domingo, 2 de setembro de 2007

O que que Bragança tem


Então, vamos lá. Explicar a brasileiros como é Bragança é um tanto difícil. Em termos de número de habitantes a cidade é pequeníssima, comparada às cidades brasileiras. Mas em termos de equipamentos públicos, rivaliza com grandes cidades do Brasil.
Algumas fotos do centro da cidade darão uma idéia melhor do que qualquer lenga-lenga.
Comecemos pelo estacionamento do hipermercado Intermarché. Há, na cidade, mais dois hipermercados.



Além disso, há o mercado municipal, que mais lembra um shopping:


Por falar em shopping, aí vão algumas cenas do interior do centro comercial:






Aqui, a Rua 5 de Outubro...


...pela qual se desce à Praça da Sé,


da qual se sobe pela R. Almirante Reis:





Chega-se, assim, de volta à Avenida João da Cruz...


...que começa aqui, nesta praça dos Correios:


Junto aos Correios, fica a Praça Professor Cavaleiro Ferreira:




À esquerda, na foto do meio dessas três aí acima, a Conservatória, na qual obtive meu B.I. (Bilhete de Identidade, o RG português)
Essas três fotos acima eu as obtive das escadarias do Teatro Municipal de Bragança:


Também foi a partir daí que fotografei o início da Av. Sá Carneiro:


Ao lado do Teatro, o Centro Comercial, que já vimos por dentro:


E, novamente, a Av. Sá Carneiro, vista desde seu início:


Espero que – com essa amostra – minha irmã mais velha se anime a visitar-nos em Bragança, quando lá estivermos morando.

sábado, 1 de setembro de 2007

As facções do PT


Em seu 3º Congresso, o PT (Partido dos Trabalhadores) está dividido em duas correntes: a dos Conservadores e a dos Liberais.
São Conservadores os que lutam pra conservar a boquinha que já conseguiram.
Liberais são os que se esfalfam pra conseguir que liberem uma boquinha pra eles.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O valor de cada cidadão


Vai daí, uma de nossas filhas foi viver na Austrália. Final do ano vai ter um filho . O Taj. Antes de se saber o sexo, era Taj, se homem, Tereza, se mulher. Era, portanto, Little T. Agora já se sabe que será o Taj.
Toca providenciar vistos pra Austrália. Já tínhamos verificado (antes da ida para Portugal) que a Baixinha tinha de preencher um longo formulário baixado da Internet e providenciar um monte de anexos comprovando uma porção de coisas, principalmente condição financeira para manter-se na Austrália durante o tempo de permanência lá. E toca a imprimir declaração de Imposto de Renda, limites de cartões de crédito, de cartões de débito, extratos bancários de contas correntes, investimentos. O scambau.
A tudo isso, junta-se o passaporte, uma foto, coloca-se o conjunto em um envelope e manda-se o cartapácio para a embaixada da Austrália, em Brasília, para ser analisado.
Caso o visto seja aprovado, volta o passaporte com o selo de autorização, em envelope previamente pago pelo pretendente.
Tudo providenciado em relação à Baixinha, fui tratar de pedir meu visto. Com passaporte português.
Preenche-se um formulário on line, basicamente com a informação do número do passaporte e sua data de validade.
Pronto. Está concedido o visto.

Há cidadãos e cidadãos.
Só que nós, os brasileiros, parece que não nos damos conta de que somos cidadãos de quinta categoria.
E viva o carnaval.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Coisas de Espanha


Há pouco tempo, renovamos – a Baixinha e eu – nossas Carteiras de Habilitação Internacional. Estranhamos o fato de as duas virem compostas por formulários diferentes. Como foram obtidas em lugares distintos, não demos a isso maior importância.
Isso foi antes de irmos a Portugal. Como sempre, não fomos abordados por policiais nem agentes de trânsito em lugar algum.
Sexta, 24, partimos de Bragança para Madrid. Ao tentar chegar ao hotel, descobri que uma conversão à esquerda, que antes era permitida, agora fora proibida. Comecei a dar voltas e voltas para tentar chegar ao hotel por outro caminho. Em meio a essas tentativas quase entro em uma rua de mão contrária à direção em que íamos. Dois agentes de trânsito, com seus coletes amarelos, mandaram que parássemos.
Começou a ladainha:
- Documentos.
Quem conduzia o carro era eu, mas as Carteiras - minha e da Baixinha - estavam ambas guardadas no mesmo plástico e foram parar nas mãos dos eficientes agentes.
Disse-me um deles:
- Sua Carteira está correta. Mas a de sua mulher não é válida.
Não dei – a princípio – importância maior àquilo. Afinal, ela não estava dirigindo o veículo.
Mas, como aprendi com meu mestre Newton da Costa, não há uma lógica. Há várias. A rigor, infinitas. Bom, não exageremos: digamos que há tantas lógicas quanto chineses.
- Vamos ter de reter a Carteira de sua mulher.
- !?!? (procurei dar sotaque espanhol a essa perplexidade)
- Então, forneça-me ao menos um termo de retenção do documento. Ou indique-nos em que local podemos solicitar sua devolução.
- Não. Apenas vamos ficar com ele. Um documento inválido pode ser mal utilizado.
Claro que disseram isso porque não conhecem a Baixinha. A dita cuja postou-se ao lado do agente que segurava sua Carteira e sentenciou:
- Sem meu documento não saio daqui.
Sai não sai, retém não retém, a Baixinha propôs uma saída para o dilema:
- Pelo menos rasurem todos os meus dados.
O agente topou.
Armou-se de uma caneta e começou a rabiscar tudo.
A Baixinha fazia o papel de crítica de arte:
- Aqui. Rabisque mais aqui. Isso. Um pouco mais. Bom. Bom.
Feitas as pazes com os nobres defensores da lei, até nos ensinaram o caminho ao hotel. Que – diga-se – incluía a conversão à esquerda proibida. E que eu evitara. Dessa vez virei à esquerda. Afinal, orientados estávamos por zelosos servidores da ordem pública.
No hotel, perguntamos se tudo isso fazia parte da ordem natural das coisas, em Espanha.
Não. Não parecia ser muito adequado, o comportamento dos agentes. Procurem a Polícia.
É pra já.
Já na delegacia, os policiais também estranharam tudo aquilo.
Munido de um mapa de Madrid, consegui localizar a praça em que fomos parados. O policial nos pediu que esperássemos um pouco.
Vinte minutos depois – AhAh – lá vêm os dois zelosos agentes do Bem em suas bicicletas, chamados que foram a apresentar suas razões na delegacia de Polícia.
Explicaram que acharam tudo muito estranho: eu, por exemplo, no afã de satisfazê-los em sua ânsia por documentos, lhes mostrara meus passaportes brasileiro e português, meu RG brasileiro, meu BI português. Muito documento. Tudo muy sospechoso.
E foi pra lá de franco: se fosse um casal jovem, chamariam a Polícia e nós seríamos presos (e mostrava as mãos unidas pelas algemas). Mas, dada nossa aparência, intuíram tratar-se de gente boa. Só um pouco exagerada em matéria de documentos.
Resumo: ficamos sem a Carteira da Baixinha e fomos chamados de velhos.
Mas os guapos agentes da Lei vão pensar três vezes antes de perturbarem a paz de velhinhos brasileños.
Devem perguntar-se, até agora, como foram localizados se foram eles a nos ensinarem o caminho.

Coisas de Portugal


Estávamos a beber uns finos em um boteco de Bragança, a Baixinha e eu.
Um garoto que acompanhava o pai foi se chegando à nossa mesa, nitidamente a querer prosa.
Não me fiz de rogado.
- Quantos anos tens?
- 8 anos.
- Então já estudas. Tens aulas de Português?
- Sim, respondeu o menino, sem nenhum entusiasmo pelo assunto e de olho na chave do carro, largada sobre a mesa.
Foi a vez de ele perguntar:
- Qual é o teu carro?
Como o lugar fosse todo composto de grandes janelas de vidro, bastou-me apontar para a rua:
- É aquele.
O puto olhou, e disparou:
- Ah. Um Toyota.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Bragança - 360 graus


Ainda não é desta vez que mostro à minha mana as fotos do centro de Bragança em toda sua atividade. Já as tenho. Mas virão a seu tempo.
Por hora, mostro as nove fotos que tirei do alto do Hotel Turismo São Lázaro, no qual estamos hospedados (só até amanhã, que já voltamos a Madrid).
Esse Hotel fica na parte nordeste de Bragança (que por sua vez é a capital do distrito nordestino de Portugal), junto à IP-4, estrada que passa acima de Bragança. Tirei as fotos de modo a dar a volta completa ao Hotel. Trata-se de setor já periférico da cidade. Acima da IP-4 pode-se quase dizer que já se está fora da cidade.
As fotos têm partes comuns, para que se perceba a continuidade delas. Vamos no sentido horário, a partir do setor mais a nordeste.
Vejam:










domingo, 19 de agosto de 2007

Vinde comer a Passos


A idéia foi da Baixinha. Saiu a fotografar frutas, verduras, tubérculos e vai por aí. E, no final das contas, gerou este post.
Vejam o que há para comer em Passos (entre outras coisas mais):

Cebolas:


Tomates:


Pimentões:


Couves e Repolhos:
Couves são as esverdeadas:


Repolhos são os azulados:


Cabaças (abóboras):


E agora, as sobremesas:

Castanhas:


Maçãs:


e Peras:



Água na boca? Vinde a Passos.
Há muito, muito mais.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Festa em Passos


Os que costumam freqüentar este Bazar sabem que não sou lá muito chegado a religiões. Para ir direto ao ponto, sou ateu. Já houve época em que me dizia agnóstico. Mais recentemente cheguei à conclusão de que isso de agnóstico é dar muita importância à coisa. É mais fácil ser ateu e pronto.
Mesmo assim, fiquei feliz ao saber que ainda na minha geração produziram-se dogmas. Eu sempre pensei que essa coisa de milagres, dogmas, enfim, marcos realmente importantes da vida religiosa, tais como multiplicar pães e peixes, transformar água em vinho etc, era coisa de tempos passados. Pois hoje, depois de saber tratar-se – o dia 15 de agosto – de feriado nacional em Portugal, fui informar-me a respeito. Pois não é que fiquei sabendo que nos primeiros séculos da era cristã dizia-se de Maria que ela tinha dormido, não morrido.
Lá pelo século VIII, já que quem conta um conto aumenta um ponto, passou-se a dizer que Maria subira aos céus, de corpo e alma. Estava estabelecida a Assunção de Nossa Senhora. Pois bem, só em novembro de 1.950, quando eu já me preparava para freqüentar os bancos escolares, o Papa Pio XII resolveu transformar a história em dogma. Pronto. Maria subiu de corpo e alma aos céus e não se fala mais no assunto.
Toda essa conversa mole pra dizer que domingo, 12 de agosto, foi festa de algum(a) santo(a) em Passos.
Nunca vi tanta gente em minha aldeia.
Missa, procissão, comemorações completas.

Passam os andores
Todo mundo quer ver a procissão passar
Quase não consigo fotografar a procissão
Contudo, o grande furor do dia foi o novo Café.

Ninguém deixou de visitar o Café
De propriedade de Otavio Marcelo, a nova sensação de Passos foi prestigiada pelos irmãos de Otávio, Marciano e Isaías. (este post ameaça transformar-se em programa do Amaury Jr.)

Marciano à esquerda, Isaías à direita
Um montão de gente foi lá, tomar café ou saborear um fino (chopp), além de – claro – jogar conversa fora. Quase não havia mais lugar pra tanto automóvel.



Enquanto isso, crescem as uvas.





domingo, 12 de agosto de 2007

Salamanca e espirros


A viagem de Guarulhos a Madrid foi excelente. O avião saiu no horário (o que, no Brasil, hoje em dia, já é um milagre). Quase nenhuma turbulência. A Baixinha dormiu cinco horas seguidas, como pedra. Eu, dei minhas cochiladas.
De manhã cedo (em Madrid, 7 da manhã; no nosso organismo, 2 da madrugada), pegamos o carro alugado e rumamos para Salamanca. Era pra ser um Peugeot 307, mas nos deram um Toyota com cara de Rolls Royce. Coisas de japonês. Aliás, coisa de asiáticos. Eles vêem um carro que acham bonito, vão e fazem melhor e com o mesmo jeitão. Pra dar uma idéia, o Toyota já rodou de Madrid a Salamanca, daí para Bragança e não usou nem meio tanque (diesel). Deve usar ar de vez em quando, pra economizar combustível.
Mas vamos devagar com o andor. Vamos falar de Salamanca. Já na saída do aeroporto a Baixinha começou a espirrar. A crise de espirros só fez aumentar ao longo do caminho. Paramos algumas vezes em lugarejos à beira da estrada para comprar mais lenços de papel e qualquer remédio que servisse pra diminuir a malfadada crise. Aprendi, com isso, que dono de farmácia, na Espanha, é como dono de farmácia no Brasil. Receita com a maior tranqüilidade, sempre garantindo sucesso absoluto.
Já em Salamanca, fomos almoçar antes que todos os restaurantes fechassem. Não fomos felizes. Serviram-nos um Cogote de Merluza na grelha. Veio um tanto cru. Se o peixe soubesse falar, teria falado.
Como a crise de espirros da Baixinha continuava tão intensa quanto a crise do Renan no Senado, fomos para o Hotel dormir um pouco. Antes, passamos na Plaza Mayor (praça que parece que toda cidade espanhola tem).
Estava quase vazia, como você pode constatar pelas poucas fotos que consegui tirar durante o dia:

Lá ao fundo, entrada da Plaza Mayor
Plaza Mayor durante o dia
Foto tirada da rua Azafranal, onde fica o hotel que nos hospedou
Parcialmente refeitos do fuso horário e – principalmente – dos espirros da Baixinha, fomos jantar no El Zaguán. Desta vez a sorte ficou do nosso lado. Refeição impecável.

Cozinha e serviço impecáveis
Íamos voltar pro hotel quando percebemos que pequenas multidões nem pensavam em dormir. Partimos, então para a Plaza Mayor.
Fantástico.
Pessoas, muitas pessoas, sentadas no chão, nos bancos, conversando, tomando sorvete, curtindo o verão.

Lindíssima, a praça
Gente sentada no chão.
E gente...
...muita gente
Mais gente
Até que horas?
No verão, tanto em Espanha quanto em Portugal, pouco se dorme.
E é impossível não dizer: há uns quarenta anos atrás, pouco mais, pouco menos, a Espanha era uma droga. Brincava-se que Portugal e Espanha eram os países mais avançados de África. De lá para cá, os espanhóis resolveram valorizar-se. Reinventaram o país. Hoje, a Espanha é maravilhosa. Os espanhóis têm um padrão de vida invejável.

Se o Brasil tomasse vergonha na cara e começasse a mudar, quem sabe daqui a uns quarenta anos não seria um lugar maravilhoso. Quem sabe.

Amanhã, vamos falar sobre Bragança. Se as festas de Passos deixarem.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Para carregar baterias


Começa agosto. Dia 9, quinta da semana próxima, lá vamos, a Baixinha e eu, recarregar baterias. Destino: Bragança. Chegada a Madrid, dia 10, uma paradinha em Salamanca, para um primeiro contato com a cidade. Dia 11, imersão na terrinha. Já não é sem tempo. A energia está quase esgotada.

Uma vista de Bragança. Outras virão
Pena que seja só até dia 25, quando voltaremos a Madrid para voar de volta a São Paulo.
Minha irmã mais velha comentou que não entendia como nós podíamos gostar de lugares tão desertos. Por isso, vou fotografar Bragança de modo a mostrar a ela que a cidade é linda e dotada de tudo aquilo de que necessita uma cidade decente.
Por enquanto, fica o esperar pela festa que - como diz o ditado - é o melhor. Será?

terça-feira, 31 de julho de 2007

Notas de 30 reais
(ou, Notas reais de 30)


1. Muita gente reclama que os políticos, no Brasil, estão fazendo política pra eles mesmos. É verdade. Mas, agora, parece que os jornalistas também resolveram fazer jornal só pra eles.
Domingo passado, final do Pan Rio 2007, a Folha publicou – na primeira página do caderno do Pan – essa informação aí da figura abaixo:


Hoje, terça, em sua melhor seção – Erramos – a Folha faz a correção:

PAN RIO 2007 (29.JUL, PÁG D1) O Brasil ganhou no sábado, dia 28 de julho, 11 medalhas de ouro, e não dez, como descreve linha-fina em parte dos exemplares.

I beg your pardon: LINHA-FINA?!? Que diabo é isso?

Será que não seria melhor falar a linguagem do leitor?

Isso pra nada dizer sobre o sonho de superar Cuba.
Uma miserável ilhota, com pouco mais de 11 milhões de habitantes, que deixou o Brasil continental, com seus quase 200 milhões de habitantes, pra trás, no tal Pan.

2. Em um país no qual 99% dos motoristas de automóveis jamais passaram os olhos pelo Código Nacional de Trânsito, o tri-campeão de Fórmula 1, Nelson Piquet, é obrigado a assistir a aulas de trânsito, em Brasília.
País das maravilhas.

3. O candidato Geraldo Alckmin, candidato a tudo quanto é cargo eletivo (presidente, prefeito, governador etc), até onde sei não nasceu em família abastada. Já lá pelos 18 aninhos tornou-se político profissional. Durante toda a vida foi apenas isso: político profissional.
Dia desses, casou a filha com pompa digna de sultão.

Quase ninguém pergunta de onde vem a dinheirama.
Aliás, perguntar pra quê. Todo mundo sabe.

sábado, 14 de julho de 2007

Oi!


Assisti a boa parte da abertura do Pan. Pela rede Globo, com a narração do inefável Galvão Bueno.
Como todas as outras aberturas de Pans, Olimpíadas, Copas do Mundo e que tais, esta também foi cheia de luzes, cores, sons. Tudo bastante kitsch, bastante oba-oba.
Afinal, somos mestres em desfiles de carnaval.
Os dois pontos altos dessa abertura, para mim, foram:

1. A retumbante vaia recebida pelo Lula, que chegou atrasado 50 minutos (essa é uma das mais óbvias formas que ele descobriu de exercitar seu poder presidencial) e obrigou o Galvão a falar mais asneiras do que normalmente fala. Quando chegou a hora de o Lula declarar abertos os Jogos, mostraram o dito cujo se preparando pra falar, microfone junto à boca e... desistiram. O presidente do comitê organizador dos Jogos fez a declaração de abertura e o Lula simplesmente não apareceu mais. Deve estar se mordendo de dor no Ego.

2. Mas a melhor, de longe, dessa Abertura, foi a ocorrida no início do discurso do mexicano presidente de alguma coisa pan-americana esportiva. O cidadão, simpaticamente, começou sua fala cumprimentando o público em português:
- Boa noite a todos (ou algo do gênero).
Em seguida, propôs-se a iniciar um discurso em espanhol. A arenga começava assim:
- Hoje, bla bla bla etc etc.
Em espanhol, isso fica assim:
- Hoy, bla bla bla etc etc.
Tendo o pobre mexicano iniciado com um sonoro
- Hoy
ouviu o estádio do Maracanã – em peso – retribuir:
- Ooooiii!

Pra mim, essa vale medalha.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

PAN, Copa América e outras indecências


Depois que fiquei sabendo que o orçamento inicial para as obras do Pan era de 414 milhões de reais e que foram consumidos 3,7 Biliões (o correto, como se usa em Portugal, é mil milhões), fui conferir no dicionário de Grego ( o Bailly) o significado de PAN:


É isso. Pan é tudo. Transmite a idéia de algo que abarca tudo, o todo. Pan-americano, por exemplo, envolve todas as Américas.
Daí que, nesse butim de gigantes (o Maluf deve estar se remoendo de raiva. Isso é que é comissão. O resto é trocado), foram consumidos aproximadamente 9 orçamentos. Dava pra construir 9 empreendimentos iguais ao do Pan 2007 do Rio de Janeiro ao invés de simplesmente um – e mal acabado.
Que beleza!
Só vejo um senão: esses oito Pans que evaporaram teriam de ser distribuídos como manda a etimologia.
Por favor, senhores, mandem a minha parte, sim?

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Por falar em roubo, a seleção brasileira de futebol classificou-se para a final da Copa América em uma disputa de pênaltis em que o goleiro brasileiro desrespeitou claramente a regra de não adiantar-se antes da cobrança. Os ínclitos cidadãos que transmitiam o jogo pela rede Globo de TV chegaram à conclusão de que roubar a favor do Brasil é válido.

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E temos um presidente do Senado Federal esdrúxulo. De Verônica a Mônica e de volta a Verônica. De proparoxítona em proparoxítona, Renan avacalha a República. Por sinal, também esdrúxula.