quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

E vamos em frente que atrás vem gente


Sábado, agora, chego lá


E sou um legítimo self-reference man.
Seje lá o que seje isso.

Aliás, permitam-me que dedique este post à memória de meu amigo, o matemático Baroninho, precocemente falecido e que nasceu no mesmíssimo dia em que nasci. Uma das figuras mais puras que conheci.

Seu irmão mais velho, o Baronão, um dos melhores professores que tive, me veio um dia com a história de que tinha tido quatro filhos porque esse era o menor número que permitia que cada filho tivesse irmãos dos dois sexos.

Coisas de matemático. Mas de matemático do tempo em que os sexos eram só dois.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O percentual da bandalheira


Uma de minhas irmãs, matemática, não se impressionou muito com os números absolutos que apresentei no post sobre dependentes na declaração de IRPF (imposto sobre a renda – pessoa física).

Vamos, então, aos números relativos:

O total de dependentes declarados, em 2006, foi pouco menos de 18 milhões. Com a simples exigência de que fosse declarado o CPF do dependente maior de 21 anos, esse número caiu para pouco mais de 15 milhões em 2007, dando a diferença que mencionei, de 2,4 milhões (números mais exatos, aqui)

Ou seja, considerando-se o número total de declarantes (23,5 milhões em 2007) houve queda de aproximadamente 10%. Seria esse, pouco mais, pouco menos, o percentual de declarantes desonestos.

Pois é, mana. Você entende que 10% de desonestos são muito pouco perto do percentual de políticos desonestos no país. Sim, a diferença é grande, considerando-se que o percentual de políticos desonestos é aproximadamente igual a 100%.

Calma lá: é preciso lembrar que essa mutreta de incluir dependentes fajutos, além de ser apenas uma de várias mutretas utilizadas na declaração (e bota várias nisso), refere-se apenas a dependentes maiores de 21 anos e que tiveram de ser retirados das declarações ou por simplesmente não existirem ou por já constarem de outra (s) declaração (ões).

Uma análise de todas as mutretas, fosse ela possível, levaria os nossos 10% para alturas inimagináveis.

Sendo assim, vamos usar outro termômetro. Aliás, baseado em exemplo que usei no post anterior.

Diga lá, mana: quantas pessoas que montassem a banquinha de jornais que sugeri encontrariam alguma coisa lá, onde armaram a traquitana, no final do dia?

Quanto a isso você há de concordar: ninguém, rigorosamente ninguém, encontraria a caixinha de dinheiro. Tampouco os jornais. Tampouco a banquinha. Tivesse sido ela montada em qualquer parte do território nacional.

Em tempo: conhecendo minha irmã como conheço, sei que ela vai argumentar que, pra sumir a banquinha de jornais, basta um larápio nas vizinhanças. É melhor eu desistir. Mas, cá pra nós, que distribuição mais homogênea de larápios, né não?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Políticos desonestos? Os eleitores são mais


A Folha de S.Paulo publica hoje (aqui, para assinantes Folha ou UOL) algumas informações sobre a próxima declaração de Imposto sobre a Renda - Pessoa Física (em Portugal, fala-se Pessoa Singular. E Pessoa Colectiva ao invés de Pessoa Jurídica, como no Brasil).

Chamou minha atenção este detalhe:

Clique para ampliar
Cada pessoa física podia deduzir de sua renda, no cálculo de seu imposto a pagar, R$ 1.516,32 por dependente. E, para considerar alguém como dependente é preciso obedecer a certas regrinhas.
Vai daí que o simples fato de a Receita Federal ter exigido que fosse fornecido o CPF de cada dependente maior de 21 anos fez cair em 2,4 milhões o número de dependentes (e em R$ 3,6 bilhões o valor deduzido em função de dependentes).

Perguntinha: por que todo mundo reclama da desonestidade dos políticos? É evidente, por esse dado e por outros muitos, que os eleitores são tão desonestos quanto seus representantes.
Se alguém ficar ofendido diante desta minha mera constatação, experimente montar uma banquinha de jornais em uma esquina de sua rua. Coloque lá vários exemplares de jornais e revistas com a indicação dos respectivos preços. Não se esqueça de colocar uma caixinha, protegida do vento, para o pessoal (o povo!) colocar o pagamento.

No final do dia, vá recolher o resultado.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Blogorragia


Os blogs políticos, no Brasil, estão em evidência. Os jornalões já falam neles com certa freqüência. Pena que estejamos diante de caso típico do falem mal mas falem de mim.
A cara de pau de alguns deles é inacreditável. Há poucos dias, dois deles, o do Reinaldo Azevedo e o do Luis Nassif, começaram uma guerra de audiência a propósito do tal prêmio IBest. Era um tal de afirmar que a própria audiência era maior, que os comentários do outro eram inventados etc etc.
Muito bem.
Não ocorreu a nenhum deles (e isso vale pros dois citados e pra todos os outros que conheço) colocar em seu próprio blog, aberto ao público, um contador de audiência. Um desses tantos disponíveis gratuitamente na internet.
Quer dizer, ocorrer ocorreu.
Mas transparência é coisa pra se cobrar dos outros. Certo?

Quem precisa de Marcos Valério?


Não sei como os petistas ainda não lançaram mão do seguinte argumento:

Pra quê o PT precisava de Marcos Valério pra fazer toda aquela triangulação de dinheiro conhecida como Mensalão?
Bastava sacar a grana via cartão corporativo e entregá-la aos destinatários. Sem necessidade de forjar empréstimos, sem necessidade de idas a agências do Banco Rural etc etc.
Ergo, não existiu mensalão.

Aliás, esse argumento (que ofereço de grátis, como prova de profunda e sincera amizade) bem que poderia ser chamado de Um escândalo lava o outro.

E Fernando Henrique criou o cartão corporativo.
E viu Lula que o cartão era bom. (Gênesis 1:3-4)


No longínquo mês de junho de 2.005, manifestei minha perplexidade diante da revelação – feita pela ex-mulher – de que o inefável Valdemar Costa Neto dispunha de cabides com suas iniciais gravadas. Na época, me perguntava:

Haverá mais requintes nesse mar kitsch?

A resposta é sim.

O magnífico Timothy Mulholland, reitor da Universidade de Brasília, equipou seu apartamento com lixeiras que se abrem em função da simples aproximação de alguém.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Projeto estratégico


O mercurial Ciro Gomes afirmou, em entrevista à Folha de S.Paulo , que falta a Lula um "projeto estratégico" para o Brasil.
Quero crer que ele imagina ter um.
Se for como a merda que ele aprontou em Pecém, no Ceará, quando governador, o Brasil que se cuide.

A evolução brasileira


Há mais ou menos 90 anos, minha avó por parte de mãe morreu, no Rio de Janeiro, capital federal, de febre amarela, aos 22 anos.
Neste início de século XXI, minha neta já não corre esse risco.

Foi viver nos EUA.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Adeus, tio Vadinho


Dia terrível, o de hoje. Tinha tudo pra ser um belo dia. Afinal, era aniversário de meu pai. É certo que ele já se foi há muito. Mas todo dia 13 de fevereiro comemoro seu aniversário em minha lembrança.
Pela manhã, saboreando o lindo dia de sol que São Paulo nos oferecia, fomos levar minha tia Jesse, à beira de seus 80 anos, à geriatra. Apenas para confirmar o que já se percebia a olho nu. O mundo dela passou a ser outro. Pouco contato lhe resta com este nosso cotidiano. Consola notar que ela parece estar muito feliz em seu universo. E nos cabe, apenas, criar condições para permitir que essa felicidade se prolongue o quanto possível.
De volta à casa, a notícia: morreu meu tio Vadinho, irmão mais moço de minha mãe, irmão inseparável de minha tia Clarisse.

Vadinho, em aniversário de Clarisse
Ele, que com seus olhos claros despertou incontáveis paixões ao longo da vida, fica em minha memória com a marca de seu bom humor.
Lembro-me de um dia em que nos encontrámos na casa de outro tio meu, irmão dele, no tempo em que minha calvície começava a tornar-se notória e a dele já era quase absoluta.
A certa altura, sacou do bolso da camisa um pente. Passou-o pelos pouquíssimos fios restantes e me ensinou:
- A coisa de que careca mais gosta é pente.
Adeus, Vadinho. Adeus, tio.

Vícios e virtudes


Meu primo Orlando me informa que pretende formar uma frente com minha tia Clarisse para levar-me a crer em Deus.
Qualquer hora dessas, preciso esclarecer a ele (quem sabe ele lê este post e dispensa minha explicação oral) que considero meu ateísmo (ou agnosticismo. Pra mim, tanto faz) uma de minhas poucas virtudes.
E mais não digo pra não ofender pessoas que me são caras, entre elas o próprio Orlando.
Já defeitos e vícios eu os tenho às pencas.
Alguns, consegui abandonar. O tabaco, por exemplo. Depois de fumar por mais de 30 anos.
Outros grudaram em mim como praga. Por exemplo, o vício de ler jornais e revistas.
Não há nada mais falso e distante da realidade do que um jornalão.
Dá até pra afirmar que Globo, Estadão, Folha etc etc são incríveis obras de ficção.
Conta-se que Gabriel Garcia Marquez, questionado em entrevista sobre o método de invenção de seus improváveis personagens, respondeu:
- Invenção?! Eu vi!
Os jornalões e revistões poderiam dizer, invertendo Gabriel:
- Realidade?! Nós inventamos!
Poucos anos atrás, fui apresentado a figurão que freqüenta com assiduidade os telejornais brasileiros. Já me habituara a sua postura sisuda, preocupada com os grandes problemas nacionais etc e tal. Tudo pela TV. Em particular, longe de câmeras, de cada cinco palavras suas, seis eram de baixo calão.
Recuando mais no tempo, lembro-me de meus tempos de Brasília. Foi época de conhecer muitos figurões da República. Década de 80. Vários deles ainda montam guarda no Congresso ou no Executivo. Baixaria total. Com as raríssimas exceções de praxe. Na imprensa, todos aparecem como reservas morais da nacionalidade.
Mas, se passo alguns dias sem ler jornais ou revistas, entro em crise de abstinência.
Paciência.
Tudo indica que levarei este vício até o túmulo.
Mas morro ateu.
Afinal, alguma virtude deve-se cultivar.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Idílio


Deixa, amor, que eu te leve,
em meus braços,
até o fim do mundo.
Lá, no cume de montanha muito branca,
envolverei teu corpo
com as cores do arco-íris.

Apenas aguarda uns poucos meses.
Preciso malhar na academia
pra dar conta de todo esse exercício.

É tudo piada.
Aliás, lembrei de uma


No meu tempo de escola primária, contavam-se várias histórias do lendário Juquinha. Uma delas rezava que o Juquinha, dia após dia, escrevia na lousa, antes da entrada em classe da professora:
- O Juquinha tem pinto grande.


A professora entrava e achava preferível não dar importância àquilo. Apagava a lousa e começava a aula.
Belo dia, já cansada da insistência do Juquinha, ao dispensar a turma ordenou:
- Juquinha: você fica.

Todos saíram e lá ficou o Juquinha com a professora.
Dia seguinte, na lousa:

A propaganda é a alma do negócio.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Todos estão certos


Essa história dos cartões corporativos está se tornando muito instrutiva. Os soldados da oposição começaram a jogar lama no governo. Agora, os áulicos começam a jogar a lama de volta.
E nós, na platéia, vamos mais uma vez confirmar o que já se sabe desde sempre: todos têm razão.

Pega ladrão!


Quando eu era criança e os ladrões roubavam galinhas, era comum – durante a perseguição popular a algum batedor de carteiras – o próprio gatuno gritar Pega ladrão!, Pega ladrão!, em uníssono com o pessoal que tentava alcançá-lo. Em geral, conseguia gerar confusão suficiente para escafeder-se.
Parece que esse estratagema começa a ser usado pelo governo brasileiro. Quando a oposição se animava a criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o uso dos cartões corporativos, eis que o pessoal governista correu na frente e forçou a criação da tal CPI.

Pessoalzinho tá ficando esperto (ixpéhto, como pronunciam os cariocas, com h aspirado).

Acontece que a oposição corre atrás do larápio mas não quer prendê-lo. Quer tomar-lhe a carteira. Os governistas, indignados, se perguntam:
- Mas por que diabos correm atrás da gente?! A carteira não é deles.
A gente já sabe: a carteira que disputam é a nossa.
A gente sempre soube. Afinal, fomos nós que colocamos essa turma pra correr.
A gente pensa assim: quem corre mais é melhor.
E vota nos mais rápidos.
E sonha chegar a ser igual a eles.
O mais rápido possível.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Carnaval


O carnaval em São Paulo foi quase tão animado quanto o carnaval de Lazarim, lá perto de minha terra:

Foto de Nacho Doce/Reuters, no Público

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Celyna de Souza Franco


Ela completaria 95 anos amanhã. E seu nome de solteira era esse.
A mais velha de quatro irmãos, viu a mãe morrer quando ainda tinha 6 anos. Um dos irmãos também se foi ainda criança.
Os três órfãos tiveram a alegria de ver o pai casar-se com a tia.
Daí vieram mais dois irmãos.
Mas Celyna foi mais mãe do que irmã, para os dois.
Falecida a tia, vieram mais dois irmãos do terceiro casamento do pai.
Os quatro últimos continuam firmes.
Os primeiros vivem na memória dos descendentes.
Celyna.
Essa é imortal.

a data da morte está errada, na certidão. O certo é 13/12/1.992

domingo, 27 de janeiro de 2008

O buraco é mais embaixo


Meu amigo Asulado me provoca, aqui, em relação à minha vontade de ir morar em Portugal.
O Asulado é um tremendo gozador mas vou responder seriamente a ele.

Em primeiríssimo lugar, quero ir viver em Portugal porque me sinto pertencente ao País. Sinto-me mais português que brasileiro. Adoro Trás-os-Montes, Bragança, Vinhais, Passos de Lomba. E o restante daquele retângulo encantador, cujo único defeito grave é o de ser cercado de espanhóis por quase toda parte (hehehe).
Fosse tudo uma questão de qualidade de vida, iria viver na Austrália. Lá vão viver dois de nossos filhos (“nossos” aí, significa da Baixinha e meus, o Asulado nada tem a ver com isso, hehehe), lá já temos um neto e – a confiar nas promessas de meu filho – teremos quatro, daqui a pouco tempo. Lá tem-se o terceiro índice de qualidade de vida do mundo.

A questão é: uma coisa é meu desejo de viver em Portugal. Outra, diferente, é meu desejo de sair do Brasil, aglomerado humano que já perdeu as características mínimas necessárias para ser considerado parte da civilização.
A provocação do Asulado originou-se em um episódio apresentado pela SIC TV a respeito do serviço de emergência de saúde e de sua interação com os bombeiros visando ao atendimento de um acidente em Alijó. O vídeo que o Asulado mostra em seu blog está causando enormes polêmicas em Portugal.
No Brasil, o evento nem seria notícia. Para os padrões brasileiros, simplesmente não aconteceu nada. Aqui, Asulado, morre-se como moscas nos corredores dos hospitais.
A propósito, o poeta Ferreira Gullar, na Folha de hoje (aqui, só para assinantes Folha ou UOL),faz várias “Perguntas que não querem calar”. Todas referentes ao Brasil de hoje. Aí vão algumas delas, pro Asulado (e demais portugueses) perceberem o grau de deterioração desta sua ex-colônia:


Sabia que já há condomínios, em bairro da zona sul do Rio, dominados pelo Comando Vermelho? Num desses condomínios, um morador, cuja filha fora cooptada pela gangue de drogados, ameaçou denunciar o que estava ocorrendo, mas desistiu. Sabe por que desistiu? O síndico o aconselhou a não fazê-lo, se quisesse continuar vivo. Na semana seguinte, ele pôs o apartamento à venda e se mandou de lá. O que faria você?

Você soube que, durante as operações policiais na favela do Alemão, um dos chefes do tráfico ordenava a seus comparsas que atirassem nos moradores? E que há moradoras idosas pagas por eles para declarar que quem atirou foi a polícia?

Processos indenizatórios contra o governo demoram de dez a 20 anos para serem julgados. E quando o cara ganha e é autorizado o pagamento, o governo simplesmente não paga, ignora a ordem judicial e a Justiça finge que não vê. Por quê?

Quando há operações policiais nas favelas, os moradores são obrigados a deixar a porta da casa aberta, para que os traficantes possam se esconder. Quem não obedece morre. Já imaginou isso em seu bairro?



E por aí vai. Comigo mesmo, aconteceu o seguinte:
Tínhamos de ir ao Rio de Janeiro visitar parentes. Lá moram minha irmã com meu cunhado, o filho mais velho e o neto mais velho, além de tios, tias, primos e primas etc etc.
Como, na época (ano passado), o caos aéreo estava a pleno vapor, fomos de carro. Quando estávamos perto do Rio, recebo telefonema de minha irmã.
- Olha, venham pela linha amarela. Mas, antes, liguem o rádio na CBN pra saber se está havendo tiroteio.
Isso ela disse com a maior candura. Naturalidade total.
Os cariocas ficam atentos ao rádio pra saber se podem ou não passar em determinadas vias públicas. Vira e mexe, morrem alguns em tiroteios. Coisa mais comum.
E vocês, em Portugal, atiçados pela conversa telefônica de uma atendente do INEM com alguns sonolentos bombeiros.
Ora, ora.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Próxima escala: New York


Afinal, visitado o neto aussie, há que se visitar a neta brasilana (brasileira/americana).
O neto carioca ficou conosco nos primeiros vinte dias de janeiro. Quanto aos outros, se a montanha não vem a Maomé...
Resultado: em março, mais precisamente no dia 8, lá vamos nós. Voltamos no dia 22.
Sei que todo mundo já conhece Nova York. Eu não. Por isso, vou mostrá-la aqui, pela visão de um neófito.
Enquanto isso, a gente fala das coisas da nossa república bananeira.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Notícia podre


Comentei aqui, no domingo, 20, a nota publicada no sábado, 19, na coluna do Cláudio Humberto, sobre a “prisão” do cardeal de Lisboa pelos agentes da ASAE (Autoridade para a Segurança Alimentar e Econômica). Mandei e-mail para a coluna. Eles não deram a menor bola e a notícia continua lá, na coluna do dia 19.
Jornalismo, no Brasil, faz-se assim.
Aliás, não só jornalismo.
Ontem, 22, o Inspector-geral da ASAE, António Nunes, foi ouvido pela comissão de Assuntos Econômicos do Parlamento.
Se você estiver interessado, leia as notas que saíram hoje, na SIC Notícias, no Diário de Notícias, no Público e no Correio da Manhã, por exemplo. Fica clara a razão de ter sido inventada aquela história da prisão do cardeal: os agentes da ASAE andaram exagerando e houve uma revolta contra a atuação “over” da rapaziada.
Na coluna do CH, penso que o cardeal continua em cana.