Politécnico de Bragança) e a Zona Industrial.

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No sábado, fomos a Passos, para a festa de Nossa Senhora da Caridade. Lá pelo meio-dia há missa, seguida de procissão. Não vimos nada disso pois minha família é religiosa mas dá prioridade ao estômago, o que muito me agrada. Ficámos na casa da Zelinda (minha prima) e almoçámos leitão e cordeiro, mais batatas ao murro, legumes etc e tal.
Vejam só como a primavera, em Passos, não poupa nem as pedras à beira dos caminhos e as povoa de flores:

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Consegui obter esta foto da Doga em desabalada carreira, o rabo empinado a denotar inequívoca felicidade. Contudo, maior é a minha, a ver a pequena a correr, livre.

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O altar abaixo fica ao pé do café do Otávio Marcelo. Não sei se reverencia a Nossa Senhora da Caridade ou o quê.
Sou mais ignorante a respeito de símbolos católicos do que a candidata a presidente do Brasil, Dilma Roussef. Perguntada pelo jornalista (vá lá) Datena sobre suas convicções religiosas, em entrevista na TV, enrolou-se toda na referência a Nossa Senhora. O tal Datena, querendo ajudá-la, criou a Nossa Senhora de Forma Geral. Penso que esse altar poderia bem homenageá-la.

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Próximo ao altar, preparava-se o carro de som para a festa da noite. A Doga apavorou-se com o alto volume do som e fugiu. Mostrou mais bom senso que a juventude atual, afundada em toneladas de decibéis.

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De volta à casa da Zelinda, quis fotografar o burro pertencente a meu primo Alípio (cuidado lá com o que dizes, homem!). Ele estava à sombra e a foto não sairia lá essas coisas. Penso que ao perceber isso, aproximou-se de mim, colocando-se ao sol.
Lembrei-me da expressão Pôr o burro na sombra. Acabei por fazer o contrário.

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Ainda Bruna Real


Fiz um post, ontem, sobre a professora de Mirandela que saiu na Playboy.
Pensei que a notícia passaria um tanto em branco: os assuntos do nordeste trasmontano não interessam aos portugueses das metrópoles.
Ledo engano. Hoje, ao ler as revistas que saíram ontem, constatei:
Os dois articulistas de que mais gosto, Ricardo Araújo Pereira (revista Visão) e Alberto Gonçalves (revista Sábado) não conseguiram escapar dos encantos da docente.

É certo que Alberto Gonçalves, além de meu xará (Renato é apenas um pseudônimo), parece ser morador de Bragança. Mas é inegável a atração que o evento provoca em qualquer um que tenha freqüentado os bancos escolares.

Voltei a meus tempos de Colégio Marçal, em Santos. Fiz lá os 3º e 4º anos do curso primário. No 3º, tinha eu meus 9 anos, a professora acabara de ter filho ou estava grávida, não me lembro ao certo. Tinha jeito de mãezona e não me inspirava fantasias sexuais. Ao chegar ao 4º ano, fui entregue aos cuidados da irmã da primeira professora.
Dona Cidinha.
Encantadora.
Preencheu meus dez anos de idade com fantasias incríveis.

Não consigo, simplesmente não consigo, imaginar o que seria de mim se tivesse acesso, na época, a fotos de dona Cidinha inteiramente nua.

Teria eu sobrevivido?

quinta-feira, 20 de maio de 2010

É fogo!


A fogosa cidadã - Bruna Real - de cuja excelência vai aí uma amostra era professora em uma freguesia de Mirandela, cidade próxima aqui de Bragança. Professora de Expressão Musical, diga-se.

CLIQUE PARA UMA IMAGEM MAIS REVELADORA
Deixou-se fotografar pela Playboy e causou previsível alvoroço.

Agora pretende voltar às aulas, pois foi transferida para o Arquivo Municipal em função de sua aparição na revista masculina.

Se conseguir seu intento, penso que o Arquivo Municipal verá o número de seus freqüentadores sensivelmente diminuído. O interesse pela pesquisa deve ter aumentado muito em Mirandela desde sua transferência para o Arquivo.

O que mais me chamou a atenção, logo após a exuberância da mestra, claro, claro, foi o nome da freguesia na qual ela ministrava suas aulas: Torre de Dona Chama.

Os alunos, por certo, viviam a pegar fogo.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

É primavera


Saí, agora de manhã, pra dar umas voltas com a Doga. Céu sem nuvens, 22,4 ºC, quase nenhum vento.
Em um terreno baldio havia flores lindas. Catei algumas e vou ganhar alguns pontos com a Baixinha.

O arranjo está sofrível, mas penso que vai agradar

domingo, 16 de maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

7 de abril de 2.011


Então. Depois de fazer as contas concluí: meu último dia de trabalho será o dia 7 de abril do ano que vem.

Essa história vem de longe. Aos 15 anos de idade consegui meu primeiro aluno particular de matemática. Ele era aluno de minha mãe no Colégio Canadá, em Santos. Terceira série do Ginásio. Quanto a mim, cursava o primeiro Científico.
O pai do garoto procurou minha mãe pra pedir aulas particulares. Minha mãe não podia dar aulas particulares a seu próprio aluno no Colégio. Sugeriu que eu desse as aulas. Engraçado, isso. Hoje em dia dirão que isso era errado. Eu, filho da professora, dando aulas pro aluno dela?! Naquela época, isso soava normal. Ninguém imaginaria qualquer irregularidade. Simples: o normal era que as pessoas fossem honestas. E minha mãe era. O pai do garoto também. Jamais me passou pela cabeça perguntar a ela o que cairia em uma prova que meu aluno faria. E se eu perguntasse, nem sei o castigo que receberia.
Mas isso foi no tempo em que os animais falavam e as pessoas eram – em regra – honestas.
Meu aluno era filho de um cidadão aposentado, de nível elevado. Não me lembro qual era sua profissão. Desembargador? Médico? Acho que era médico legista. Sei lá. Esqueci.Vivia só, com o filho, em um apartamento na Epitácio Pessoa, Santos, rua paralela à praia, uma quadra de distância do oceano. Era obcecado pelo temor de que sua ex-mulher viesse seqüestrar o filho. Só saía sozinho de casa quando eu chegava para a aula. Recomendava que eu não abrisse a porta do apartamento para ninguém. Aproveitava, então, para dar umas voltinhas enquanto eu servia de cão de guarda e de professor de matemática.
Comecei minha primeira aula, como não poderia deixar de ser, tremendo como vara verde (era como se dizia naquele tempo). Poucos minutos depois de ter começado a aula, o pai – que naquele primeiro dia ainda não se aventurara a sair pra passear – veio me perguntar se podia gravar a aula. Podia, claro. Só não disse a ele o que isso significava para meu sistema nervoso.
Aos poucos, constatei que meu aluno não precisava de aulas particulares. Era excelente aluno. Penso que era o pai que necessitava de um guardião que lhe desse uma hora de folga durante três dias da semana. Cumpri meu papel. Ganhei meus primeiros trocados.

Ao começar a cursar a Escola Politécnica, já órfão de pai, já em São Paulo, já com 18 anos, percebi que viver às custas de minha irmã – que passara a bancar a família – não era lá coisa tão respeitável. Tinha de fazer o que sabia: dar aulas particulares de matemática. Fiz isso ao longo de todo o curso de engenharia. Pelo menos, já não pesava tanto na contabilidade da mana. No último ano, consegui uma promoção: comecei a dar aulas em cursinho para vestibulares.
Fiquei algum tempo nisso. Até querer casar e procurar emprego mais aceitável pelos pais da namorada. Um estagiozinho na Light e pronto: desemboquei no Instituto de Matemática da USP, recém constituído.
Preso, perdi a condição de acadêmico. Virei subversivo recolhido à prisão.
Voltei à USP depois de solto, em condicional.
Por querer ter filhos, resolvi correr pra iniciativa privada, onde se ganhava mais.
Lá fiquei quase 20 anos.
Fui bem sucedido. Tive meus altos e baixos, como quase todo mundo.
Por me perceber sem vocação para empresário, o que seria a evolução natural, refugiei-me no serviço público.
Chego ao final. Que – pra mim – é um início.
Jamais vou me esquecer do dia em que saí de uma aula particular ali perto do Parque do Ibirapuera. Tinha ainda 18 anos. Dirigia o Fusquinha de minha mãe de volta pra casa quando tive o insight. Por ironia, em frente à Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo:
Vou ter de trabalhar a vida toda se quiser comer.
Senti um calafrio percorrer minha espinha.

Fiz exatamente isso durante 50 anos, mais ou menos.
Houve momentos, quando trabalhava na Promon Engenharia, por exemplo, em que levantava de minha mesa, me refugiava no banheiro e chorava violentamente até descarregar toda minha frustração.
Mas, de choro em choro, de riso em riso, criei três filhos maravilhosos e quase transformo esse post em texto de auto-ajuda.

Vou pra Portugal perder meu lugar.

Perder meu lugar e ganhar uma vida sem trabalho, na mais pura vagabundagem.
Falta pouco.

domingo, 2 de maio de 2010

Joia rara


Há muito esperava a publicação do livro sobre Passos, de meu primo Orlando.
Imaginava eu que seria um detalhamento dos parentescos dos habitantes de nossa aldeia.
Acabo de ler o livro finalmente publicado.
É bem mais do que eu imaginava.
Orlando descreve a Passos dos anos trinta do século passado, período em que ele - nascido no Brasil - lá viveu. É incrível que ele, mesmo sendo criança de menos de 8 anos na época, lembre de tantos detalhes da vida aldeã.
Nos últimos capítulos, enumera as alterações que foi constatando em suas viagens posteriores à Zona da Lomba.
O livro acaba por ser uma fotografia fantástica de um Portugal afastado dos roteiros turísticos.

Clique para ver Passos. Não sei quem fez esse pequeno filme

P.S.: Vou perguntar a ele como se deve fazer para adquirir o livro. Explico depois.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Arca de Noé

Arca de Noé - reprodução
Quem procura acha. No caso, acha que achou.

O Diário de Notícias relata, hoje, que exploradores (ops!) evangélicos chineses encontraram a Arca de Noé.

Mais uma.

Um tal de O Pesquisador Cristão relata vários outras descobertas do gênero.

Se pudéssemos juntar todos os pedaços da Arca de Noé presumivelmente encontrados, seria possível construir dezenas delas.

É mais ou menos o que acontece com a cruz de Cristo ou com pedaços do Santo Sudário ou com pregos da cruz. Com as relíquias de modo geral.

Santo Sudário - um deles
Prego da Cruz

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Notas clericais


Agora vai!

O problema da pedofilia na ICAR chegou ao bolso. Agora o vice-deus vai ter de agir.

Piada pronta

Um padre siciliano criou, há 14 anos, uma associação para combater a pedofilia. O Papa elogiou o trabalho da tal associação.
O nome da associação: Associação Meter.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O fim do mundo


Em 1.974, fiz uma aposta com um colega de trabalho:
Ele garantia que o mundo iria acabar em 20 anos.
Quanto a mim, já era de opinião que o mundo acaba quando eu morrer. E, naquela época, não planejava morrer nos 20 anos seguintes. Aliás, continuo assim.
Quando chegamos a 1.994 pensei em procurar o antigo colega mas não consegui reunir entusiasmo suficiente para isso.
Esse colega era (ou é, sei lá) estudioso de textos apocalípticos. Pertencia a uma denominação evangélica com nome pouco expressivo (Igreja Cristã ou algo assim), bem ao contrário das seitas neopentecostais dos dias de hoje: Igreja Universal, Igreja Mundial, Igreja Planetária, Igreja da Via Láctea etc etc.

Lembrei-me dele a propósito desse vulcão da Islândia que já começa por situar-se em geleira com nome impronunciável.
Fui ao Apocalipse e encontrei:

Apocalipse 9:2 – E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como a fumaça de uma grande fornalha; e com a fumaça do poço escureceram-se o sol e o ar.


Bingo!

Não sei (na verdade, não tive paciência para me informar) a quantos anos do final dos tempos está essa fumaça. Mas, no versículo seguinte pode-se ler:

Apocalipse 9:3 – Da fumaça saíram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o que têm os escorpiões da terra.


É fácil imaginar a quantidade quase infinita de interpretações as mais malucas pra essa história dos gafanhotos. Afinal, a turma da Teologia anda meio sem ter o que fazer já faz um bom tempo.

Gostei mais desta, veja só:

Outros pensam tratar-se de algum papa ou bispo, ou mesmo de algum concílio eclesiástico que contribuiu para “obscurecer as doutrinas cristãs” ou “distorcer as escrituras”
[Russel Norman Champlin in O Novo Testamento Interpretado, vol 6]

Considerando a seqüência de besteiras que o Vaticano vem perpetrando, acho que os que bolaram essa interpretação acertaram na mosca.

Ou no gafanhoto.

Capivara no rio Pinheiros

Clique para saber mais sobre capivaras
Uma sugestão para quando você - que (sobre)vive em São Paulo - estiver parado em congestionamento em uma das Marginais: fotografe capivaras.
Ajuda a passar o tempo.

Ora, as leis

Clique para ampliar
No Brasil é assim: a placa avisa que ônibus e caminhões não podem fazer retorno nesse local. O ônibus faz e pronto. Fica tudo por isso mesmo.
E se alguém resolver advertir o motorista do ônibus corre o risco de levar um tiro.

Que país maravilhoso!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Progressos


Em relação a Portugal, não posso ainda afirmar que esteja a progredir em meus conhecimentos. Estou, isto sim, na fase de tomada de consciência de minha ignorância, o que é um bocadinho diferente.
Minha última descoberta vem a propósito das comemorações do centenário da República: a existência do Soldado Milhões.

Clique para ler sobre as homenagens ao herói transmotano
Gostei imenso de saber que o nome dele era, na verdade, Aníbal Augusto Milhais. Mas a saudação que lhe teria feito um comandante português ampliou a série de trocadilhos patrióticos. Teria dito o emocionado comandante:

- Tu és Milhais mas vales Milhões!

Só não percebi se foi o Milhões que salvou das águas o tal médico escocês ou se foi o contrário.
O relato da Novopress afirma:
Quatro dias depois da batalha, encontrou um médico escocês que o salvou de morrer afogado num pântano.
Já a Wikipédia inverte:
Quatro dias depois do início da batalha, encontrou um médico escocês, salvando-o de morrer afogado num pântano.

Quanto a mim, prefiro a primeira versão por uma razão muito simples: empatia.
Explico: eu – tal qual o soldado Milhões - costumo ser salvo das águas por um escocês de, no mínimo, 12 anos.
On the rocks.

domingo, 18 de abril de 2010

Copa do Mundo de Futebol



Dia desses, um empresário que conheço me disse que iria participar de um seminário sobre temas de sua área de atuação. Local do encontro: Cidade do Cabo, África do Sul.

Disse mais: que foi aconselhado a não sair nunca do hotel em que ficaria hospedado e onde se daria o evento. Isso graças ao hábito dos assaltantes da Cidade do Cabo de estuprar suas vítimas, além de aliviá-las de seus pertences. Passou então pela minha cabeça a ideia de que o nome da cidade poderia resultar de um trocadilho infame, caso a língua nativa fosse o português.

Clique para ler a respeito da Cidade do Cabo
Depois de seu retorno, contou-me:
Certo dia, por ter se prolongado até o meio da tarde a reunião da manhã, resolveu – junto com outros participantes do seminário – sair do hotel para comer alguma coisa nas proximidades. Por estarem em grupo, nada de anormal (para eles) aconteceu.
Quando regressavam ao hotel, em torno das seis da tarde, notaram que todas as lojas já estavam fechadas e com barricadas em frente a elas.

Agora que já contei, podem ir assistir à Copa do Mundo sossegadinhos.
Boa sorte.

Que lobby é esse?


Li, ontem, que o ex-cirurgião plástico Farah foi solto menos de dois anos depois de ter sido condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato e esquartejamento da amante.
Eu disse es-quar-te-ja-men-to.
Não sei se ele realmente fez isso ou não. Sei que ele foi condenado por isso.
Por que só menos de dois anos de prisão?
Diga-se que esse tempo é grande. Sei disso por ter passado tempo semelhante na cadeia. Não é fácil.
Mas se a justiça estipula 13 anos, por que soltar o cidadão com menos de 15% de cumprimento da pena?
E o caso do cidadão solto em Goiás, que logo em seguida violentou e matou seis jovens?
É notório que a avassaladora maioria da população brasileira é radicalmente contrária a esse sistemático abrandamento das penas. Ao contrário, o povo clama por penas mais pesadas para a maioria dos crimes.
Mas há um incrível lobby que impede que essa vontade da maioria se torne eficaz.
Que lobby é esse?
Quais os interesses que lhe dão força?
Para mim, mistério.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Os responsáveis somos todos


A tragédia do Morro do Bumba, Niterói, na qual – dizem – morreram mais de 200 pessoas, resultou de conluio entre população e autoridades.
Em 2.004 já especialistas alertavam para o problema: as casas estavam sendo construídas sobre um lixão. Na época, parece que eram apenas 14 casas.
Teria sido mais fácil removê-las de lá. Mas, se algum político resolvesse promover essa desocupação, seria contestado por movimentos sociais e perderia votos.
Por isso, a situação foi se agravando.
Até explodir. Literalmente.

A grande visibilidade que essa tragédia obteve é resultado de ter ocorrido de repente. De uma vez só.
Em São Paulo, a negligência das autoridades diante da proliferação de motoboys provoca muito mais mortes. Mas, como a coisa se dá ao longo do tempo – e não numa tacada só – a população se acostuma e se acomoda.
Morrem quase 400 motoqueiros todo ano no trânsito de São Paulo. São dois morros do Bumba todo ano. Morrem por que não respeitam leis de trânsito, trabalham pressionados pelos prazos de entregas de encomendas, não têm formação adequada para conduzir as motos etc etc. Mas, a essa altura, já são um enorme contingente de eleitores. Os políticos, ao invés de acabar com esse absurdo, freqüentam o sindicato dos motoboys em vésperas de eleições e fazem de conta que se trata de categoria profissional normalíssima.

As leis, para os brasileiros, servem às vezes. Se a legislação não nos atrapalha, somos legalistas.

E as tragédias vão continuar. Como na anedota do escorpião, é da nossa natureza.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Presidiário generoso


Estava eu aqui, trabalhando, quando meu celular acusa o recebimento de um torpedo.
Constato que o torpedo vem de um telefone de Rondônia (55 69 84640139).
E diz:

REDE RECORD INF>
PARABENS VOCE GANHOU
UM CITROEN C 4 PALLAS +
5 MIL REAIS. SUPER
LEILAO 2010. INF>LIGUE
GRATIS DO SEU TEL FIXO/
0 31 85 9644 9563
.SENHA. (6886).


O telefone para o qual ele sugere que eu ligue é de Fortaleza ou de alguma outra cidade do Ceará.
É o que dá preso não ter o que fazer.

domingo, 4 de abril de 2010

Fado do saloio ensandecido


Sergio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, mostrou - com o Samba do Crioulo Doido - até onde pode chegar a loucura provocada pelo excesso de informação engolida sem critério. Por referir-se ao Brasil, situou seu personagem no carnaval carioca, resumo do país.




Já Portugal, que tem no catolicismo um de seus pilares, situa sua loucura na religião. Uma socióloga do Porto fez pesquisa e concluiu que um quarto dos portugueses não crê na vida eterna. Até aí, um ateu como eu poderia ficar feliz: muita gente em Portugal está a abrir os olhos. Ledo engano. Desse um quarto, 10% são de católicos que vão com freqüência à missa. Ou seja, comem a embalagem e jogam o doce fora.
Chamei a isso, por analogia, Fado do Saloio Ensandecido.

sábado, 3 de abril de 2010

De padres pedófilos

Sou do tempo em que os comunistas é que comiam criancinhas.


* * *


Parece que os padres fizeram uma leitura no mínimo discutível de Lucas 18:16, aquele versículo em que Jesus diz: Deixai vir a mim as crianças...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Artur do Rio


Ontem foi um dia triste. Para mim e para muitos parentes meus. Morreu meu primo Artur, aos 72 anos. Primo por afinidade, diga-se. Na verdade, primo de meus primos.
Português, da Zona da Lomba, Vinhais, Bragança, vivia há muitos anos em São Paulo.
Como típico lusitano, tinha padaria. No Ipiranga.
De vez em quando, convidava-me para uma caldeirada com fado. Compareci a uma delas.
Durante o velório conversei com sua esposa, Maria.
Contou-me que Artur arrumou-se, de manhã, para ir à padaria. Nessa altura ela já saíra às compras de mantimentos.
Ele, quase ao sair, sentiu-se mal. Telefonou a um dos filhos, que mora perto.
Disse que não estava bem. O filho foi apressado à casa do pai.
Ao lá chegar já o encontrou estendido no chão, com o cão a protegê-lo.
Faleceu pouco depois, apesar dos cuidados de bombeiros e policiais que acorreram a sua casa.

Maria contou-me que poucos dias antes Artur fizera seu check up anual. Nas vésperas, levara o resultado tranqüilizador ao médico.
Tudo corria no melhor dos mundos.

Contudo...

terça-feira, 30 de março de 2010

São demais os perigos desta vida...


...para quem vai a um cartório.

Vinicius de Moraes que me perdoe a paródia.
É que hoje vivenciei algo, para mim, enigmático.
Uma tia minha, sem filhos, solteira, começou - há uns poucos anos - a apresentar sinais de demência.
Um primo meu, também sobrinho dela, foi com ela e comigo a um cartório para que ela nos outorgasse uma procuração para cuidarmos dos bens dela.
Não nos demos conta, na ocasião, de que a procuração nos foi dada para agirmos em conjunto.
Dia desses, meu primo foi ao banco para acertar a senha da conta bancária de nossa tia e foi alertado para o detalhe: era preciso que nós dois fôssemos juntos ao banco para podermos alterar a senha.
Ele, então, me pediu que eu fizesse uma procuração para que ele pudesse me representar nos atos referentes a nossa tia.
Fui a um cartório hoje de manhã, expliquei a situação e fui informado de que não era possível fazer a tal procuração.
- Minha senhora, disse eu, tentando ser o mais educado possível, se minha mulher e eu quisermos vender um imóvel, os dois têm de assinar a escritura, não é verdade? Se eu quiser, posso passar uma procuração para minha mulher e ela poderá passar a escritura assinando por ambos, perfeito?
A atendente concordou.
- Então, continuei, se meu primo e eu temos de praticar juntos qualquer ato referente a nossa tia, não posso passar uma procuração para que meu primo assine por ambos? Não é a mesma situação do exemplo que dei antes?
E ela, impassível:
- Não. É completamente diferente.
Não satisfeita, a atendente ainda acrescentou:
- O senhor e seu primo podem subestabelecer para uma terceira pessoa.
E eu:
- Quer dizer que podemos atribuir a qualquer um o direito de representar nossa tia. Mas esse qualquer um não pode ser meu primo.
- Isso mesmo, ela concordou.

Saí do cartório pensando em meu antigo mestre, Newton da Costa.
Tantos anos queimando pestanas pra desenvolver sua Teoria das Lógicas Inconsistentes. Bastaria visitar um cartório e bater um papinho com algum solícito atendente.

domingo, 28 de março de 2010

A propaganda e os SUV


Liga-se a TV e lá estão os valentes Pajeros saltando sobre dunas imensas, em uma paisagem desértica.
Aí o sujeito se empolga, compra um e cai naquilo: vai cedo para o trabalho, gastando mais de uma hora nas marginais Tietê ou Pinheiros a estonteantes velocidades inferiores a 30 km/hora. Final do dia muda o sentido dessa total falta de sentido. É a volta pra casa ouvindo a rádio que explica detalhadamente porque ele está parado há tempos no trânsito infernal de São Paulo.

Há pouco tempo, passei a implicar com esse tal de Tucson, da Hyundai. Tudo porque apertei o botão errado do controle do portão da garagem de meu prédio e consegui dar um peteleco no Tucson de um vizinho que saía. Isso me fez gastar uma nota alta pra pagar o conserto.
Diante do chilique que meu vizinho aprontou, resolvi investigar um pouquinho o tal Tucson.

Resultado:

Hoje mesmo, se você abrir a Folha de S.Paulo vai encontrar páginas e mais páginas de propaganda desse trambolho (aliás, não só hoje: todo santo dia).

Veja só o que afirma a tal propaganda:

CLIQUE PARA AMPLIAR

Como você talvez não consiga ler as letrinhas miúdas, transcrevo:
O Tucson foi eleito o melhor SUV compacto entre todos os modelos de todas as marcas, no seu lançamento nos EUA, nos estudos de Qualidade Inicial (Initial Quality Study - IQS) realizados pelo J.D.Power, a maior autoridade mundial em pesquisas de satisfação do consumidor.

A J.D.Power, que o anúncio afirma ser a maior autoridade mundial em pesquisas etc e tal, pode ter chegado a essa conclusão na época do lançamento do Tucson nos EUA, mas hoje, se você for ao site da J.D.Power vai encontrar o seguinte:

Quanto ao tal de IQS:

CLIQUE PARA IR À PÁGINA DA FIGURA
Repare que eu classifiquei os veículos pela coluna de resultado global, em ordem CRESCENTE. Ou seja, o Tucson é o PIOR.

Quanto a um aspecto que eles chamam de Dependability (se você quiser saber do que se trata, clique na figura e pesquise no site. Eles explicam.):

CLIQUE PARA IR À PÁGINA DA FIGURA
Aqui o Tucson se saiu melhor: ficou em terceiro lugar (aqui, a classificação está em ordem DECRESCENTE).

Finalmente, o item APEAL (Automotive Performance Execution and Layout):

CLIQUE PARA IR À PÁGINA DA FIGURA
Neste quesito, o Tucson voltou ao último lugar.

Me parece que esses são os três itens de avaliação por categoria de automóvel. Se você quiser, visite o site clicando na figura abaixo:

CLIQUE PARA IR À PÁGINA DA FIGURA
Diga-se: não entendo bulhufas de automóvel, marcas, modelos, coisas assim.
Mas costumo sentir o cheiro de engodo quando tentam me enganar.
Mais: acho divertido apreciar a classe média paulistana correndo ao crediário para subir nos tais SUV asiáticos e gastar horas nos engarrafamentos de trânsito, sonhando com paisagens inóspitas do Saara.

terça-feira, 23 de março de 2010

Ads


Como todos os bairros de São Paulo, o meu também tem vários jornaizinhos e revistinhas de propagandas dos estabelecimentos comerciais da região.
Hoje, recebi um deles.
Dois anúncios chamaram minha atenção:
Um implora que você matricule seus filhos na escolinha de inglês:

CLIQUE PARA AMPLIAR
Até aí, vá lá. Afinal, com três anos uma criança não tem obrigação de saber como se escreve Universidade.
Mas um outro quer me queimar vivo:

CLIQUE PARA AMPLIAR
Aí já não gostei.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Salada russa


Lula compara dissidentes cubanos a bandidos paulistas. Glauco, o cartunista, é assassinado e a gente passa a saber que ele era bispo de uma religião centrada no tal de Santo Daime. E, parece, um pouquinho de maconha.
O novo presidente toma posse no Chile e a terra não pára de tremer. Em Pernambuco, também agora se sabe, treme sempre.
Até na minha pacata Bragança, Portugal, bateu – noite dessas – um vento de uns 140 km/h.
Em meio a tudo isso, 2.010 é – para mim – o último ano de trabalho no Brasil. É verdade que comecei a trabalhar aos 15 anos. Certo que foi só um aluno particular de matemática que me forneceu meus primeiros trocados.
Trabalhar, trabalhar, mesmo, só a partir dos dezoito. Daí pra frente não parei mais. Quase cinqüenta anos. Mas, pra contar tempo para aposentadoria, ainda preciso de mais um ano pra chegar aos trinta e cinco. Foram vários anos de trabalho sem qualquer registro. Uma carteira profissional furtada, sem que eu conseguisse recuperar todos os registros contidos nela.
Além disso, houve o tempo de prisão e o tempo imediatamente posterior. Quando fui preso, era contratado pelo Instituto de Matemática e Estatística da USP (IME). Voltei a dar aulas no IME quando saí do presídio Tiradentes. Fiquei lá um ano e meio sem que ninguém se aventurasse a solicitar à Reitoria um novo contrato para mim. Claro, quem fizesse isso ficaria imediatamente queimado. Pelo crime de pedir recontratação de ex-preso político, ainda com os direitos políticos cassados por 10 anos.
Quando pedi contagem de tempo para aposentadoria na USP, me reconheceram o tempo decorrido desde o início de meu contrato até minha prisão.
Entrei com pedido, na Reitoria, para que contassem o restante do tempo. Comprovei tudo direitinho. Disseram-me que reconheceriam o tempo em que estive preso até o final de meu contrato. Quanto ao resto, deveria solicitar à tal Comissão de Anistia.
Ou seja, reconheceram que – por ter sido preso (melhor seria dizer: seqüestrado) – era justo contar o tempo em que estive preso. Bem. Só que apenas até o final de agosto de 1.972, quando venceu meu contrato.
O fato de ter ficado preso até início de 1.973 já não é problema deles. Talvez pensem que fiquei preso por gosto. Sei lá.
E depois de sair da prisão? Dei aulas, fiz cursos de pós-graduação, passei no exame de qualificação para o mestrado, trabalhei na dissertação de mestrado.
Mas, como ninguém teve coragem de sequer pedir minha recontratação (disseram que eu ficasse vivendo de bolsa do CNPq até que viesse a anistia), a Reitoria entende que não tenho direito a nada. Ou melhor, resta-me o direito de solicitar o reconhecimento desse período à Comissão de Anistia.
Fiz isso há mais de 2 anos. Meu processo continua parado no protocolo da Comissão.
Se a tal Comissão reconhecesse o ano e meio em que trabalhei sem registro (além dos últimos meses de prisão) eu já estaria aposentado.
Como já perdi a esperança de que algo aconteça saído dessa Comissão, vou aguardar o início de março de 2.011 para ir embora desse arremedo de país.

Dia desses pensei: não faz sentido ficar angustiado, à espera de que chegue março do ano que vem. Melhor é curtir este ano de trabalho pois será o último. Imagino que, uma vez aposentado, bata vez em quando uma saudadezinha do tempo em que trabalhava. Afinal, foi o que fiz quase a vida toda. Aí, poderei lembrar deste último ano e curtir meus mixed feelings: que bom estar aposentado/que bom ter trabalhado.

Eis senão quando, do nada, nossa cadelinha, ela, a Doga, aparece arrastando as patas traseiras sem poder andar.
Diagnóstico: hérnia de disco.
Depois de alguns dias tristes, com o espectro de ter de sacrificá-la a rondar nossas cabeças, hoje uma especialista garantiu que ela volta a andar em poucos dias.
Começou a fazer acupuntura e parece já demonstrar sinais tênues de recuperação.

Pode parecer incrível, mas – diante disso – tudo mais virou pano de fundo.

Pra recuperar um pouco da alegria da Doga em movimento, lá vai mais um filminho dela a brincar na neve de Bragança:

terça-feira, 9 de março de 2010

Divertimento à vista


Como tudo no Brasil anda muito chato, sugiro uma leitura divertida:
O blogueiro de Veja, Reinaldo Azevedo, e Janer Cristaldo, parece que blogueiro sem Veja, terçam lanças por Dulcinéia.
Janer chama Reinaldo de “recórter tucanopapista hidrófobo”.
Reinaldo devolve a bola com “a Criada Juliana, a louca barbuda que tem delírios eróticos comigo”.
Ambos garantem não dar a mínima bola para o outro, mas a baba que escorre dos posts os contraria.
Só pra começar, leia isto, isto e isto.

Mas há mais. É só procurar.

A menos que você seja aquele sujeito positivo da frase:
Enquanto Dom Quixote terçava lanças por Dulcinéia, esta esquentava a cama com um cavaleiro menos andante e mais positivo.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Nudez e transparência


De uns tempos pra cá, a subprefeita da Lapa, em São Paulo, Soninha Francine, começou a se deixar fotografar nua – ou quase – por algumas revistas.
A imprensa passou, então, a cobrir o assunto (eta expressãozinha chegada a um trocadilho), sempre roçando muito de leve a questão central.

Soninha
Dois exemplos:

Na coluna de Mônica Bergamo, ontem, na Folha, lê-se a certa altura da entrevista com Soninha justamente a propósito das tais fotos:

FOLHA: O prefeito Gilberto Kassab soube dessa foto?
SONINHA: Ah, não, não. Nem me ocorreu [conversar com ele sobre isso] O prefeito é meu chefe na subprefeitura, não no que mais eu faça por aí.
FOLHA: E o governador José Serra, que é seu grande conselheiro? Você o consultou? Ele viu as fotos?
SONINHA: Ah, também não. Eu consulto os amigos várias vezes quando eu tenho dúvida. Tipo: “O que você acha que eu faço?”. [Desta vez] Eu não tinha dúvidas, não consultei ninguém


(a entrevista completa aqui, para assinantes Folha ou UOL)

Na edição de 5 de março de 2.010 de seu site na Internet, Giba Um dá a seguinte nota:

Provocação
Como a subprefeita da Lapa, em São Paulo, Soninha Francine, vai aparecer seminua na seção Mulheres que Amamos, na próxima Playboy e já disse que, se for para tirar tudo, preferiria a revista Trip, onde as fotos seriam “mais artísticas”, a publicação já está acertando com ela o ensaio, com direito a uma entrevista. Aos mais íntimos, contudo, Soninha confessa: “Ele deve estar se roendo de ciúmes”. Em toda essa novela de nudez, está incluída uma legitima vendetta feminina para provocar um romance secreto.


Junte uma nota à outra e você perceberá do que todos (não) estão falando.

terça-feira, 2 de março de 2010

E, afinal, Elvis


Stephen Hill


Uma coisa puxa a outra. Stephen Hill:

Buddy Green


E por falar no gênio de Crouch, aí vai Buddy Green, outro gênio, cantando do jeito que - penso - meu pai gostaria de ouvir. Suavemente:

Andrea Crouch


Dado que falei nele, aí vai um vídeo dele com voz e outro já sem ela. Gênio faz com ou sem.



No more crying there


As tragédias se repetem nos últimos dias. Nada como cantar com Cece Winans e Andrae Crouch.

Stand by me


Aqui vai a perfeição em harmonia: os Florida Boys cantam Stand by me:



domingo, 28 de fevereiro de 2010

Quase


Ethel Waters é quase uma prova da existência de Deus.
Ei-la cantando His eyes is on the sparrows (Deus cuida até dos pardais):



E, depois dela, Lynda Randle, com a mesma música:



Pra terminar, Lynda Randle, a fantástica Alicia Williamson e Lillie Knauls. De novo, o cuidado de Deus com os pardais e, a fortiori, conosco.

Guardem os estilingues e curtam:

Fé é pra quem pode


Pois é. Fé não é pra quem quer. É pra quem pode.

Não tenho fé. Ao menos no sentido de crença em Deus. Ou em Jesus, como filho de Deus.

Isso não me impede de ter paixão pela música evangélica. Particularmente quando dirigida por Bill Gaither.

Vão aí algumas poucas amostras do que o homem é capaz de produzir. Seguem duas composições dele e da esposa, Gloria.

Because He lives interpretada pelo quarteto de Bill Gaither (com a formação, da esquerda pra direita: David Phelps, Guy Penrod, Marshall Hall e, claro, ele, Bill Gaither) e, depois, pela incrível Allison Durham Speer:





E The King is coming, com o quarteto (com a formação: David Phelps - reparem no alcance da voz dele -, Guy Penrod, Mark Lowry e Bill Gaither). O vídeo começa com a esposa de Billy Graham contando que sua mãe, antes de morrer, pedia sempre a ela que colocasse pra tocar essa música. Ao final Bill Gaither, que faz o baixo, chama George Younce (baixo profundo) pra reforçar os graves:

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Ainda sobre David Phelps


No post acima disse para prestarem atenção na amplitude da voz de David Phelps. Talvez não tenha dado pra preceber, no meio do quarteto.
Não custa nada mostrar David Phelps esbanjando voz no It is well with my soul, que eu - na infância - aprendi como Sou feliz com Jesus.
Sente só:



Se você quiser, a gente põe o Guy Penrod junto:

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Bom domingo!


Você que acordou cedo neste domingo, fique com a Alvorada de Cartola:

As rosas falam


Pois é. Luciana e Jairzinho (filhos do cantor Jair Rodrigues, que durante anos fez dupla com Elis Regina no Fino da Bossa, na TV) foram alunos do Colégio Rio Branco, em São Paulo, quando meus filhos estudavam lá. Havia (deve haver ainda) o prêmio Rotary, que premiava anualmente os melhores alunos de cada turma. Os filhos de Jair Rodrigues sempre ganhavam o prêmio. Mais: Jairzinho era, simplesmente, o melhor aluno de todo o colégio.
Por isso, e por que interpreta maravilhosamente, aí vai Luciana interpretando Cartola:

Acontece


E já que falei em Cartola:

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O mundo é um moinho


Título de uma das músicas mais fantásticas da MPB (música popular brasileira). Cartola, seu compositor, fez outras tão lindas quanto. As Rosas não Falam, por exemplo.
Isso, sendo morador de morro no Rio de Janeiro, negro, tendo trabalhado até como guardador de carros na rua.
Comecei a ouvir, no You Tube, algumas gravações de O mundo é um moinho.
A do próprio Cartola é cheia de erros de português. Ele tinha crédito. Tudo bem.



Depois, a interpretação de Cazuza. Fora alguns exageros, gostei dela. Só que ele poderia ter tido o cuidado de consultar alguém para arrumar as concordâncias da letra. Nada. Ficou tudo bastante errado. Paciência.



A interpretação de Ney Matogrosso corrige os erros de português (vá lá...). É boa.



Há, também, uma interpretação de Beth Carvalho. Convencional, como tudo mais nessa cantora/empresária-de-esquerda.



Pro meu gosto, falta uma interpretação de pai pra filha. Uma voz grave, amadurecida, que cante esse conselho de um pai a uma filha afoita e desgarrada.
Deve existir.
Alguém conhece?

Convicções


Durante muitos anos fui um cara cheio de convicções. Minha irmã mais nova dizia, com razão, que eu era missionário. Aquele que assume missões. Que procura convencer todo mundo da validade de suas idéias.
Esse tempo desmanchou-se aos poucos. Restam dele alguns retalhos.
Meu pai, esse sim, era missionário.
Centrava no fundamental e deixava o acessório de lado.
Hoje, gosto mais do acessório.
Mas me fascina lembrar de meu pai, com suas idéias inabaláveis, suas convicções invencíveis. Certo que isso custava a ele meia hora por dia de “repouso”. O médico recomendou que ficasse nu (a menos de uma pudica cueca samba-canção), deitasse na cama como Cristo pregado na cruz, com a vantagem de travesseiros de apoio ao invés dos incômodos pregos que devem ter atormentado Jesus.
Isso ele fazia com religiosa assiduidade.
Não adiantou muito. Aos 55 anos um derrame fulminante na nuca acabou com ele.
Mais valia ter tomado remédios para hipertensão com regularidade.

Quanto a mim, depois de querer ter sido Billy Graham, depois de ter tentado ser Lênin, recolhi-me à minha insignificância e já tenho quase idade para ser pai de meu pai.
Chego aos 65 anos com a firme convicção de não mais possuir convicções. Será?

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Quem viver verá


Lá pelo final da década de 50 do século passado, me lembro de presenciar a conversa de meu pai com um rapaz membro da Primeira Igreja Batista de Santos, o Américo, que foi até nossa casa para pedir sua exclusão da igreja por ter decidido tornar-se jogador profissional de futebol.
Claro que meu pai tentou dissuadi-lo. Mas ele ficou firme.
Nunca mais ouvi falar dele.

Já na década de 80 surgiram os Atletas de Cristo. Foi o primeiro passo para que, hoje, quase tudo quanto é jogador brasileiro de futebol atribua seus gols à graça de Cristo.

Agora, 2.010, surge a primeira (penso eu) escola de samba (ou bloco carnavalesco, sei lá) batista. É da Primeira Igreja Batista de São José dos Campos.
Se você clicar na figura abaixo, de uma porta-bandeira, poderá ouvir o samba do grupo.

CLIQUE PARA OUVIR O SAMBA ENREDO
Me pergunto se viverei o suficiente para tomar conhecimento da inauguração do primeiro puteiro evangélico no Brasil.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Nunca neste país

CLIQUE PARA LER O ARTIGO NA ÍNTEGRA
Lula deve ter ficado muito chateado com as escolhas de Moisés Naim. Afinal, ele precisa ser o primeiro em tudo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Cantigas infantis


Cantigas infantis encerram mistérios, ao menos para mim.
Que dizer, por exemplo, desses versos:

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Imagino o garotão, baile em andamento, a sugerir à menina:
- Vamos brincar de escravos de Jó?
E diante da ignorância dela:
- É aquela brincadeira do "tira, bota, deixa ficar".

sábado, 30 de janeiro de 2010

Versos trasmontanos


Quando chegámos com a Doga na aldeia, meu primo Alípio me fez conhecer esses versos:

Cu de mulher
e focinho de cão
não conhecem v'rão.


Diga-se, para quem não sabe, que "cu", ao menos no norte de Portugal, denota o que no Brasil se chama "bunda", ou mais pudicamente "nádegas".
E "v'rão" é a estação do calor, ou seja, o verão. É assim que se pronuncia, da mesma forma que "peru" é "pru".

Ou seja, os versos afirmam que bunda de mulher e focinho de cão são sempre frios.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Doga se despede do Porto


Doga adorou Portugal. Principalmente Bragança.
Esbaldou-se na neve.
É verdade que ficou um tanto cansada tendo que caminhar ida e volta do hotel, no Porto, até o Consulado Brasileiro, atravessando algumas quadras da Av. da Boa Vista.
Mas, depois, descansou.

CLIQUE PARA AMPLIAR
Finda a viagem, chegou à casa paulistana sem muito entusiasmo, para minha surpresa.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Superstição inútil


No hotel em que ficámos, no Porto, não existe o 13° andar. Imediatamente acima do 12° fica o 14° andar. Aliás, isso é muito comum em hotéis.

Nos elevadores o 13 não aparece nem no painel com os botões dos diversos andares nem no luminoso que indica os andares pelos quais os elevadores passam.

Acontece que o limite de passageiros, nos elevadores, é justamente... 13.

E o 13 conseguiu seu lugarzinho no painel do elevador.

CLIQUE PARA AMPLIAR

Evolução


CLIQUE PARA VER COMO ERA... HÁ POUQUÍSSIMO TEMPO

30ª Feira do Fumeiro - Vinhais

CLIQUE PARA LER A PROGRAMAÇÃO

domingo, 24 de janeiro de 2010

De volta a Sampa


Na quinta, 21, chegámos ao Porto e fomos logo ao Consulado Brasileiro pra saber se seria viável conseguir a autenticação do Certificado Zoossanitário na sexta.
Disseram-nos que seria tranqüilo.
O que não foi - nunca é - tranqüilo foi sair de Bragança. Há a enorme preocupação de não estar a deixar nada de fundamental para trás: passaportes, chaves (chaves de Bragança, para o retorno futuro, chaves de São Paulo para entrar em casa etc etc), tudo desligado (água, aquecimento etc etc). Ufa!
Parece que nada foi esquecido. Tomara.
A viagem, pela TAP, foi boa. Pouca turbulência. A Doga resistiu bem. Já havíamos passado pelo Nada a Declarar da Receita Federal e o fatídico Certificado Zoossanitário continuava ignorado pelo mundo burocrático em Guarulhos.
Será que iríamos embora sem que ninguém o solicitasse?!
Finalmente, uma veterinária solícita apareceu e o exigiu. Fez nele várias anotações e o seqüestrou definitivamente.
Ainda bem. Que todo o esforço de quinta e sexta não tivesse sido em vão.
Já em casa, toca a religar tudo: telefones, Net, computador etc etc.
E a vida continua.
Amanhã, avisar a todos que cá estamos.
Segunda, de volta ao trabalho.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Restaurantes de Bragança


Pois é. Já há mais ou menos uma dúzia deles que conheço e que recomendo.
Vamos a eles. Não darei links porque basta consultar mestre Google e pronto.
Primeiro de todos: o requintado Solar Bragançano. Fica bem no centro, praça da Sé e serve pratos maravilhosos, acompanhados de música erudita e servidos pelo casal proprietário, de uma gentileza sem limites.
Depois dele, o O Silva e O Javali são os melhores. O Silva é um restaurante tipicamente português, cozinha impecável, serviço idem. Uma refeição lá, para um casal, com vinho excelente, coisa e tal, fica na casa dos 40 e poucos euros. O mesmo é possível dizer de O Javali, que fica na saída para Portelo. Acrescente-se que a carne de vitela é maravilhosa. E o preço é da mesma ordem de O Silva.
Já o Geadas é muito bom mas é mais pra turistas.
Há o Acácio e o A Gôndola, restaurantes simples mas de relação custo/benefício excelente.
A Taberna do Xastre, já em Rabal (mas muito próximo de Bragança, coisa de pouquíssimos minutos), se orgulha de sua carne grelhada apenas com sal.
Lá em Casa, Dragão D'Ouro e O Pote são três restaurantes bem aceitáveis, acolhedores e de comida muito boa. Refeição para um casal, vinho e tal, na casa dos 20 euros.
Caso à parte é o Abel, em Gimonde (pouquíssimos minutos de Bragança), onde o cardápio é só vitela ou carneiro, ambos divinos. Sempre lotado, o grande problema é o tempo de espera e o barulho infernal.
Há, por fim, a Pousada São Bartolomeu, minha primeira hospedagem em Bragança há onze anos, com seu restaurante requintado, de serviço impecável mas de pratos nem sempre maravilhosos. E de preços um tanto exagerados.

São algumas sugestões. Mas há muitas outras alternativas. Voltarei a elas oportunamente.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Não há bem que sempre dure
Nem mal que nunca se acabe


E as férias estão no final.
Só vamos embarcar para o Brasil no sábado, mas há a burocracia.
Dona Doga Pitucha, apesar de ter conquistado os corações das doutoras veterinárias de Bragança, dela - a burocracia - não escapou. O Certificado Zoosanitário emitido pela Direcção de Serviços Veterinários da Região Norte necessita de autenticação do Consulado Brasileiro no Porto. Isso, apesar do Decreto nº 6.946, de 21/08/2.009, assinado pelo Presidente Lula, aquele, "o cara". O decreto determina que não é mais necessária a autenticação no Consulado. Ninguém dá a mínima para o tal decreto. Como me informou por e-mail o Consulado do Brasil em Lisboa, "Para que o animal possa entrar no Brasil sem qualquer problema, e é assim que até hoje se tem praticado, necessita obter, junto do ..."., É. Tem de autenticar o Certificado, independentemente do que determine Sua Excelência, o Cara.
Para tanto, dado que eu já sei como funcionam esses consulados (número limitado de senhas por dia etc e tal), temos de ir ao Porto já na quinta, depois de amanhã, para saber a que horas devemos estar na porta do Consulado na sexta para ter uma chance de obter a tal autenticação.

Acaba por dar certo. Isso é verdade. Mas mais por sorte nossa que por competência da turma do Consulado.

Dizem que, se não levarmos o Certificado autenticado pelo Consulado, a Doga pode ter de ficar de quarentena em Guarulhos. O problema vai ser esse: ninguém vai querer devolver a Doga depois da quarentena.

Bragança fica à nossa espera.Ou melhor: nem liga pra nós. Nós é que ansiamos por ela.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Passagens de ano


Aqui em Bragança, Portugal, a passagem de 2.009 para 2.010 foi tranqüila.
Ficámos os dois, a Baixinha e eu – perdão, os três: havia a Doga – a beliscar frutas frescas ou secas e a bebericar. O silêncio era total. Lá fora, claro. Cá dentro, não parávamos de falar.

Nem sempre foi assim. Em dezembro de 2.003 estávamos na aldeia (Passos de Lomba) quando minha prima Dora chegou à casa da irmã Zelinda um tanto agitada:
Prenderam o sadame! Prenderam o sadame!
Eu, às voltas com chouriços e alheiras, pensei que Dora se referia a algum salame.
Não. Tratava-se de Saddam Hussein, que no Brasil tem o nome pronunciado Sadã.

Ano seguinte, mesmo mês de dezembro, foi o tsunami do Oceano Índico.

Enfim, quase todo final de ano acontece alguma desgraça de grandes proporções.

Desta vez a desgraça foi adiada pra janeiro. O Haiti quase desapareceu.

No fim do dia da grande tragédia de Port au Prince, passámos um bom tempo a ver e ouvir as notícias do desastre nos telejornais portugueses e espanhóis.

Quando fomos dormir, o vento que aqui costuma ser da ordem de 6 a 16 km/hora resolveu soprar em torno dos 90 km/hora. A noite – que é sempre absolutamente silenciosa, aqui – foi ruidosa pra ninguém botar defeito. Fiquei a madrugada toda, na cama, lembrando de minhas aulas de Resistência dos Materiais, nos idos de 1.964, e pedindo aos deuses que os calculistas do prédio tivessem sido conservadores nos cálculos da força dos ventos sobre a estrutura.

Ao contrário do que ocorreu em Port au Prince, o edifício – aqui – resistiu.

Não só o vento diminuiu seu ímpeto, nos últimos dias. O frio também. Agora, por exemplo, a temperatura lá fora é de 10º C. E já são quase oito da noite.

A última tragédia foi provocada não pela natureza mas pela Baixinha. Há pouco, deixou desabar uma lata de extrato de tomate no chão da cozinha. Lá fui eu, sem saber se limpava o chão ou acalmava a desesperada esposa.

Melhor assim. Desgraças localizadas e brandas. Que em 2.010, daqui pra frente, seja assim.

O Haiti já produziu desgraça suficiente para o ano inteiro.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Passeios noturnos


Já há alguns dias que por ter a chuva parado à noite saímos a caminhar com a Doga em horários noturnos.
Hoje, por exemplo, saímos às 11 da noite.
Caminhar pelas ruas em tais circunstâncias me remete aos anos 60, nos quais se podia andar pelas ruas do centro de São Paulo em qualquer horário, sem sustos.
Aliás, éramos meus companheiros de noitada e eu que muitas vezes perturbávamos a paz dos que corriam ao trabalho lá pelas 5 da manhã, quando saíamos de algum restaurante do Largo do Arouche, transbordantes de vinho.

Mas isso é passado. Já isto cá é presente. Presente dos deuses.

Sobe-se a Avenida das Forças Armadas:

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Chega-se ao parque da Braguinha:

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Há passeios de piso vermelhão que deslizam por entre os gramados:

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Há brinquedos para as crianças:

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E muito verde para todos:

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