domingo, 6 de janeiro de 2008

Viagem à Austrália
5 - Cangurus e Koalas


O parque de Currumbin é bastante interessante. A gente entra (mediante o pagamento de uns 20 ou 30 dólares australianos, não me lembro bem), pega um trenzinho e vai parque adentro. Pára no lugar dos kualas, uns bichos que lembram bicho-preguiça. Só que muito mais simpáticos. Parecem bichinhos de pelúcia.





Perto deles ficam os wombat, uns bichinhos de cotação menor no mercado de popularidade.


Depois, vai-se ao local onde ficam os cangurus, com os quais a gente convive diretamente, podendo, inclusive, alimentá-los.






Por perto, mas rigorosamente isolados das pessoas (ainda bem), os crocodilos.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Viagem à Austrália
4 - Marina Mirage


Burleigh Heads fica mais ou menos no meio da tal lingüiça que é Gold Coast. Subindo em direção ao norte passa-se por Miami, Nobby's Beach, Mermaid Beach, Surfers Paradise e chega-se a Main Beach, onde fica Marina Mirage. Belos barquinhos. Infelizmente, nenhum meu. Fazer o quê.





Mesmo sem ter iate, dá pra almoçar no Raj Palace, enorme restaurante indiano situado à beira da marina. Comida maravilhosa, serviço impecável. Ambiente descontraído. Aliás, quase sempre, quando tentávamos tirar fotos um do outro, seja em ambientes fechados seja ao ar livre, aparecia alguma alma caridosa oferecendo-se para fotografar o casal. E - é claro - logo, logo uma garçonete (do Jaçanã, bairro da cidade de São Paulo) veio nos perguntar se éramos brasileiros. Ela percebeu nosso dicionário de bolso sobre a mesa.

Viagem à Austrália
3 - Os pic-nics


Gold Coast é cidade pequena. Nasceu como praia da capital do Estado de Queensland, a lindíssima cidade de Brisbane, que consegue ter um trânsito mais congestionado que São Paulo, apesar das vias maravilhosas e bem cuidadas. Mal comparando, Gold Coast está para Brisbane como Guarujá está para São Paulo ou como Cascais e Estoril estão para Lisboa.
Gold Coast é uma lingüiça paralela ao mar. Constituída de várias praias. Nossa filha vive na praia de Miami. Quanto a nós, ficamos hospedados em resort na vizinha praia de Burleigh Heads. Cada praia tem sua vida própria. Seu próprio comércio, seu centro médico etc etc.
Não sei quanto ao restante da Austrália. Mas pelo menos em Gold Coast, o pessoal é chegado a um pic-nic.
Vai daí que, no domingo, o centrinho de Burleigh Heads sempre apresenta atrações para o pessoal que vai fazer seu pic-nic. Os farofeiros de lá.
Nesse domingo das fotos abaixo, uma orquestra tocava música erudita pro povão.
Resta dizer que, depois que a turma vai embora, fica tudo limpinho.
De resto, vejam o domingão do povão:





sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Viagem à Austrália
2 - O padrão de vida


Fomos à Austrália para conhecer o novo neto. Mas minha intenção, aqui, não é desenvolver uma saga familiar. Pretendo mostrar, baseado em alguma vivência pessoal, características que me parecem importantes na vida australiana.
Por exemplo, a filha a pendurar roupas do futuro bebê no varal indica o padrão de vida da classe média australiana (quase toda a população): um casal jovem, cada um com seu emprego, consegue viver em casa térrea de três grandes quartos, dotada de jardim na frente, garagem (sempre atolada de bugigangas. Os carros têm de ficar ao relento) e – nos fundos – esse quintal fantástico, no qual uma criança poderá deixar a imaginação espalhar-se.

As duas primeiras fotos são anteriores à chegada do Taj
Esse varal é padrão em todas as casas
Dia 25/12. Foi instalado o 'puxadinho' pro almoço de Natal

Lá e Aqui


Diferença importante entre as eleições americanas e as brasileiras: lá, em alguns estados da federação, eles fazem caucus (reunião partidária para escolha de representantes. Pronuncia-se, mais ou menos, cácas) antes das eleições. Aqui os políticos fazem mais cacas depois das eleições.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Viagem à Austrália
1 - Os Andes


Que eu saiba, há duas maneiras de ir de São Paulo a Sydney por avião: uma é via África do Sul. Outra, via Chile. Optamos pela segunda. Vai-se de São Paulo a Santiago. De lá, embarca-se em outra aeronave rumo a Auckland, na Nova Zelândia. Em seguida, no mesmo avião, chega-se a Sydney. No nosso caso, houve ainda um vôo de uma hora e 20 minutos de Sydney até Gold Coast.
Uma das virtudes desse roteiro é que se passa sobre os Andes e suas montanhas coroadas por neves eternas. Visão ímpar.






quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Inversões



Na Austrália, tudo é invertido, em matéria de trânsito. Os carros têm direção do lado direito (a Baixinha não está no banco do carona, ela está pronta para dirigir). Você anda pela esquerda, quando quer ultrapassar, ultrapassa pela direita. É verdade que o pessoal lá não dirige muito melhor que o pessoal de São Paulo. Carros lentos ficam à direita, quando o certo seria ficarem à esquerda.
Foi daí que me veio a ideia: nossos legisladores poderiam, em sessão secreta, aprovar lei adotando esse sistema de trânsito. Como no Brasil todo mundo tem a mania de andar na pista mais à esquerda, tudo passaria a ficar certo. Mas desde que ninguém soubesse da mudança. Brasileiro, como todo mundo sabe, detesta obedecer leis e regulamentos.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Desejo a todos


que 2.008 seja uma merda
(se comparado a 2.009)

Disfarces da solidão


Almoçávamos em um restaurante no Circular Quay, Sydney, quando um rapaz sentado em mesa próxima nos chamou a atenção: ele, que estava sozinho, pedia sempre duas cervejas e dois copos. Queria aparentar que estava acompanhado.

Intuições mercadológicas


Essa joalheria que encontrei em Sydney não me parece que daria muito certo no Brasil ou em Portugal. O pessoal ia achar as jóias meio, digamos, sem valor.






Já no aeroporto de Auckland, Nova Zelândia, captei essa propaganda do cartão Visa. Acho que eles não deveriam divulgá-la em países de língua portuguesa.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Vivenciando a Austrália


Não trouxe o portátil. Tenho de postar do BlackBerry. Portanto, fotos ficam pra depois. Seria muito complicado querer postá-las. Não vi, ainda, nenhum aussie (pronuncia-se "Ózi") - ou seja, australiano - de cara emburrada. Aqui todo mundo esbanja felicidade. Também pudera: terceiro IDH do mundo. Perto disto aqui, as discussões mantidas pelos blogs políticos brasileiros ficam reduzidas ao que valem: pagar o salário dos respectivos blogueiros. Natureza indecorosamente linda. Povo civilizado. As normas são obedecidas. Enfim, outro mundo. Nosso genro, hoje, está muito chateado. É que, à noite, foi pescar e um outro pescador furtou-lhe os caranguejos pegos em sua armadilha. Também há espertinhos por cá. O problema, no Brasil, é que todo mundo é muito esperto. Até breve.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

domingo, 9 de dezembro de 2007

Coleta seletiva de lixo


Pergunto: a famosa lata de lixo da História, na qual muitos ainda insistem em ameaçar lançar seus adversários políticos, não deveria admitir coleta seletiva?
Afinal, muitos políticos talvez sejam recicláveis.
Ou não?

sábado, 8 de dezembro de 2007

Será?


O secretário de Segurança Pública informa que esta sexta-feira - 7/12/2007 - foi o primeiro dia (desde 1.995, quando começaram os registros) sem assassinatos em São Paulo, cidade.
Antes que algum vereador ou deputado estadual proponha mais um feriado para comemorar o Dia da Sobrevivência:
Há muitos anos, um colega, engenheiro civil, me informou:
- Não é verdade que não haja terremotos no Brasil. O que o Brasil não tem é sismógrafo.
Agora, sejam ou não confiáveis os tais registros, que coisinha chata de comemorar, né não?

Novo PAC


Acaba de ser lançado: Programa de Aceleração do Carnaval.

Sobrou pro Suplício


O Zé Dirceu, hoje, em seu blog, reclama da falta de interesse investigativo em relação às prováveis falcatruas do senador Garibaldi. E vocifera:

Onde estão os catões que acusavam Renan Calheiros todos os dias? Onde estão Agripino Maia, Tasso Jerreisatti [sic], Artur Virgílio, Pedro Simon, Eduardo Suplicy, Cristovam Buarque?

Sobrou pro Suplicy.

O inefável senador por São Paulo, adorador de holofotes, que se cuide. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas por coisa tão peanuts quanto essa, teve um tal de Celso Daniel que foi parar numa erma viela da Grande São Paulo, boca cheia de formigas.

Ou não terá sido tão peanuts. Sei lá.

Você compraria?


Nas décadas de 60 e 70, era comum – quando um automóvel novo dava muito problema – dizer-se que tinha sido produzido em segunda-feira após derrota do Corinthians.
Naquela época, Lulla era torneiro mecânico. E corintiano. Sei lá que peças o gajo produzia, provavelmente nem ele mais lembra, mas fico a imaginar a qualidade da produção do ainda anônimo operário.
Se eu fosse jornalista, iria atrás de algum antigo supervisor do moço, pra saber detalhes de sua produção metalúrgica.
E se, na época, soubesse que ele tinha ajudado a produzir algum fusquinha da vida, esse eu não comprava.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Quem mordeu quem?


Há muito se diz que se um cachorro morde um homem isso não é notícia. Já se um homem morde um cachorro, sim, isso é notícia.
Vai daí que não sei quem mordeu quem: virou notícia o fato da mega-sena de R$ 40 milhões ter saído para apostador de São Paulo. Em um país normal isso não seria notícia. Afinal, São Paulo é um estado da federação que responde, grosso modo, por metade da economia do país.
Mas acontece que, quase sempre, quando a mega-sena está acumulada em níveis dessa ordem, o prêmio acaba saindo para alguém de Tocantins, Roraima etc etc.
Vejam só: resolveram deixar sair a mega-sena acumulada para São Paulo.
Isso é notícia.

Nova edição


Foi lançado o Dicionário do Renan, ampliado.
Agora ele tem o verbete renúncia.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Herramos


Antigamente, a seção mais divertida da Folha de S.Paulo era a coluna do Zé Simão. De uns tempos pra cá, passou a ser a seção Erramos.
Hoje, por exemplo:

Diferentemente do publicado no texto “Líder feminista, ex-deputada morre no Rio”, Heloneida Studart ingressou na política em 1978 – e não em 1982 -, pelo MDB. A ex-deputada foi uma das fundadoras do PSDB (e não do PT) e entrou para o Partido dos Trabalhadores em 1989, e não em 1982.

Pergunta-se: será que ela morreu mesmo?!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Sobre reservas morais da nação brasileira


Dia desses, antes de viajar para a Austrália, a Baixinha foi a um almoço beneficente, levada por grande amiga.
Lá estava a primeira esposa de eminente líder político nacional. Um que, não faz muito tempo, casou-se pela segunda vez, agora com mulher bem mais jovem.
Conversa vai, conversa vem, revelou que apanhava do grande líder freqüentemente.
E teria completado:
- Gostei que ele tenha se casado de novo. Não tenho mais nada a temer.

Ginásticas ideológicas


Interessante observar o modo como argumentos são esgrimidos para demonstrar o acerto de posições já de há muito assumidas e das quais nem os deuses tirariam seus adeptos. Vejam, por exemplo, as argumentações de Reinaldo Azevedo (a respeito do plebiscito venezuelano) e de Max Altman, no blog de Zé Dirceu (a respeito da ascenção de Hitler).

Som e imagem fantásticos


Foi inaugurada, hoje, a TV digital no Brasil.
Agora você vai poder assistir a Zorra Total, Ana Maria Braga, Hebe Camargo, Luciana Gimenez, Ratinho etc etc, tudo com imagem e som maravilhosos.
Parabéns ao povo brasileiro.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Decisão acertada


Pelo menos parece.
Enfim, uma entrevista relevante, na imprensa tupiniquim.
O capitalismo é melhor para as mulheres?
Penso que concordo com Deirdre/Donald. Afinal, é o único regime social existente na atualidade. O restante é folclore.

Dia de decisões


O domingo está prenhe de decisões.
A Venezuela decide se deixa Chavez no poder indefinidamente, a Rússia talvez faça algo parecido com o Putin e o PT parece que manterá o camarada Berzoini na presidência.
Apenas com o Coringão talvez ocorra alguma mudança: da primeira para a segunda divisão do futebol brasileiro. Como este já é segunda ou terceira divisão do futebol europeu, o Corinthians corre o risco de perder-se no abismo.
Quanto a mim, deixado só pela Baixinha, não sei se esquento peixe ou frango para o almoço ou se corro até o Fogo de Chão mais próximo e me entupo de fraldinha e picanha.
Que Alá me ilumine.

sábado, 1 de dezembro de 2007

O humor do Presidente


O povo brasileiro é bem humorado. Daí, elegeu para Presidente, já duas vezes, um sujeito com muito senso de humor. Pra constatar isso basta ler o que ele disse ontem em Niterói:

Em quatro anos, vocês vão estar trabalhando e eu vou estar desempregado. E virei aqui pedir uma vaga, como metalúrgico.

Só me parece que a ironia do humor dele resvala pro sarcasmo.

Anseios populares


Lido no pára-choque de um caminhão de Guarulhos:

Queria ser pobre por um dia
Porque ser todo dia é chato.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Trufas


Enfim, uma notícia boa. Ótima, aliás. Um italiano encontrou uma trufa gigante.
Já disse, aqui: trufas são, quase certamente, o melhor de tudo que saboreei na vida.
Claro: não me esqueço das atemóias, do sorvete de mel, da banana com aveia.
Mas as trufas. As trufas são insuperáveis.
Se dispusesse de um reino não teria dúvida:
- Meu reino por essa trufa.
Que pena. Sou um reles anarquista.

Saiu o novo IDH (baseado em 2.005)


O Brasil desceu da 69ª posição para a 70ª. Ou seja, há 69 países melhores por aí afora. Mas, se você quiser ser otimista, há 107 lugares piores. A Suazilândia, por exemplo.
Apesar de ter caído no ranking, o Brasil chegou ao índice 0,800. Isso significa que ele entrou para o rol dos países com alto desenvolvimento humano. No ano anterior (base 2.004) estepaiz obtivera nota 0,792 (desenvolvimento humano médio).
Quanto a mim, que não vejo a hora de ir viver em Portugal e que acabo de ganhar um neto australiano, beleza:

Portugal: 0,897 – 29° lugar.
Austrália: 0,962 – 3° lugar.

Aos ufanistas desejo bom proveito de toda esta maravilha aqui.
Só tomem algum cuidado com as arquibancadas dos estádios de futebol, não se preocupem com a menina que ficou presa junto com vinte homens no magnífico estado do Pará e tampouco percam seu tempo lamentando a morte do turista italiano em Ipanema. Quem mandou andar de cordão de ouro por aí, não é mesmo?

domingo, 18 de novembro de 2007

Gold Coast vista pela Baixinha


Diz ela que Gold Coast lembra filme americano antigo. E pra provar:


A praia em que ela faz caminhadas:


Aqui ela se surpreende: dois casais coroas fazem seu picnic. Tomam vinho em taças caprichadas e a garrafa fica envolta naquele invólucro com gel que mantém o vinho fresco. Diz a Baixinha que o pessoal, em Gold Coast, adora um picnic. Parece que são farofeiros de nobre estirpe, esses quatro:


Outra coisa que chamou a atenção da Baixinha: ninguém reforma casa. Eles derrubam e fazem outra. Esta obra ela está acompanhando com atenção. Reparem que o banheiro dos operários fica na frente da obra:


Enquanto isso, o Taj mama e dorme (além daquelas outras tarefas menos edificantes mas igualmente necessárias).

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Benvindo ao planeta Terra


Chegou ontem - 11 de novembro de 2.007 - o Taj. Veio à luz em Gold Coast, Queensland, Austrália.
Aos poucos ele vai perceber que resolveu pertencer a um grupo um tanto ensandecido. A tal de Humanidade.
Dada a absoluta falta de alternativa, acabará por concordar: esta vida é deliciosa.
Ao menos é o que espero.
Benvindo, Taj.


quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Novo movimento na praça


Depois que o cantor Lobão lançou o Peidei mas não fui eu, a nadadora Rebeca lança o novo movimento:
Mijei mas não fui eu.

O humor da TVA


Eu era feliz. Tinha dois pontos da TVA analógica em casa. Num triste dia, recebi uma ligação da TVA e me ofereceram o sistema digital. Sem custo adicional.
Aceitei.
Dia seguinte ao da instalação os problemas começaram. Num dos pontos, o decodificador travou. Nada acontecia. No outro, ligava-se a TV, o decodificador. Começava uma dança dos canais. A TV mudava aleatoriamente de canal em canal. Poderia até ser divertido, não fosse o fato de que a coisa toda era muito rápida. Nem dava tempo de ver o que acontecia em um canal e já se partia pra outro.
Chamei a assistência técnica. Eles destravaram um decodificador e trocaram o outro, aquele que pulava de canal em canal.
Passados uns dias, aquele que travara começou a pular.
Hoje, liguei pra assistência técnica.
O rapaz que me atendeu me pediu que fizesse vários testes (tipo tirar o cartão, limpá-lo e recolocá-lo etc).
Como nada funcionasse, resolveu agendar nova visita técnica. E começou a me alertar para os possíveis castigos que o céu me enviaria, caso o defeito não fosse dos equipamentos da TVA.
- Se o defeito for da sua TV, o senhor terá de pagar a visita.
- Se não houver ninguém na residência na hora marcada, será cobrada a visita.
Aí então, pra não ficar por baixo, resolvi retorquir:
- E esse tempo todo que eu fico sem TV?! Vocês abatem da minha mensalidade?
E responde o atendente, candidato a humorista:
- O senhor não está sem sinal. Apenas há uma mudança contínua dos canais.

Bingo!

Da série O Brasil acabou - VII


A BRA já era.

Como andará a saúde financeira da SIL?



(inspirado pelo Tutty Vasques)

Farofeiros e vira-latas


Enquanto o Taj não nasce, a Baixinha vai conhecendo Gold Coast. Parece que lá também há os farofeiros, pessoas que levam frango e farofa pra comerem na praia. A diferença é a infraestrutura: churrasqueiras elétricas e pias com água aquecida.



Ao invés de cachorros vira-latas, há os pássaros vira-latas:


terça-feira, 6 de novembro de 2007

Viva quem merece


Às vezes vejo gente a receber fortunas para mostrar sua mediocridade por aí. São jogadores de futebol, técnicos de futebol, artistas, cantores etc etc.
Há pouco, por razões profissionais, tive acesso a quanto ganha um indivíduo que faz um programa diário em uma rádio famosa de São Paulo. O programa é de uma indigência absoluta. São três sujeitos que ficam conversando sobre os assuntos do dia, a tentar falar coisas engraçadas. Pois bem. O indivíduo, completamente desprovido de qualquer tipo de formação intelectual ou coisa que o valha, ganha um dinheirão. Tudo bem, até certo ponto. Trata-se de empresa privada que contrata quem bem entender e paga quanto achar por bem.
Mas é incrível que um indivíduo sem o menor atrativo (visível) receba tudo aquilo pra jogar conversa (de péssima qualidade) fora.
Por essas e por outras, fico contente quando vejo os inventores do Google e outros semelhantes ganharem fortunas.
Certamente porque durante anos ganhei a vida desenvolvendo programas de computador, consigo imaginar o quanto é fantástico o que esse pessoal conseguiu fazer.
Em particular, lembro que meu maior fracasso – nessa área (tenho fracassos em muitas outras áreas) – foi o desenvolvimento de um sistema de busca. Dirigi uma equipe de quatro analistas de excelente nível para construir o sistema. No primeiro teste, uma vez pronto o dito sistema, ele demorou umas 10 ou 12 horas pra terminar uma pesquisa.
Sempre que uso o Google lembro do meu desastrado sistema.
E dou a mão à palmatória.
Os caras merecem a fortuna que ganharam e continuam a ganhar.

domingo, 4 de novembro de 2007

O Brasil que eu amo - 2


É verdade: o brasileiro é muito cara-de-pau.
Jamais pau-de-cara.
Afinal, brasileiro entende que as preliminares são fundamentais.

sábado, 3 de novembro de 2007

Volta ao mundo em pouco mais de 24 horas


Acabo de dar um profundo suspiro de alívio e preciso escrever isto pra não explodir.

Acontece que a caçula da Baixinha foi viver na Austrália e resolver contribuir para o povoamento daquela grande ilha, instalando lá, além dela própria, um novo cidadão, que deverá chamar-se Taj.
Taj deve chegar agora, em torno do dia 13.
Logo que soube da gravidez da caçula, a Baixinha resolver atender ao apelo da filha e ir acompanhar o parto.
Acontece que a Baixinha sempre teve ojeriza à língua inglesa. Ela não falava, rigorosamente, uma palavra do inglês. Tá bom, talvez OK.
Começou a tomar aulas e estudava aproveitando todos os minutos disponíveis.
Foram alguns poucos meses.
Dizem que tem sorte quem merece. O fato é que ela conseguiu uma professora fantástica, que assumiu como desafio conseguir fazer a Baixinha chegar, sozinha, a Gold Coast.
Pois é. O agravante era esse. De São Paulo a Santiago do Chile, de Santiago a Auckland e logo a Sydney, tudo bem.
O crucial era que, ao chegar a Sydney, a Baixinha teria de passar pela alfândega, retirar a bagagem, procurar o ônibus que a levaria a outro terminal no qual ela embarcaria em vôo doméstico para Gold Coast.
Anteontem, 1° de novembro, no vôo das 16:30, lá se foi a Baixinha.
Estava tensa, mas comparada a mim, era um poço de calma e tranqüilidade.
Já em Santiago, ela me surpreendeu: sem ter levado computador, conseguiu passar-me um e-mail contando coisas da primeira parte da viagem.
Enfim, acaba de ligar, para dizer que está ao lado da filha, em Gold Coast.
E explicou, com voz de quem sorri:
- Estou com a Lu. Já chorei.

Garanto e pago um picolé de chocolate: a caçula só quando já tiver alguns quilômetros rodados no papel de mãe é que conseguirá captar – em sua inteireza – a grandiosidade da atitude da própria mãe.

Garanto também que nada é mais gratificante do que se constatar que a pessoa com que se divide a vida é feita de nobreza sem par.

Vou dormir. Boa noite.
Ou bom dia, pra quem está na Austrália.