sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Santa Comba Dão


Mais do que ser a terra na qual nasceu Oliveira Salazar, Santa Comba Dão é uma terra linda, na qual também nasceu António Neves, do Voz do Seven.
Ontem a RTPi mostrou um pouco de Santa Comba Dão. Tirei da TV algumas fotos, que publico em homenagem ao Neves.
Como quase tudo em Portugal, começa-se pela Igreja, entra-se na comida, mergulha-se na natureza, apreciam-se as mulheres.





































segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Era uma vez XXXIII -
O dia em que fui pra lá de politicamente incorreto


Estávamos lá, sem o que fazer, no xadrez 12 do Pavilhão 2. O Vô (aquele, pra quem óbvio era isso é coisa já vista), seu companheiro de Partidão cujo nome esqueci, Ismael (o que não tinha ódio de classe, mas inveja de classe. Enfim, um precursor dos atuais sindicalistas do PT), Toninho, Melo e Jonas (os três, companheiros meus do POC).
Lembrei-me de uma história verídica que o irmão de um médico me contara tempos antes. E resolvi repassá-la aos companheiros de cela.
Uma jovem empregada doméstica marcou um exame ginecológico no Hospital das Clínicas. Era o primeiro exame desses em sua vida.
No dia marcado, nervosíssima, ela tomou um rigoroso banho e – não satisfeita – encheu as partes íntimas de talco.
Lá foi ela.
Colocada naquela clássica e ridícula posição ginecológica, ficou a aguardar o médico. Este, depois do primeiro olhar, saiu do quarto, chamou colegas que por ali passavam e explicou:
- Venham ver. Já vi isto de todas as formas possíveis. À milanesa, é a primeira vez.
Quem me dera jamais ter contado essa história. O Jonas caiu matando.
Pra ele, era inadmissível rir de uma situação dessas. Uma pobre moça, inexperiente, sujeita ao ridículo.
E – nós – a rir da infeliz.
Passamos horas a discutir a coisa toda (aliás, na cadeia, o melhor de tudo é conseguir discussões intermináveis. Faz o tempo passar).
Em vão tentei argumentar que a situação realmente desagradável pela qual passara a moça não invalidava a graça do comentário do médico.
Jonas ficou irredutível.
Desde aquele dia, penso que Jonas era o dono da razão.
Mas continuo a achar graça na história.
Devo ser um total pervertido.

domingo, 12 de novembro de 2006

Evolução política


Finalmente, o Brasil tem seu primeiro presidente comunista.
Eu, que lutei um pouquinho pra que isso fosse possível um dia, fico feliz.
Penso que se trata de uma evolução.
Mais um passo nessa evolução será o dia em que tivermos certeza de que ele foi o último.

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Sugestão do MBI (Meu Bazar de Ideias)


Oscar Niemeyer, o grande arquiteto, resolveu casar-se outra vez.
O MBI, conservador como sempre, é contra.
Indecência, casar-se com uma mulher quase quarenta anos mais nova. Chega às raias da pedofilia.
Mas, como o MBI é adepto da crítica construtiva, temos também uma sugestão:
Por que Niemeyer não se casa com Dercy Gonçalves?
Aí sim. Idades compatíveis, ambos famosos, ele comunista, ela também excêntrica.

O Arquiteto

A Arqui Tetas

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Miguel Urbano Rodrigues


Escrevi, aqui, sobre Miguel Urbano.
Não sabia por onde andaria tão interessante pessoa. Eis que recebo um e-mail, enviado por desconhecido, contendo artigo escrito por ele (será?) para o Avante!, de Beja, conhecido como Alentejo Popular. Dado que tal jornal não possui site na Internet, fico à espera de poder adquirir algum exemplar dele, agora em minha próxima viagem a Portugal.
Antes disso, alguém pode me dar detalhes das atuais atividades do antigo editorialista do doutor Julinho, do Estadão?

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Revezamento


Dia desses, em conversa com amigo meu que acabara de voltar de passeio aos Estados Unidos, fiquei sabendo que 49% da população americana já esteve em cana. É. É isso mesmo. Arredondando, de cada dois americanos, um já viu o sol quadrado.
Fiquei estupefato. Não. Estupefato só se ficava no meu tempo de infância. Fiquei, digamos, zureta.
Dia seguinte, por coincidência, meu genro e minha neta, que moram em Connecticut, vieram jantar em minha casa (estão passando alguns dias cá no Brasil). E meu genro contou a seguinte história:
Ele, minha filha e minha neta moram em um condomínio. Um casal vizinho deles vive às turras. É briga quase toda semana. Volta e meia, aquela gritaria.
Outro dia meu genro vinha chegando do trabalho e viu dois carros de polícia parados diante do condomínio. Viu que junto aos policiais estava o tal vizinho. Preocupado, pensando tratar-se de assalto à casa do vizinho, foi conversar com o dito cujo.
- Não, não foi assalto. Briguei com a minha mulher. Mas foi uma briguinha à toa. Só chamei a polícia porque da última vez em que brigamos foi ela que chamou. Se ela a chamasse pela segunda vez consecutiva eu iria preso. Por isso tratei eu de chamá-la, pra zerar a coisa toda.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

O espetáculo do crescimento


Está no Brasil o maior homem do mundo (depois do Lula, claro). Meu Bazar de Ideias (MBI) conseguiu entrevistá-lo, com auxílio de uma escada.

Xi Shun
MBI: O ar está muito rarefeito aí em cima?
Xi Shun: Pô, meu. Tenho de agüentar essa piadinha infame há anos. Não dá pra fazer pergunta inteligente?
MBI: Vou tentar. Que aconteceu pra você ficar grandão desse jeito?
Xi Shun: Até lá pelos vinte anos, eu era um cara normal. Tinha qualquer coisa tipo 1,70 m e vivia feliz na minha fábrica de lampadinhas de Natal pra vender no Brasil. Quer dizer. Quase feliz. Meu único problema é que eu achava que tinha pênis pequeno.
MBI: Mas isso quase todo homem acha.
Xi Shun: Ué. Como é que quase todos os homens sabiam que eu tinha pinto pequeno?
MBI: Não! Quase todo homem acha que o seu próprio pinto é pequeno. Não o seu.
Xi Shun: Ah bom. Isso é que dá, dar entrevista com tradução simultânea.
MBI: Sim, mas e daí?
Xi Shun: Daí que comprei, pela Internet, um pó que faz o pinto crescer. Só que como meu inglês é fraquinho não entendi direito a bula. Era pra passar o tal pó no pênis. Eu misturei em um copo d’água e tomei.
MBI: Espera aí. Não que eu queira duvidar de você. Quem sou eu pra procurar encrenca com um cara de 2,36 m. Mas você não tem 55 anos?
Xi Shun: Não. Sou grande mas tenho um ânus só.
MBI: Pô. Não tinha ficado combinado que não valia piada infame?!
Xi Shun: Foi você que começou.
MBI: Se você tem 55 anos, como você diz que fabricava lampadinhas de Natal pra vender pro Brasil quando tinha 20 anos? Naquele tempo a China não produzia lampadinhas. E como você comprou esse pó pela Internet? Não existia Internet há 35 anos.
Xi Shun: Lá vem você com essas chatices de jornalista. O Lula não prometeu o espetáculo do crescimento para agosto de 2003?
MBI: Hum, humm.
Xi Shun: Pois então. Os brasileiros não só acreditaram como, mesmo não tendo acontecido espetáculo nenhum, reelegeram o homem. Você não é brasileiro?
MBI: Hum, humm.
Xi Shun: Então, trate de acreditar no que eu digo e não enche.

sábado, 4 de novembro de 2006

Os primos do Norte estão chegando

Pin & Güim

Justo agora, que o Pin resolveu matar a víbora e mostrar o pau, a Ediouro vai lançar (dezembro, segundo a Mônica Bérgamo, na Folha, pra assinantes) a tradução do Gus & Waldo, Book of Love, história de dois pingüins homossexuais, escrita por Massimo Fenati.
Ouvi dizer que Pin e Güim, do Ordisi, estão a preparar uma tremenda recepção para a dupla Gus & Waldo. Será?

Gus & Waldo

terça-feira, 31 de outubro de 2006

Tá tudo andando direitinho


Meus ex-sogros (avós dos meus filhos) eram ambos excelentes vendedores. E tinham em comum uma característica que penso ser própria de todos os vendedores que se prezam. Quando qualquer um deles fazia uma venda compensadora mas fruto muito mais do interesse do comprador do que do esforço deles, comentavam com desânimo:
Não fui eu que vendi. O cliente é que comprou.
Lembro disso a propósito das eleições para a Presidência da República.
Claramente, não foi Lula que venceu. Alckmin é que perdeu.
Afinal, só um surto psicótico coletivo explicaria que 60% do eleitorado votassem a favor de alguém que passou a campanha eleitoral toda a afirmar que Tá tudo andando direitinho.

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Antonomásia


Um cearense cometeu uma antonomásia, ao trocar POLíTICO SAFADO por URNA.

ANTONOMÁSIA

{verbete do Houaiss}
Datação
1540 JBarG fº 38v.

Acepções
■ substantivo feminino
Rubrica: estilística, retórica.
variedade de metonímia que consiste em substituir um nome de objeto, entidade, pessoa etc. por outra denominação, que pode ser um nome comum (ou uma perífrase), um gentílico, um adjetivo etc., que seja sugestivo, explicativo, laudatório, eufêmico, irônico ou pejorativo e que caracterize uma qualidade universal ou conhecida do possuidor (Aleijadinho por 'Antônio Francisco Lisboa'; a Rainha Santa por 'Isabel, rainha de Portugal, esposa de D. Dinis'; o Salvador por 'Jesus Cristo'; o príncipe da romana eloqüência, por 'Cícero'; o mantuano por 'Vergílio'; um borgonha, por 'um vinho da Borgonha' etc.), ou vice-versa (um romeu por 'um homem apaixonado'; tartufo por 'hipócrita' etc.)

domingo, 29 de outubro de 2006

IBOPE - o caso Maranhão


O Estado do Maranhão, no nordeste do Brasil, é dominado – há anos – pelo clã Sarney. Quanto mais miserável fica o Estado, mais abastada a família Sarney, cujo patriarca encaixou uma filha no PFL e um filho no PV. Ele mesmo ficou no PMDB velho de guerra.
Como o velho José Sarney viu, há oito anos, que não mais conseguiria eleger-se senador por seu (no sentido de posse) Estado, candidatou-se pelo Estado do Amapá. Ninguém considerou o fato de que José Sarney jamais habitou o Estado do Amapá, nem por alguns dias. Afinal, esta é mesmo uma República Bananeira. Reelegeu-se, agora, pelo mesmo Amapá, que ele continua a conhecer só de passagem. Hoje, por exemplo, como era obrigado a votar em Macapá (capital do Amapá), pra manter as aparências, ele chegou de jatinho particular às 10:19 e caiu fora às 12:15. Não passou nem duas míseras horas no Estado que o elegeu senador.
José Sarney é aquele, figura de destaque nos governos militares, virou casaca em cima da hora, elegeu-se vice de Tancredo Neves, vejam só, pela oposição (!?), acabou Presidente da República com a morte de Tancredo e não recebia em audiência ninguém que trajasse terno marrom. Dava azar.
Pois bem. A filha, a Roseana, é candidata a governadora. Ainda do Maranhão. Talvez, quando mais velha, candidate-se por Roraima, quem sabe.
Seus adversários, no primeiro turno, eram Jackson Lago, do PDT, Edson Vidigal e outros menos cotados.
Como a família Sarney é dona de quase tudo, no Maranhão, inclusive dos órgãos de imprensa, o IBOPE foi na seguinte linha:
Em meados de julho colocou Roseana com 60% das intenções de voto. Lago ganhou 22% e Vidigal 5%.
Em agosto, campanha esquentando, o IBOPE não teve dúvida. Tascou 63% pra Roseana, meados do mês, 66% no final. Pro Lago deixou a merreca de 21% e 20%, respectivamente. O Vidigal, então, coitado, ficou só com 3% e 4%.
Meados de setembro: o IBOPE ainda segurou a onda: 60% pra Roseana, 25% pro Lago e 7% pro Vidigal.
Ao aproximar-se a hora da verdade, final de setembro, o IBOPE tratou de aproximar-se da realidade: Roseana 49%, Lago 32% e Vidigal 11%.
Notem só a desfaçatez: em quinze dias a Roseana despencou de 60% pra 49%, o Lago cataputou-se de 25% pra 32%.
Mesmo assim, a realidade ainda conseguiu ser mais ingrata com o clã:
1º turno: Roseana 32,7%, Lago 23,8% e Vidigal 9,9%.
Vamos ao 2º turno:
IBOPE de meados de outubro: Roseana 51%, Lago 45%.
Agora, na boca de urna, a arrumação pra não ficar muito desonroso:
Roseana 47%, Lago 47% (a combinação com o clã Sarney deve ter especificado que a Roseana não podia aparecer perdendo)
Chegamos, finalmente, ao resultado da eleição (97,44% dos votos já apurados):
Roseana: 33% (dos votos válidos: 48%)
Lago (eleito): 36% (dos votos válidos: 52%)

E tem gente que ainda leva este país a sério.

Antecipando prazeres


Hoje, logo após anular nossos votos, fomos almoçar (a Baixinha, minha caçula (que não anulou) e eu)no Alcatruz, restaurante algarvio em plena São Paulo.
Como não havia no cardápio nada Olhanense, para que eu pudesse homenagear os amigos Asulado e Susana, pedi a Frigideira Portimonense.
Delícia.
Tudo isso pra ir entrando no clima da viagem a Portugal, em dezembro.

Divergência familiar


Entre os dois candidatos à Presidência,

Nunca Neste País
e

Emprego pro moço, pra moça
ficamos em campos opostos, aqui em casa.

A Baixinha anulou o voto digitando 00 Confirma.
Quanto a mim, anulei o voto com 99 Confirma.
Posições ideologicamente irreconciliáveis.

sábado, 28 de outubro de 2006

Porto X Benfica (2º tempo)


Eu não disse que o Quaresma tinha sido o melhor em campo no 1º tempo?
Pois é.
O técnico tirou-o do time.
Vai daí, o Benfica fez o primeiro:




Fez o segundo:


E não sei porque o técnico ficou assim:
[Atualização em 30/10/2006: O Asulado já me esclareceu. Esse aí não é o técnico do Porto, o Jesualdo]
Talvez por perceber que a culpa era sua
Mas - no final - o gol da vitória:

Ufa!
E todos os tripeiros puderam comemorar, aliviados:



O time é bom. Já o técnico...