segunda-feira, 24 de março de 2008

The Virgin Mother


Estávamos passeando por Manhattan. Eis que surge, esquina de Park Avenue com 53rd Street, junto ao restaurante Lever House, essa estátua, de Damien Hirst.
Gostei.

Times Square


Na sexta-feira, 14 de março, depois do jantar, minha filha nos levou até Times Square, em seu pequeno descapotável. Chovia um pouco. Por isso as fotos não ficaram muito boas. Os fotógrafos (a Baixinha e eu) não serem lá essas coisas também ajudou. Ou atrapalhou. Ah, essas armadilhas da língua portuguesa.
Por via das dúvidas, lá vai uma foto de profissional, Dennis Flood, tirada em 2.002.
Seguem as fotos da Baixinha e, last and least, uma foto tirada por mim.


Olha minha filha aí!




domingo, 16 de março de 2008

Primeira semana em NYC


Os passeios no Central Park renderam algumas outras imagens.
Do Wollman Rink:




De uma passagem próxima a ele. Achei bonita:


De uma das charretes que proporcionam passeios ao longo do Central Park e empesteiam o ar da Avenida Central Park South com o característico odor de – digamos – campo:


Na quarta à noite fomos jantar em um restaurante italiano, o Osteria Del Circo.
Se você evitar o menu a preço fixo (US$ 35), come bem. As mesas são muito juntinhas umas das outras, mas parece que em NY a maioria dos restaurantes é assim. Afinal, o espaço é caro. Em resumo: meia boca.

Na quinta fizemos umas comprinhas, que ninguém é de ferro.
Conhecemos o metrô (subway). Se minha filha não tivesse dado umas dicas, teríamos passeado bem mais de metrô. Ou seja, ficaríamos perdidões. Primeiro: quando você entra, tem de escolher a plataforma Up ou a Down (se você vai pro norte ou pro sul). Aliás, em NY, tudo é norte, sul, leste e oeste. De norte a sul há as avenidas (numeradas de leste para oeste: 1ª, 2ª etc); de leste a oeste existem as ruas, numeradas de modo crescente de sul a norte. Mais fácil, impossível. Como em tudo na vida, há exceções. A Broadway também vai de sul a norte, mas um tanto em diagonal. Mas aí já são detalhes.
Voltando ao metrô: depois que você escolheu se vai pro norte ou pro sul, trate de verificar quais são os trens locais e quais são os expressos. Os primeiros param em tudo quanto é estação. Os expressos, só em algumas. Os tais trens são identificados por letras. Leia, já na plataforma, as placas com indicações para cada uma das letras e escolha a sua. Quando chegar um trem com aquela letra, vá firme. Se você queria ir só até umas duas ou três estações adiante e mete o focinho num trem expresso, prepare-se pra passear bastante.
De resto, as estações e os trens estão em estado lastimável. Confira:

Estação Columbus
Estação Columbus
Entre uma comprinha e outra, almoço no Tamarind, 41-43 East 22nd Street.
Esse é do balacobaco. Sensacional. Só espero que você saiba que comida indiana é picante. Prepare-se para beber muita água.

À noite, jantar com a filhota no Amaranth. Esse já na East 62nd Street, pertinho de nosso hotel. Muito bom, se bem que eu estava mais interessado na conversa do que na comida.

Não sei se já falei pra vocês, mas minha filha é simplesmente o máximo (cala-te boca! Hehehe).

Sexta-feira, por sinal, depois de muita caminhada, fomos visitar o escritório em que ela trabalha, no World Financial Center.

Ao lado, o buraco onde eram as Torres Gêmeas. Uma foto noturna do que estão fazendo lá:


Conhecido o escritório onde trabalha minha filha (não sei se já falei pra vocês... Psssiiii!!), jantar em um restaurante indiano ali por perto. Bom, mas nem sombra do Tamarind. Como na véspera, valeu o encontro, a conversa.

Depois conto sobre a volta que demos, depois do jantar, na Times Square, a bordo do descapotável de minha filha (não sei se já falei pra vocês...) e, principalmente, sobre o sábado e o domingo. Por hora, chega de New York.

quinta-feira, 13 de março de 2008

De esquilos, encontros e cognac


Ontem, durante o passeio pelo Central Park, a Baixinha fez questão de fotografar um esquilo. O bichinho, que procurava alimento, refugiou-se na árvore.




À noite, fomos ao Aquagrill, no Soho (210 Spring St), nem tanto à procura de alimento mas para matar a saudade da primogênita, com quem havíamos estado apenas nas férias do final de 2.006, em Portugal.
Ao contrário de Drummond, para quem essa lua, esse cognac o deixavam emocionado como o diabo, foi o estar emocionado como o diabo que me fez tomar alguns cognacs a mais e acordar, hoje, com uma certa ressaca que me fez viver o dia em câmera lenta.

terça-feira, 11 de março de 2008

New York - a chegada


É tudo um tanto assustador. Desde a alfândega em Guarulhos, há cuidados mil. Seu passaporte é olhado com atenção. Suas bagagens de mão, idem. Ao entrar na lagarta que leva ao avião, há funcionários para abrir suas bagagens de mão (que já passaram pelo raio-X) e verificá-las com certo detalhe. Dentro do avião, os comissários avisam a respeito de coisas proibidas quando da entrada nos Estados Unidos. Por exemplo, é proibido entrar com isqueiro.
Eis que, ao chegar a NY, passamos pela alfândega sem o mínimo de verificação. Durma-se com esse barulho. E se eu estivesse indo pra NY pra derrubar as Torres Gêmeas?! Tá bom, elas já foram derrubadas. Deixa pra lá.
Nosso hotel é o Park Lane, ao sul do Central Park. O senhor que nos levou ao quarto esmerou-se para abrir a cortina e mostrar a paisagem. Acontece que já estava escuro e só vimos breu.
Cansados, fomos comer alguma coisa perto do hotel. Uma porcaria. Azar nosso. O jeito foi ir dormir.
Ao acordar, agora sim, eis o Central Park.

Lado Oeste, onde moram, segundo Nelson Motta, Yoko Ono e Madonna
Lado Leste, onde - sempre segundo Nelson Motta - morou Jacqueline Kennedy
Claro, andamos por boa parte dele. À noite, vamos jantar com minha filha.
Esse reencontro vale vários Central Park.
E bota vários nisso.

sábado, 8 de março de 2008

Fazendo as malas


É verdade. Por mim, jamais iria a New York. Talvez porque durante muitos anos isso me foi impossível. Eu era cassado político no Brasil, não me deixariam entrar lá.
Acontece que minha primogênita foi lá viver. Deu-se, aliás, muito bem. É hoje diretora de multinacional, acaba de ganhar prêmio pelo desempenho em 2.007. Ganhou, como recompensa, viagem internacional e outros badulaques.
Minha neta joga soccer. Ou seja, futebol.

Leva jeito
Daí, tenho de ir lá. Certo?
Veremos o que vai ocorrer.
Conto pra vocês.

domingo, 2 de março de 2008

O gênio


Estava eu, hoje, a aguardar uma mesa no Fogo de Chão do aeroporto (o da avenida Santo Amaro está em reformas), quando chega Delúbio Soares, trajando camiseta do São Paulo F. C.. Senta-se ao lado de uma mulher, também à espera de mesa.
Peguei o celular e tentei disfarçar que o que desejava era uma foto dele. Ele percebeu, claro. Mas não esboçou nenhuma reação.
Só não tive coragem de pedir autógrafo.
Afinal, esse é gênio. Saiu de uma humilde função de professor em Goiás, interiorzão, e tornou-se o arrecadador das fortunas do PT.
Flagrado, não denunciou nenhum comparsa. Só profetizou que o mensalão ainda viraria piada de salão.
Não deu outra.
Hoje, vive livre, leve e solto.




Pra mim, trata-se do representante de uma era. Não houve a era Dunga?
Penso que vivemos a era Delúbio.

sábado, 1 de março de 2008

"Uma cicatriz no cotidiano"


Aline e o Prazer.
Indescritível enlevo...

Da rudeza amorosa das trasmontanas


Telefonei a uma de minhas primas de Passos, dia desses. Falei de nossa ida em setembro, minhas irmãs e cunhados incluídos.
Perguntou-me se tudo ia bem com mulher e filhos e netos.
Sim, tudo vai bem.
- Mas faleceu o primo Abílio, não? disse eu.
E ela, com a maior naturalidade:
- Sim, viste! Ele queria que levasses o garrafão de aguardente quando estiveste aqui. Não foste buscá-lo. Viste!


P.S.: que este post seja tributo à memória de Abílio, sem o qual Passos diminuiu um tanto.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Prestação de contas


No remoto ano de 1.961 afastei-me de Santos para estudar em São Paulo. Queria fazer cursinho pré-vestibular. Eu ainda ia fazer o 2° científico, como se dizia na época, mas inventei isso de fazer cursinho duas vezes: durante o 2° científico e também durante o 3° científico, como todo mundo. Hoje em dia, essa prática já está de há muito institucionalizada. Até os vestibulares das faculdades consideram os que fazem vestibular sem terem concluído o curso secundário. São os treineiros.
Pois é. Modestamente, quem inventou essa fui eu.
Na verdade, se tomei essa decisão por perceber que o ensino do Instituto de Educação Canadá estava muito ruim, também pesou o querer livrar-me um pouco da tutela paterna, muito rígida.
Se a idéia de fazer duas vezes cursinho foi excelente, o tiro me saiu pela culatra no que se referia ao desejo de fugir ao controle paterno.
Minha rotina, em São Paulo, era muito mais rigorosa do que qualquer vigilância de meu pai.
Por ser pastor batista, meu pai conseguira que eu ficasse alojado na Faculdade de Teologia, anexa ao Colégio Baptista Brasileiro, em Perdizes. Lá residiam alguns seminaristas. Fui morar com eles.
Acordava com o primeiro toque do sinal de início das aulas do Colégio. Ao terceiro toque, lá estava eu, entrando por um portão interno, que ligava a Faculdade ao Colégio.
Ao final das aulas, era o tempo de trocar o material escolar do Colégio pelo do cursinho, pegar um ônibus em direção à praça João Mendes, almoçar na cocheira de um bar quase na esquina da Conselheiro Furtado e dirigir-me à Conde de Sarzedas, onde me aguardava o Curso Di Tullio, do qual qualquer um que por lá tenha passado garanto que guarda saudade.
Ao final da tarde, ônibus de volta a Perdizes.
Fazia um lanche dentro mesmo do quarto, tomava um banho e estudava até meia-noite, uma da manhã.
Isso, de segunda a sábado, sem refresco. Nada de cinema, nada de nada.
O dinheiro que meu pai me dava pra enfrentar a semana era consumido nos seis almoços, nas doze viagens de ônibus e nas passagens de ida e volta a Santos, nos finais de semana (ia a Santos no final das aulas de sábado e voltava domingo à noite). Ah. E em algumas frutas, pão, coisas assim, para o lanche da hora do jantar.
Havia também o pasteleiro chinês da Conselheiro Furtado, na hora do intervalo. Lá, junto com dois amigos, me divertia pedindo pastéis e Crush e ouvindo o chinês repetir pra dentro da cozinha:
- Sai tlês pastéis e tlês Clushs!
Da semanada que meu pai me concedia, quase nada sobrava. Mas era preciso prestar contas. Todo sábado ao chegar em casa, em Santos, tinha de entregar a meu pai uma folha de papel com o balanço da semana.
Vai daí, houve um sábado em que esqueci de fazer a prestação de contas.
Meu pai mostrou-se irritado:
- Não se esqueça de trazer o relatório na próxima semana!
Eu, que já não agüentava mais ter de produzir aquilo toda semana, arrisquei:
- Pois o senhor quer saber como é feita a tal prestação de contas, da qual o senhor é tão cioso? Pois saiba que, antes de vir para cá, em algum intervalo de aula do sábado à tarde, enfio a mão no bolso, conto quanto sobrou e faço conta de chegada: tanto para os almoços, tanto para as conduções, tanto para os lanches, mais um tanto para as passagens ida e volta a Santos. Se o resultado não bate, aumento ou diminuo um pouco o valor de algum item e pronto.
Nada disse o venerando. Ficou em silêncio.
Domingo à noite, ao despedir-se de mim, sentenciou:
- Não precisa mais fazer o relatório.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Ainda o rabino Sobel


O rabino Sobel, aquele que andou furtando gravatas, vai lançar um livro. O nome provisório é Um Homem, Um Rabino.

Parece que o rabino partiu para uma tática estilo perdido por perdido, truco. Ou seja, vai tentar lucrar, com o episódio, algo mais além de gravatas. Se o trocadilho não fosse muito infame, diria que ele vai partir para o perdido por perdido, troco.
Aliás, já que estamos no perigoso terreno dos trocadilhos, sugiro outro nome pro livro:

Bravatas e Gravatas.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Casas existentes


A Gazeta Mercantil informa, com alguns errinhos de português e uma tradução pra lá de sofrível (mas quem se importa?!):

Clique para ler a notícia completa

(notícia em inglês)



No Brasil, o que talvez ainda surpreenda é o aumento nas vendas de coisas inexistentes.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Enfrentando ondas


Meu primo André, em e-mail de cumprimentos pelo aniversário, aproveita para mandar-me foto que tirou no Porto, no final de 2.006.


Deixo a cargo da imaginação dos leitores, mas sem dúvida essa foto tem alguma relação de parentesco com meus 63 anos, finalmente completados.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

E vamos em frente que atrás vem gente


Sábado, agora, chego lá


E sou um legítimo self-reference man.
Seje lá o que seje isso.

Aliás, permitam-me que dedique este post à memória de meu amigo, o matemático Baroninho, precocemente falecido e que nasceu no mesmíssimo dia em que nasci. Uma das figuras mais puras que conheci.

Seu irmão mais velho, o Baronão, um dos melhores professores que tive, me veio um dia com a história de que tinha tido quatro filhos porque esse era o menor número que permitia que cada filho tivesse irmãos dos dois sexos.

Coisas de matemático. Mas de matemático do tempo em que os sexos eram só dois.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O percentual da bandalheira


Uma de minhas irmãs, matemática, não se impressionou muito com os números absolutos que apresentei no post sobre dependentes na declaração de IRPF (imposto sobre a renda – pessoa física).

Vamos, então, aos números relativos:

O total de dependentes declarados, em 2006, foi pouco menos de 18 milhões. Com a simples exigência de que fosse declarado o CPF do dependente maior de 21 anos, esse número caiu para pouco mais de 15 milhões em 2007, dando a diferença que mencionei, de 2,4 milhões (números mais exatos, aqui)

Ou seja, considerando-se o número total de declarantes (23,5 milhões em 2007) houve queda de aproximadamente 10%. Seria esse, pouco mais, pouco menos, o percentual de declarantes desonestos.

Pois é, mana. Você entende que 10% de desonestos são muito pouco perto do percentual de políticos desonestos no país. Sim, a diferença é grande, considerando-se que o percentual de políticos desonestos é aproximadamente igual a 100%.

Calma lá: é preciso lembrar que essa mutreta de incluir dependentes fajutos, além de ser apenas uma de várias mutretas utilizadas na declaração (e bota várias nisso), refere-se apenas a dependentes maiores de 21 anos e que tiveram de ser retirados das declarações ou por simplesmente não existirem ou por já constarem de outra (s) declaração (ões).

Uma análise de todas as mutretas, fosse ela possível, levaria os nossos 10% para alturas inimagináveis.

Sendo assim, vamos usar outro termômetro. Aliás, baseado em exemplo que usei no post anterior.

Diga lá, mana: quantas pessoas que montassem a banquinha de jornais que sugeri encontrariam alguma coisa lá, onde armaram a traquitana, no final do dia?

Quanto a isso você há de concordar: ninguém, rigorosamente ninguém, encontraria a caixinha de dinheiro. Tampouco os jornais. Tampouco a banquinha. Tivesse sido ela montada em qualquer parte do território nacional.

Em tempo: conhecendo minha irmã como conheço, sei que ela vai argumentar que, pra sumir a banquinha de jornais, basta um larápio nas vizinhanças. É melhor eu desistir. Mas, cá pra nós, que distribuição mais homogênea de larápios, né não?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Políticos desonestos? Os eleitores são mais


A Folha de S.Paulo publica hoje (aqui, para assinantes Folha ou UOL) algumas informações sobre a próxima declaração de Imposto sobre a Renda - Pessoa Física (em Portugal, fala-se Pessoa Singular. E Pessoa Colectiva ao invés de Pessoa Jurídica, como no Brasil).

Chamou minha atenção este detalhe:

Clique para ampliar
Cada pessoa física podia deduzir de sua renda, no cálculo de seu imposto a pagar, R$ 1.516,32 por dependente. E, para considerar alguém como dependente é preciso obedecer a certas regrinhas.
Vai daí que o simples fato de a Receita Federal ter exigido que fosse fornecido o CPF de cada dependente maior de 21 anos fez cair em 2,4 milhões o número de dependentes (e em R$ 3,6 bilhões o valor deduzido em função de dependentes).

Perguntinha: por que todo mundo reclama da desonestidade dos políticos? É evidente, por esse dado e por outros muitos, que os eleitores são tão desonestos quanto seus representantes.
Se alguém ficar ofendido diante desta minha mera constatação, experimente montar uma banquinha de jornais em uma esquina de sua rua. Coloque lá vários exemplares de jornais e revistas com a indicação dos respectivos preços. Não se esqueça de colocar uma caixinha, protegida do vento, para o pessoal (o povo!) colocar o pagamento.

No final do dia, vá recolher o resultado.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Blogorragia


Os blogs políticos, no Brasil, estão em evidência. Os jornalões já falam neles com certa freqüência. Pena que estejamos diante de caso típico do falem mal mas falem de mim.
A cara de pau de alguns deles é inacreditável. Há poucos dias, dois deles, o do Reinaldo Azevedo e o do Luis Nassif, começaram uma guerra de audiência a propósito do tal prêmio IBest. Era um tal de afirmar que a própria audiência era maior, que os comentários do outro eram inventados etc etc.
Muito bem.
Não ocorreu a nenhum deles (e isso vale pros dois citados e pra todos os outros que conheço) colocar em seu próprio blog, aberto ao público, um contador de audiência. Um desses tantos disponíveis gratuitamente na internet.
Quer dizer, ocorrer ocorreu.
Mas transparência é coisa pra se cobrar dos outros. Certo?

Quem precisa de Marcos Valério?


Não sei como os petistas ainda não lançaram mão do seguinte argumento:

Pra quê o PT precisava de Marcos Valério pra fazer toda aquela triangulação de dinheiro conhecida como Mensalão?
Bastava sacar a grana via cartão corporativo e entregá-la aos destinatários. Sem necessidade de forjar empréstimos, sem necessidade de idas a agências do Banco Rural etc etc.
Ergo, não existiu mensalão.

Aliás, esse argumento (que ofereço de grátis, como prova de profunda e sincera amizade) bem que poderia ser chamado de Um escândalo lava o outro.