terça-feira, 22 de setembro de 2009

Profecias


Há pouco mais de dois meses a Folha publicou essas previsões:

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(a íntegra aqui, para assinantes UOL ou Folha)

Agora, segundo a Organização Mundial de Saúde, o quadro é o que segue:

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É certo que a matéria de dois meses atrás fazia ressalvas.
É certo que os dados da OMS são considerados subestimados.

Mas de menos de 150.000 nas Américas para mais de 35 milhões no Brasil, a distância não é desprezível.

Na imprensa, nem uma linha sobre, que eu saiba. A não ser a carta do leitor Marcos Kirst, na Folha de ontem (que chamou minha atenção para a "barriga" da Folha).

domingo, 20 de setembro de 2009

Aeródromo de Bragança


Pois é. Aqui, a despedida de Bragança. Resolvemos, desta vez, ao invés de ir ao Porto para tomar o vôo para São Paulo, voar de Bragança a Lisboa (escala em Vila Real) para, de lá, voar ao Brasil.
Ficámos conhecendo o aeródromo de Bragança.
Sua fachada:

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O hangar:

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O teco-teco (ou quase isso) que nos levaria a Lisboa:

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Os tanques de combustível:

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Uma homenagem ao avião desconhecido (ou algo assim, sei lá):

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Ele, o grande herói. Voa bem. Desde que o tempo esteja perfeito, com céu de brigadeiro. Quaisquer nuvens já o fazem balançar. Uma moça sentada pouco atrás de nós passou toda a viagem a vomitar. Não sei como não perdeu partes do aparelho digestivo.

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Ao chegar a Lisboa, tentei fotografar a ponte Vasco da Gama e o Parque das Nações. Como o teco-teco balançava bastante, o que vai abaixo foi o que de melhor consegui. Com algum esforço, vê-se à esquerda o início da magnífica ponte.

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Até dezembro, Portugal.

Vinhais e frutas em Passos


Primeiro uma vista de Vinhais, aquando de nosso almoço no Vasco da Gama. Esta é a visão que se tem quando se está na entrada do restaurante.

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Aqui, as peras e pavias que Arnaldo e Dora nos deram. Foram devidamente devoradas.

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E, por fim, uma melancia nascida das sementes que meu cunhado levou para Passos no ano passado:

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Piscinas e Pavilhão Municipal


Aí vão três fotos do Pavilhão Municipal de Bragança, com suas piscinas:

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Como já postei fotos da Câmara Municipal e do Estádio Municipal, nada melhor do que mostrar o mapa de Bragança que situa as três construções:

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Estádio Municipal de Bragança


O estádio é simples mas à altura do GDB, que disputa a 3ª divisão do futebol português.

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Mais Puebla de Sanabria


Fotos do caminho que leva de Bragança a Puebla de Sanabria (a mancha à esquerda da primeira foto é devida a um ticket de estacionamento no painel do carro. Sim, as fotos foram tiradas de dentro do carro):

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E, no caminho, rebanhos a pastar:

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Esta é a estação ferroviária de Puebla de Sanabria. Aliás, queríamos conhecer Puebla pois é lá que vai parar o trem bala espanhol (TGV) que nos poderá levar a Madrid em algo em torno de uma hora.

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A cidade...

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...e seus telhados pretos:

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Câmara Municipal de Bragança


Aí vão dez fotos da Câmara Municipal de Bragança e de seus jardins. Em Portugal, a Câmara Municipal faz também o papel da Prefeitura, aqui no Brasil.

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

E deus criou a mulher.
O diabo, a burocracia


É preciso correr atrás de papéis e mais papéis. Ou melhor, hoje já são mais cartões que papéis. Desta vez, consegui tirar o Cartão do Cidadão. Documento único, engloba o Bilhete de Identidade (o RG brasileiro), o Cartão do Contribuinte (o CPF brasileiro), o cartão de Utente (no Brasil diz-se "usuário") da Saúde, o registo na Seguridade Social (deste nada entendo porque não o possuo) e sei lá mais o quê. Digo isso porque ainda deve-se ter o título de eleitor (que ainda não tenho), a carta de condução (neste caso também só disponho da carteira de habilitação brasileira e da internacional. Aliás, daS internacionaIS, haja vista que na Espanha exige-se modelo diferente do exigido em Portugal. Já tratei disto aqui.).
Felizmente, o início da semana foi produtivo, do ponto de vista burocrático. Corremos da Conservatória para as Finanças, desta para o Notário e, finalmente, fomos ao setor de estrangeiros da Polícia, atrás de visto permanente para a Baixinha.

Ufa. Hoje, enfim, vamos receber chez nous Octávia e Orlando, primos queridos que moram na Moóca, em São Paulo, mas esticam férias por estas bandas onde nasceram e/ou foram criados.

Como se vê, nem tudo é horror burocrático. Aliás, os dois programas iniciais sobre as eleições do Gato Fedorento foram excelentes. E o de ontem teve mais audiência do que o jogo do Porto contra o Chelsea.

Até breve que vou receber as visitas.

domingo, 13 de setembro de 2009

Puebla de Sanabria


Hoje, domingo, resolvemos ir a Puebla de Sanabria. Sai-se de Bragança pela saída Norte, que leva a Portelo. São 15 km até a fronteira e mais 20 km em Espanha, até Puebla de Sanabria. No caminho há algumas aldeias (Rabal, por exemplo) e vários restaurantes que ainda teremos de visitar, com o tempo. A estrada é bastante sinuosa mas bem sinalizada, com bom piso e bem segura. Não é recomendável percorrê-la em velocidade média acima dos 50 ou 60 km/hora. Assim, leva-se uns 40 minutos até lá.

Lugarzinho adorável, Puebla de Sanabria. Cheio de turistas, tem vários hotéis, restaurantes, cafés e bares.

As fotos mostro depois, quando voltar a São Paulo. Aqui vão umas poucas, tiradas com o telemóvel.

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Sábado de verão em Passos


Neste sábado acordei tarde e com uma preguiça do tamanho do mundo. Era tal, a preguiça, que, depois do pequeno almoço, passámos na farmácia para medir minha pressão arterial. Eu sempre trago comigo o aparelho para medir pressão. Como nunca o utilizo, não o trouxe, desta vez.
O resultado foi uma pressão um tantinho acima do normal mas nada alarmante.
E lá fomos nós, em direção a Vinhais.
Não quis ir ao restaurante do primo Isaías. O Rossio, na saída para Chaves. Se lá vou, não me deixa pagar.
Fomos ao Vasco da Gama, o melhor restaurante de Vinhais logo depois do Rossio, claro, claro.
A posta de vitela que lá comemos foi a melhor carne que já comi nos últimos tempos.
Lá, além de comermos, conversámos com um casal que tem um filho piloto da TAP e um genro que é o bam bam bam da engenharia: além de ter trabalhado na construção do metro do Porto, participou da construção do metro de Tel Aviv e participa, agora, do projeto do TGV de Lisboa-Madrid. É pouco?

Daí, depois de uma visita rápida ao Isaías, fomos a Passos.

Primeiro, casa de Zelinda (minha prima) e Alípio. Ambos de jeito ríspido e um tanto seco, mas doces como os tomates daqui. Alípio estava às voltas com a perseguição a uma toupeira que lhe arrasa a plantação. De Zelinda, ouvimos as últimas notícias do povo da aldeia.

Encontrámos o Kico, irmão da Fernanda, recém operado do coração. Colocaram-lhe umas peças novas no motor e tem toda a aparência de estar ótimo, do alto de seus 77 anos.

Em casa da Dora, minha outra prima, tomámos mais uma pinguinha (vinho tinto feito por eles), comemos presuntos, peras e pavias (espécie de pêssego. O termo parece derivar do galego).

Dora é pessoa rara. Criada no duro trabalho do campo, é de uma delicadeza que contrasta com suas mãos ásperas. Dela ouvi, há tempos, a afirmação de que gostaria de morrer após algum tempo de doença. Isso porque sabe que a morte súbita é mais doída para os que ficam. E ela prefere sofrer a que eles sofram.

Tenha certeza: ela não disse isso por demagogia. Tal categoria não habita seu mundo.

De lá, depois de a Baixinha insistir com o Arnaldo que só queria CINCO peras, fomos à casa de Maria Tereza.

Comi uvas, enquanto a Baixinha sorvia um chá bem quente.

Maria Tereza (Treza, pela pronúncia portuguesa) é uma típica viúva trasmontana. Veste-se sempre de preto, tem o rosto enrugado. Ao vê-la, assim, de relance, tem-se a impressão de tratar-se de alguém que só aguarda a morte. Apreciada com mais vagar, percebe-se uma pessoa de um amor à vida discreto mas intenso.

De volta à casa de Dora e Arnaldo, lá estava o saco plástico com as peras, a esperar-nos. Contei: eram dez.

Despedimo-nos deles, também de Alípio e Zelinda, que já jantavam e voltámos a Bragança.

Deixei para o final o melhor: estávamos a ver os porcos da Dora. São três. Dois ainda pequeninos, um já grande. Será este o sacrificado em dezembro, quando das matanças.

Sim, as matanças que horrorizam os politicamente corretos.

Chegou um casal que não conhecíamos. Dora apresentou-me à mulher do casal. A Baixinha se aproximava. A mulher perguntou-me, referindo-se à Baixinha:

- É sua filha?

Quer elogio maior?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Esquecimento, calor e incêndios


Ontem aproveitei um tempinho livre pra fotografar a Câmara Municipal e outras coisinhas mais.
Já em casa, constatei ter esquecido em São Paulo o cabo que permite passar as fotos para o computador. Só quando voltarmos ao Brasil é que poderei postar fotos. É verdade que posso postar fotos tiradas com o celular/telemóvel. Mas a qualidade é inferior.
Enquanto isso, cabe informar que o calor, por estas bandas, está forte.
Graças a isso, agora há pouco, bem ao meio-dia, passou por aqui um helicóptero com uma enorme bolsa de água pendurada. Tudo indica que iria ajudar a apagar algum incêndio.
Ainda hoje quero ver se mostro aqui algumas fotos tiradas com o telemóvel.

Até já.

sábado, 5 de setembro de 2009

Bragança - setembro 2.009


Lá vamos nós. Bragança não nos espera. Aliás, Bragança nem sabe que existimos. Mas, desta vez, espero deixar registadas aqui várias fotos de Bragança. São só duas semanas de permanência. São fantásticas duas semanas de permanência.
Nós sempre aparecemos por lá em épocas erradas. Inverno, fim de férias, coisas assim.
Não vamos a turismo. Vamos providenciar a mudança.
Mudança que deve ocorrer no final do próximo ano.
Os emigrantes já se foram. Passearam bastante por lá em agosto.
Agora vamos chegar.
E, se você quiser conhecer melhor Bragança, fique de olho.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A doação e seus mistérios


Aconteceu com um colega de trabalho.
Ele foi ficando doente dos rins. Começou a fazer hemodiálise diariamente.
Enfim, os rins pifaram totalmente.
Uma irmã propôs-se a doar-lhe um rim.

O transplante foi feito.

Deixe que eu diga que sempre achei esse tipo de doação de uma beleza sem igual. Você deixar que tirem de você um pedaço importante para que alguém possa reviver.

Pouco tempo depois, a descoberta: o rim transplantado continha um tumor maligno.

Não sei detalhes do caso. Além de ser totalmente ignorante nessa matéria.

Mas gosto de pensar que o tumor já existia no rim enquanto ele estava no corpo da irmã. E me agrada, também, imaginar que estava prestes a produzir metástase.

A doação livrou-a do câncer.

O irmão doou-lhe a saúde.

Retribuição de generosidade. Tudo casual, como deve ser – e é – a vida.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Cabeça serve pra separar orelhas


O médico Roger Abdelmassih está preso sob a acusação de ter estuprado mais de 50 pacientes.
É claro que até o trânsito em julgado de sentença condenatória ele deve ser considerado inocente.
Isso significa, entre outras coisas, que nós não devemos cuspir nele, nem xingá-lo em público, nem ofender a mamãezinha dele, coisas assim.
Agora: precisa marcar consulta com ele?!
O agendamento de consultas, na clínica dele, continua normal. Só há data disponível para consulta com ele no dia 31 de agosto. Hoje é 19.
Que será que esses casais que ainda ligam pra marcar consulta têm no interior do crâneo?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Arrumando a casa

extraído de www.fotosdahora.com.br

[extraído de www.fotosdahora.com.br]



Estou organizando os relatos de viagens. Todos eles vão ser indexados aí à direita da tela, logo abaixo do índice de Topologia Trivial.
Como isso dá um trabalho danado, vou devagar. Mas já há, lá, várias viagens.
Divirtam-se.

domingo, 9 de agosto de 2009

Futurriculum vitae


Elio Gaspari comenta hoje, na Folha (só para assinantes Folha ou UOL), que a expressão "doutoranda", constante do currículo de dona Dilma Rousseff, foi traduzida para o inglês, dada a inexistência naquela língua de correspondente para o termo (assim como não existe correspondente para "despachante", por exemplo), por "atualmente ela está buscando um grau de doutora em economia monetária e financeira na Unicamp".
No gênero, é o segundo caso de que tenho notícia.
O primeiro ocorreu lá na longínqua década de 80. Eu gerenciava a área de sistemas de uma empresa. Precisava contratar um coordenador de suporte técnico. A empresa colocou anúncios em jornais e choveram currículos.
Um deles, no quesito Línguas, informava que o cidadão conhecia o Português, o Inglês e FUTURAMENTE o alemão.

E eu, pra cúmulo dos cúmulos, contratei o indivíduo.
Talvez nem precisasse dizer, mas não deu certo.

sábado, 1 de agosto de 2009

Ainda Portugal


Não tenho escrito muito neste blog. Aliás, em lugar nenhum.
Por um lado, é fácil explicar: o que acontece aqui, no Brasil, me enche de tédio. Não me sinto inclinado a escrever sobre Sarney, Lula e companhia bela. É tudo tão previsível, tudo tão melancólico.
Sobre o que acontece em Portugal, particularmente sobre o que acontece em Bragança, gostaria de escrever. E tento. Acontece que ainda estou muito longe dos acontecimentos de lá. É difícil escrever à distância.
Quando estiver morando lá, a situação será outra.

Por enquanto, só gostaria de deixar registado um protesto:

É incrível como, na imprensa brasileira, existe um descaso absoluto a respeito de Portugal. Nos últimos tempos, a única notícia relacionada a Portugal foi a de que quase metade da população gostaria que Portugal se unisse à Espanha. E, mesmo essa informação só chegou aos jornais daqui porque foi noticiada em El Pais, jornal madrilenho. E foi resultado de uma pesquisa conduzida pela Universidade de Salamanca. O jornal El Pais é referência para a imprensa brasileira a respeito da Europa. Jornais como o Público, revistas como Sábado, são ignorados pela imprensa tupiniquim. Imprensa, aliás, constituída – salvo as honrosas exceções de sempre – por analfabetos funcionais.
Músicos populares brasileiros deitam e rolam em Portugal. Portugal, para eles, é um pouco como a Bahia, para os artistas baianos: eles adoram a Bahia, mas moram – todos – no Rio de Janeiro ou em São Paulo e têm apartamentos em Manhattan ou em Paris, à beira do Sena. Aparecer na Bahia, só em época de carnaval (pra faturar com os trios elétricos) ou quando morre a mãe.
Os portugueses adoram o Brasil, idolatram os brasileiros e tudo o que eles produzem, sem saber (ou desprezando) o quanto são ignorados e ridicularizados cá nos tristes trópicos.
Portugal, no Brasil, não existe. Ou é o bobo da corte.
O Brasil, em Portugal, se esbalda.
Paciência.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Antes que seja obrigatório


Há um e-mail que circula pela Internet sobre as etapas históricas – digamos assim – do homossexualismo: primeiro era o amor que não ousa dizer seu nome (Oscar Wilde), depois chegou a fase de ele sair gritando por aí (Millor) e é bom sair logo do país antes que se torne obrigatório.
Pois bem. Parece que a terceira etapa está chegando.

Uma psicóloga, Rozângela Alves Justino, corre o risco de ter seu registro profissional cassado (para assinantes Folha ou UOL) por oferecer tratamento para que homossexuais passem a ser heterossexuais.

Ela tem um blog. Além disso, expõe suas ideias neste artigo (no qual, aliás, afirma preferir o termo homossexualidade em vez de homossexualismo por entender que este último sugere doença).

Tenho pouquíssima afinidade com as ideias dela.

Mas acho um tremendo absurdo querer impedi-la de oferecer o tal tratamento.

Várias entidades do movimento gay defendem a cassação da psicóloga por considerar que homossexualismo não é doença e, portanto, não comporta tratamento.

Pois bem. Isso me parece levar à conclusão de que as cirurgias plásticas de embelezamento, as lipoesculturas etc etc apontam para a feiúra como sendo doença.

Eu, como feio assumido, exijo a cassação da licença de todos os pitanguis do país.

E você? Concorda?

domingo, 12 de julho de 2009

Pasmem, senhores leitores!


Um amigo de um amigo, com o qual cheguei a jogar alguma sinuca, há tempos, ficou marcado por uma carta que resolveu enviar, se não me engano, ao Estadão.
Melhor, ficou marcado por uma expressão que usou na tal carta.
O sujeito era – e suponho que ainda seja – de muito bom humor. Engraçado, mesmo.
Mas mergulhou de cabeça no espírito do leitor-que-escreve-pra-jornais e perpetrou esse “pasmem, senhores leitores!” do título do post.
Pra quê.
Toda vez, nas conversas com amigos, quando alguém queria salientar qualquer coisa, lá vinha o “pasmem, senhores leitores!”.
Lembro dele sempre que leio os painéis dos leitores dos jornais.
Invariavelmente, o leitor-que-escreve-pra-jornais é um indignado. Vocifera contra tudo e contra todos.
Pra ele, o mundo não passa da semana que vem. A ruína moral chegou a seu limite.

Atualmente, a bola da vez, no Brasil, é o Sarney.
Tá certo que o homem exagerou. Privatizou o Maranhão, privatizou o Senado Federal, arrumou empreguinhos e empregões para um monte de apaniguados.
Quando foi presidente da República, eu passava boa parte de meu tempo em Brasília, em gabinetes de políticos, em repartições públicas, em escritórios de lobistas etc etc.
Apesar de, naquela época, a bandalheira correr soltíssima, o que mais me incomodava era a cafonice da turma. O Sarney, por exemplo, não recebia em audiência nenhum indivíduo que estivesse enfiado em um terno marrom.
A nata da brasilidade é de uma superstição irritante. A ignorância geral é assustadora. O brega é a marca registada de nossos homens públicos, com seus cabelos indecorosa e horrorosamente pintados.
Pra voltar a Sarney, ele é daqueles que em Nova Iorque circula de limusine branca.

Perto de tudo isso, o leitor-que-escreve-pra-jornais se preocupa com superfaturamento, falta de licitação, desvio de verba, bobagens assim.

A não ser, vez ou outra, um texto do Nelson Motta, ninguém reclama da cafonália geral.

Acho que vou escrever um protesto e mandar pra tudo quanto é jornal.
Ainda mais agora, que fizeram transbordar minha paciência com panegíricos ao tal Michael Jackson, com detalhes intermináveis do casamento do Pato, do casamento do Robinho, do primeiro aniversário do filho do Kaká etc etc etc.

E, claro, não deixarei de usar o Pasmem, senhores leitores!.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Quem disse que Bragança não tem?


Está bem. Você não gosta de montanhas. Prefere praia?

Bragança tem.

Não só é uma praia de qualidade como fica em um lugar cujo nome já é uma atração: Freixo de Espada à Cinta.

Estamos ainda no distrito de Bragança. A distância da cidade de Bragança até a praia da Congida não chega a 60 km.

Mais ou menos à mesma distância fica Zamora, cidade espanhola que não tem praias mas é encantadora.

Escolha.

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(e há mais praias, claro, claro)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Dúvida


Como sabem meus amigos portugueses que freqüentam este blog, sou um português à distância, desinformado dos detalhes da política portuguesa.
Vai daí, peço que me esclareçam: quando o ministro da Economia fez o gesto de chifres dirigido ao lider do PCP, Bernardino Soares, estava a insinuar que Soares era o Diabo ou era um cornudo?