sábado, 5 de janeiro de 2008

Viagem à Austrália
3 - Os pic-nics


Gold Coast é cidade pequena. Nasceu como praia da capital do Estado de Queensland, a lindíssima cidade de Brisbane, que consegue ter um trânsito mais congestionado que São Paulo, apesar das vias maravilhosas e bem cuidadas. Mal comparando, Gold Coast está para Brisbane como Guarujá está para São Paulo ou como Cascais e Estoril estão para Lisboa.
Gold Coast é uma lingüiça paralela ao mar. Constituída de várias praias. Nossa filha vive na praia de Miami. Quanto a nós, ficamos hospedados em resort na vizinha praia de Burleigh Heads. Cada praia tem sua vida própria. Seu próprio comércio, seu centro médico etc etc.
Não sei quanto ao restante da Austrália. Mas pelo menos em Gold Coast, o pessoal é chegado a um pic-nic.
Vai daí que, no domingo, o centrinho de Burleigh Heads sempre apresenta atrações para o pessoal que vai fazer seu pic-nic. Os farofeiros de lá.
Nesse domingo das fotos abaixo, uma orquestra tocava música erudita pro povão.
Resta dizer que, depois que a turma vai embora, fica tudo limpinho.
De resto, vejam o domingão do povão:





sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Viagem à Austrália
2 - O padrão de vida


Fomos à Austrália para conhecer o novo neto. Mas minha intenção, aqui, não é desenvolver uma saga familiar. Pretendo mostrar, baseado em alguma vivência pessoal, características que me parecem importantes na vida australiana.
Por exemplo, a filha a pendurar roupas do futuro bebê no varal indica o padrão de vida da classe média australiana (quase toda a população): um casal jovem, cada um com seu emprego, consegue viver em casa térrea de três grandes quartos, dotada de jardim na frente, garagem (sempre atolada de bugigangas. Os carros têm de ficar ao relento) e – nos fundos – esse quintal fantástico, no qual uma criança poderá deixar a imaginação espalhar-se.

As duas primeiras fotos são anteriores à chegada do Taj
Esse varal é padrão em todas as casas
Dia 25/12. Foi instalado o 'puxadinho' pro almoço de Natal

Lá e Aqui


Diferença importante entre as eleições americanas e as brasileiras: lá, em alguns estados da federação, eles fazem caucus (reunião partidária para escolha de representantes. Pronuncia-se, mais ou menos, cácas) antes das eleições. Aqui os políticos fazem mais cacas depois das eleições.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Viagem à Austrália
1 - Os Andes


Que eu saiba, há duas maneiras de ir de São Paulo a Sydney por avião: uma é via África do Sul. Outra, via Chile. Optamos pela segunda. Vai-se de São Paulo a Santiago. De lá, embarca-se em outra aeronave rumo a Auckland, na Nova Zelândia. Em seguida, no mesmo avião, chega-se a Sydney. No nosso caso, houve ainda um vôo de uma hora e 20 minutos de Sydney até Gold Coast.
Uma das virtudes desse roteiro é que se passa sobre os Andes e suas montanhas coroadas por neves eternas. Visão ímpar.






quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Inversões



Na Austrália, tudo é invertido, em matéria de trânsito. Os carros têm direção do lado direito (a Baixinha não está no banco do carona, ela está pronta para dirigir). Você anda pela esquerda, quando quer ultrapassar, ultrapassa pela direita. É verdade que o pessoal lá não dirige muito melhor que o pessoal de São Paulo. Carros lentos ficam à direita, quando o certo seria ficarem à esquerda.
Foi daí que me veio a ideia: nossos legisladores poderiam, em sessão secreta, aprovar lei adotando esse sistema de trânsito. Como no Brasil todo mundo tem a mania de andar na pista mais à esquerda, tudo passaria a ficar certo. Mas desde que ninguém soubesse da mudança. Brasileiro, como todo mundo sabe, detesta obedecer leis e regulamentos.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Desejo a todos


que 2.008 seja uma merda
(se comparado a 2.009)

Disfarces da solidão


Almoçávamos em um restaurante no Circular Quay, Sydney, quando um rapaz sentado em mesa próxima nos chamou a atenção: ele, que estava sozinho, pedia sempre duas cervejas e dois copos. Queria aparentar que estava acompanhado.

Intuições mercadológicas


Essa joalheria que encontrei em Sydney não me parece que daria muito certo no Brasil ou em Portugal. O pessoal ia achar as jóias meio, digamos, sem valor.






Já no aeroporto de Auckland, Nova Zelândia, captei essa propaganda do cartão Visa. Acho que eles não deveriam divulgá-la em países de língua portuguesa.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Vivenciando a Austrália


Não trouxe o portátil. Tenho de postar do BlackBerry. Portanto, fotos ficam pra depois. Seria muito complicado querer postá-las. Não vi, ainda, nenhum aussie (pronuncia-se "Ózi") - ou seja, australiano - de cara emburrada. Aqui todo mundo esbanja felicidade. Também pudera: terceiro IDH do mundo. Perto disto aqui, as discussões mantidas pelos blogs políticos brasileiros ficam reduzidas ao que valem: pagar o salário dos respectivos blogueiros. Natureza indecorosamente linda. Povo civilizado. As normas são obedecidas. Enfim, outro mundo. Nosso genro, hoje, está muito chateado. É que, à noite, foi pescar e um outro pescador furtou-lhe os caranguejos pegos em sua armadilha. Também há espertinhos por cá. O problema, no Brasil, é que todo mundo é muito esperto. Até breve.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

domingo, 9 de dezembro de 2007

Coleta seletiva de lixo


Pergunto: a famosa lata de lixo da História, na qual muitos ainda insistem em ameaçar lançar seus adversários políticos, não deveria admitir coleta seletiva?
Afinal, muitos políticos talvez sejam recicláveis.
Ou não?

sábado, 8 de dezembro de 2007

Será?


O secretário de Segurança Pública informa que esta sexta-feira - 7/12/2007 - foi o primeiro dia (desde 1.995, quando começaram os registros) sem assassinatos em São Paulo, cidade.
Antes que algum vereador ou deputado estadual proponha mais um feriado para comemorar o Dia da Sobrevivência:
Há muitos anos, um colega, engenheiro civil, me informou:
- Não é verdade que não haja terremotos no Brasil. O que o Brasil não tem é sismógrafo.
Agora, sejam ou não confiáveis os tais registros, que coisinha chata de comemorar, né não?

Novo PAC


Acaba de ser lançado: Programa de Aceleração do Carnaval.

Sobrou pro Suplício


O Zé Dirceu, hoje, em seu blog, reclama da falta de interesse investigativo em relação às prováveis falcatruas do senador Garibaldi. E vocifera:

Onde estão os catões que acusavam Renan Calheiros todos os dias? Onde estão Agripino Maia, Tasso Jerreisatti [sic], Artur Virgílio, Pedro Simon, Eduardo Suplicy, Cristovam Buarque?

Sobrou pro Suplicy.

O inefável senador por São Paulo, adorador de holofotes, que se cuide. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas por coisa tão peanuts quanto essa, teve um tal de Celso Daniel que foi parar numa erma viela da Grande São Paulo, boca cheia de formigas.

Ou não terá sido tão peanuts. Sei lá.

Você compraria?


Nas décadas de 60 e 70, era comum – quando um automóvel novo dava muito problema – dizer-se que tinha sido produzido em segunda-feira após derrota do Corinthians.
Naquela época, Lulla era torneiro mecânico. E corintiano. Sei lá que peças o gajo produzia, provavelmente nem ele mais lembra, mas fico a imaginar a qualidade da produção do ainda anônimo operário.
Se eu fosse jornalista, iria atrás de algum antigo supervisor do moço, pra saber detalhes de sua produção metalúrgica.
E se, na época, soubesse que ele tinha ajudado a produzir algum fusquinha da vida, esse eu não comprava.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Quem mordeu quem?


Há muito se diz que se um cachorro morde um homem isso não é notícia. Já se um homem morde um cachorro, sim, isso é notícia.
Vai daí que não sei quem mordeu quem: virou notícia o fato da mega-sena de R$ 40 milhões ter saído para apostador de São Paulo. Em um país normal isso não seria notícia. Afinal, São Paulo é um estado da federação que responde, grosso modo, por metade da economia do país.
Mas acontece que, quase sempre, quando a mega-sena está acumulada em níveis dessa ordem, o prêmio acaba saindo para alguém de Tocantins, Roraima etc etc.
Vejam só: resolveram deixar sair a mega-sena acumulada para São Paulo.
Isso é notícia.

Nova edição


Foi lançado o Dicionário do Renan, ampliado.
Agora ele tem o verbete renúncia.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Herramos


Antigamente, a seção mais divertida da Folha de S.Paulo era a coluna do Zé Simão. De uns tempos pra cá, passou a ser a seção Erramos.
Hoje, por exemplo:

Diferentemente do publicado no texto “Líder feminista, ex-deputada morre no Rio”, Heloneida Studart ingressou na política em 1978 – e não em 1982 -, pelo MDB. A ex-deputada foi uma das fundadoras do PSDB (e não do PT) e entrou para o Partido dos Trabalhadores em 1989, e não em 1982.

Pergunta-se: será que ela morreu mesmo?!