domingo, 29 de abril de 2007

Ainda sobre Éder Jofre


Há alguns poucos anos, meu filho, que ainda morava comigo, freqüentava uma academia de esportes, em São Paulo. Lá, ele praticava natação, puxava uns pesos, coisas assim.
Belo dia, resolveu diversificar. Marcou uma aula de boxe.
Eis que surge, para lhe dar aula, Éder Jofre em pessoa.
Ele ficou absolutamente paralisado.
Éder estranhou a atitude (ou a falta de) dele.
Ele explicou:
- Sempre ouvi meu pai falar sobre você. Não acredito que estou diante de um mito.
Éder, com a simplicidade que sempre o caracterizou:
- Deixa de bobagem, garoto. Vamos à aula.

De Éder a Popó

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Durante minha adolescência, um dos ídolos brasileiros era Éder Jofre. Considerado um dos maiores pugilistas de todos os tempos, Éder era ao mesmo tempo técnico e guerreiro. Apanhava muito na maioria de seus combates, porque ia pra cima do adversário. Apanhava mas acabava por derrubá-lo.
Ontem à noite, assisti ao final da luta de Popó. E, não pela primeira vez, vi Popó desistir da luta logo que começou a ficar inferiorizado.
O tal Popó é assim: se acerta um soco e derruba, comemora.
Se começa a apanhar, desiste da luta sem o menor pudor, embolsa a bolsa e deixa a platéia, que pagou ingresso, chupando dedo.
De Éder a Popó, temos uma excelente alegoria da história recente Destepaís.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Da série Gostaria de entender - 1


Sou da classe média brasileira. Uma das características de tal pertinência é a possibilidade de ter a meu serviço uma empregada doméstica.
(O exército industrial de reserva, de que fala Marx, e que no Brasil atinge proporções catastróficas, me possibilita esse – digamos – luxo. Mas isso já é outra conversa.)
Voltemos à minha empregada. Vamos chamá-la de Josefa (em homenagem à fantástica empregada que tive em 1.968, na rua Maria Antonia, e que já faleceu).
Josefa recebe 13 salários anuais de R$ 600,00 e é registrada em sua Carteira Profissional.
Pagamos, ela e eu, uma grana mensal para a Previdência. Eu, 12%, ela 7,65%. Tudo isso para que ela tenha alguns direitos, o principal deles o de receber uma aposentadoria depois de um certo número de anos de contribuição.
Até mesmo pela precisão sugerida pelas duas casas decimais do percentual pago por Josefa, presume-se que tudo tenha sido calculado direitinho para que seja possível entregar a Josefa a mercadoria anunciada pela Previdência.
Vai daí, ano passado, o vaníloquo Lula – necessitado de uma reeleição – foi orientado por seus asseclas a fazer o bem com o chapéu alheio. A saber:
Este ano, ao fazer minha declaração de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, pude descontar aqueles 12% que recolhi todo mês, durante o ano passado. Apenas que limitados a um salário mínimo.
Ou seja, o Tesouro Nacional vai me devolver boa parte da grana que eu paguei para que Josefa tenha direitos previdenciários.
Das duas uma:
Ou estavam cobrando muito
Ou vai faltar dinheiro no futuro para cumprir os compromissos da Previdência com Josefa.
Mas, como o futuro a Deus pertence, Ele que se vire.
Quanto a nosso presidente façanheiro, já conseguiu o que queria.

domingo, 22 de abril de 2007

Da série O Brasil acabou - IV


Está muita gente indignada com o fato de Mangabeira Unger ter aceito um cargo de ministro no governo Lula, que ele chamou de o mais corrupto da história.
No Brasil fabricam-se heróis com a mesma facilidade com que se pula carnaval.
FHC já foi considerado vítima da ditadura militar. Lula idem.
A sensação que deve ter um jovem, que não viveu aqueles anos, é a de que todo mundo era contra a ditadura.
Claro que era quase todo mundo a favor. O quase vai só pra não esculhambar de vez.
As máfias proliferam. O judiciário apodreceu faz tempo.
O legislativo ainda me parece o poder menos corrupto. Não é à toa que é o mais acusado pela imprensa. Deputados e senadores cobram mais barato.
Executivo? Nem se fale.
Imprensa? Fala baixo. Franklin Martins que o diga. Vendeu-se por um pires de lentilha.
Gente: um apelo. Cobrem mais caro. Vocês estão avacalhando a corrupção.

Atualização: Hoje, 27 de abril de 2.007, Nelson Motta escreveu isto na Folha de S.Paulo. Vai ao encontro de meu apelo.

sábado, 21 de abril de 2007

Os pastéis da Globo News


Mais pastel de vento. No noticiário das 18 horas, agora há pouco, na Globo News, o garotão que lê as notícias leu o seguinte:
Os franceses vão às urnas amanhã para escolher o presidente da República. Essa é uma das mais disputadas eleições presidenciais dos últimos anos na França.
Vamos ver: quando se diz dos últimos anos certamente não se está a falar dos últimos quinhentos anos. Fala-se, digamos, dos últimos 20 ou 30 anos, talvez.
As eleições presidenciais francesas se davam de 7 em 7 anos. Em 1.995 houve eleição. Em 2.000 houve plebiscito que mudou a duração do mandato presidencial para 5 anos. Houve eleição em 2.002. Amanhã, novas eleições. Portanto, nos últimos 30 anos houve 4 eleições para presidência da França.
Se, como redigiu o inefável redator da Globo News, a eleição de amanhã será uma das mais disputadas dos últimos anos, isso significa que será uma das mais disputadas entre cinco eleições. Terá sido a terceira mais disputada? A quarta?
Talvez a última? Ou seja, talvez a menos disputada?
Ora, o redator da Globo News tem mais o que fazer do que ficar investigando essas bobagens.
E dá-lhe pastel de vento no telespectador.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Os pastéis da Net Virtua


Quando comecei a utilizar o Net Virtua (conexão de banda larga), há vários anos, pedi a maior velocidade que eles podiam oferecer, na época. Se não me engano, era de 512 Kbps. Com o tempo fui sendo automaticamente migrado para velocidades maiores (2 Mbps, por fim 8 Mbps). Sempre pagando a baba de R$ 140,00 por mês.
Demorou pra que eu percebesse que essa história de 8 Mega era pastel de vento. Media a velocidade por qualquer desses medidores disponíveis na Internet (o sugerido pela Net não funciona) e ela nunca passava de uns 1 Mega e pouco.
Finalmente, resolvi deixar de ser um completo idiota e optei por ser só um quarto de idiota: solicitei a mudança para a menor velocidade disponível: 2 Mega.
Resultado: passei a pagar R$ 79,99 (R$ 60,01 a menos, todo mês). A velocidade? Aumentou um pouco. Agora dá quase 2 Mega.

domingo, 8 de abril de 2007

Perdas


Hoje acordei angustiado. Acabara de emergir de um pesadelo. Nele, eu me preparava para uma viagem mas as coisas se complicavam. Ao tentar fazer a bagagem, notava que muitos objetos haviam sumido. Outros estavam desarrumados. Era preciso rearranjá-los. E o tempo corria. Vagamente, dava-me conta de que não sabia o caminho até a estação (de trem?). Iria perder o transporte.
Ao acordar, ficou claro que meu pesadelo tinha uma palavra chave: perda.
Comecei a recordar as minhas. Muitas.
A perda da minha primeira bicicleta. Furtada.
A perda do primeiro amor.
A perda do pai. Minha primeira experiência íntima com a morte.
A perda da liberdade. A prisão.
A perda de meus livros. Aliás, perdas. Foram três bibliotecas desfeitas ao longo dos anos.
Perdas. Perdas. Perdas.
De quase todas, sobra algum ganho.
Aprende-se muito com elas.
E – maravilha – me dou conta de que há perdas necessárias, fundamentais.
A começar pela perda do conforto do útero. É preciso perdê-lo para usufruir da vida.
A perda da virgindade, que nos abre o caminho do prazer. E nos oferece a eternidade, pela procriação.
A perda dos filhos para o mundo. Porque poucas coisas são tão tristes quanto filhos dependentes.
A perda da juventude. Tira-nos tanto para nos conceder maturidade.
Por fim, a perda da vida. A Morte.
Os homens inventam religiões para abatê-La a golpes de eternidade.
A ciência faz de um tudo para empurrá-La para o dia de São Nunca.
E Ela continua a nos matar para que a vida tenha sentido.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Anti-Congresso


Dado o quase infinito volume de leis federais vigentes no Brasil, a gente poderia eleger um grupo de anti-deputados para constituir a Anti-Câmara Federal. Sua atribuição não seria a de criar leis, mas a de revogá-las. Quanto mais, melhor.
Aliás, o salário dessa turma de virtuosos destruidores seria proporcional ao número de leis revogadas em cada mês.
Dúvida: precisaria existir um Anti-Senado?
Ou o sistema unicameral já estaria de bom tamanho?

Uma quinta-feira santa


Depois de trabalhar um pouco pela manhã, fui buscar minha filha para almoçar.
Ela me levou a um restaurante argentino, carne excelente.
Estava saboreando uma cachaça mineira, Boazinha (o nome é que é esse. A cachaça é ótima), quando aproximou-se um cidadão alto e barbudo:
- Você não é o Renato Santos Passos?
- Sim, sou eu.
E, antes que eu pudesse esboçar qualquer reação:
- Não sei se você me reconhece...
Como não poderia reconhecer Alfio Beccari !?!
A última vez que vi Alfio foi quando minha filha era um nenezinho. Ela acaba de completar 28 anos. Alfio e eu moramos juntos em um apartamento do quarto andar do Edifício Canadá, rua Maria Antonia, nos áureos tempos de 1.968.
Alfio era o aluno número um do curso de Filosofia da USP. Pairava acima dos mortais comuns. Quando me perguntou se poderia dividir o aluguel comigo, achei o máximo. Aprontei várias com ele, pobre Alfio. Mas isso é outra história.
Convivemos bem durante um tempo. Depois ele tomou outro rumo.
Mais tarde nos revisitamos, lá por 1.980.
Hoje, ao reencontrá-lo, tive de pedir mais uma dose da Boazinha, pra estabilizar as emoções.
Nos idos de 68 a gente bebia cachaça no gargalo, cada um com sua garrafa.
Hoje os gargalos são outros.
Depois de deixar minha filha na casa dela, fui à Fnac comprar uns DVDs. Elis e Tom Jobim.
Já em casa, assisti aos três DVDs da Elis. Elis canta Saudosa Maloca. A interpretação é em ritmo lento, maravilhosa. A imagem é a de Elis a passear com Adoniran pelos meandros do Bixiga. E mais. E mais.
Tive de tomar umas doses de Seleta (outra cachaça de primeira) pra equilibrar as emoções.
Haja emoção. Haja cachaça.
Tudo em uma quinta-feira santa. Santa Quinta.
Que venha a sexta. Da paixão.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Romário - o craque dos 999 gols


É claro que é só um sonho. Mas que eu acharia sensacional, lá isso é verdade.
Já pensou se, depois de toda essa enrolação de inventarem 999 gols pro Romário, o pretenso milésimo começasse a demorar pra acontecer. Vem jogo, vai jogo e nada. O Romário não faz o bendito gol. A imprensa começa a dar cada vez menos espaço pra história. Lá pelas tantas, depois de uns dez jogos tentando marcar o danado do Gol 1000, o Romário se machuca. Joelho, tornozelo, sei lá. Alguma coisa que o deixasse fora dos gramados por um bom tempo.
Considerando que ele já é quarentão, fim de carreira.
Romário, o craque dos 999 gols.
Fajutos, ainda por cima.
Talvez, então, marcassem um domingo pra ele ir ao Domingão do Faustão, ou ao Fantástico, para fazer o milésimo gol no palco.
E o país comemoraria com carnaval fora de época.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Climas


Quando este outono acabar, virá o inverno.
Ou o verão, caso eu mude de hemisfério.
Gosto de embaralhar as estações.
Me dá a sensação de ser senhor do tempo.

Há já alguns anos vivo dois invernos e quase nenhum verão.
Este ano mudo: dois verões.
Isso se chama aquecimento global.
(eu disse chama?)

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Passeio por Vinhais e por Blogs


Hoje descobri que a página de Vinhais do Sapo traz referências ao Meu Bazar. Mas o mais interessante foi descobrir blogs tais como o Malambas e, por meio dele, conhecer A Matéria do Tempo e, principalmente, Fátima Pinto Ferreira e seu Cão com Pulgas.
E tem mais. Quando tiver mais tempo, vou atrás das outras referências.

sábado, 31 de março de 2007

Questão crucial


Não me interessam os aeroportos.
Não dou a mínima aos mortos.
Não quero saber de etanol,
Pra mim, tudo isso é besteirol.
Só uma questão me angustia:
Será que há bicho-de-melancia?

Da série O Brasil acabou – III


É surrealista esse Waldir Pires não ter pedido demissão até hoje.

Enquanto não se decretar que os controladores de vôo não são culpados pela morte das 154 pessoas do fatídico vôo da Gol, eles vão continuar tentando matar mais gente.

O Lula pediu dia e hora pra acabar com o problema nos aeroportos. Mostrou-se furioso com o absurdo da situação. Ele agora vai fazer o quê. Quase certamente nada. Nada mais nada. Que é o que esse gênio sabe fazer.

Ninguém sabe o que deve ser feito pra resolver o problema.
Ninguém confessa isso. Ninguém pede demissão.
Somos um país de imbecis.
Todos nós.
Ponto.

Talvez a solução seja transformar o carnaval em festa contínua e permanente.

Outra idéia interessante é mandar mais prostitutas e jogadores de futebol para o resto do mundo. Quem sabe diminui mais o risco Brasil.

Somos o país do etanol. Do eta nóis.

Com licença que eu vou vomitar.

P.S.: Voltei. Agora estou melhor. Penso que deve ser formada uma comissão para enfrentar a crise. O diálogo com os controladores deve ser estabelecido. Saber de suas necessidades, carências, aflições. O ministro Paulo Bernardo, maravilhoso planejador do progresso brasileiro, é certamente a pessoa mais indicada para tentar acalmar os ânimos. Quem sabe a turma prefira passar a viajar de ônibus. É menos arriscado. As estradas são esburacadas? Basta andar devagar. Mais ou menos como o crescimento do país.
Em tudo se dá jeito. Não é mesmo, brasileirinho querido que me lê.

sexta-feira, 30 de março de 2007

Dúvida frutífera


Em melancia. Dá bicho?

Você Sobel de alguma coisa?


O que mais me impressiona nessa história da prisão do rabino Sobel pelo furto de gravatas é o fato de ele negar que tenha sido preso. Se ele dissesse que não foi bem assim, que ele pegou as gravatas mas ia pagar, vá lá. Mas não. Ele simplesmente diz que não foi ele. É tudo invenção de presumíveis inimigos. Do mesmo jeito que os neo-nazistas alegam que também não houve holocausto. Tudo invenção.
Logo em seguida, pede afastamento do cargo que ocupava na Congregação Israelita Paulista.
Ué. Mas se não foi ele. Por que pedir afastamento por causa de um sósia.

Vai daí, temos o católico Lula que não sabia de nada. A falcatrua comia (e come) solta no governo e ele por fora.
O apóstolo e sua bispa – da Renascer – são presos nos Estados Unidos por carregarem uns caraminguás dentro da Bíblia e alegam inocência. Mais: são tidos pelos fiéis da igreja deles como vítimas.
Agora é o curioso rabino de sotaque forçado que é pego com a boca na botija não graças a bravatas, como Lula, mas por causa de gravatas. De grife, claro, que de bobo ele não tem nada.

Nunca me orgulhei tanto por ser ateu.

sexta-feira, 23 de março de 2007

A vantagem da violência


Durante muito tempo acreditei que a violência era uma coisa totalmente ruim. Ledo engano. Ela tem seus méritos.
Vejam o Iraque. É bomba pra lá, bomba pra cá.
Justamente por isso, seus habitantes serão poupados de ouvir - ao vivo - as conversas do senador Suplicy sobre renda mínima. Ele desistiu de ir até lá para falar sobre o assunto, [só assinantes UOL ou Folha] por causa da (ou graças à) violência reinante naquelas bandas.
Se a gente caprichar um pouquinho mais por aqui, quem sabe a gente também se safa dessa?

domingo, 18 de março de 2007

Ladeira abaixo


Bertrand Russell dizia, com seu humor característico, que começou produzindo uma obra matemática (os Principia), depois passou à Filosofia, trabalho menos árduo, mais adiante escreveu sobre costumes (religião, casamento etc) e, já bastante cansado, na casa dos noventa anos, dedicou-se a escrever contos policiais.
Guardadas as gigantescas proporções, desci também minha ladeira. Matemática, Filosofia, Política. Esta última me meteu em enrascadas mas sobrevivi.
Recém saído do presídio, fui morar em um apartamento sem telefone nem TV. Se não me falha a memória, havia um rádio pouco usado. Jornais nem pensar. Computador pessoal não existia.
Mergulhei nos clássicos. Lia todo o tempo disponível. Homero, Heródoto, Platão, Aristóteles e o escambau.
Li Proust, Baudelaire, o diabo.
Cortazar, Onetti, Llosa, Márquez, Borges. Sim, tudo, absolutamente tudo de Borges.
Machado, Guimarães. De Guimarães Rosa também, tudo.
Chegava segunda-feira, volta ao trabalho. Próxima à minha mesa ficava a de um colega, o PT2 (havia dois PT no departamento). Invariavelmente, a primeira indagação dele, depois do bom dia, era:
- Viu o Fantástico ontem?
Muitas vezes me deu vontade de dizer a ele que sim, vira muito fantástico no final de semana. Mais precisamente, imaginara. A partir do que lera.
Acabava simplesmente por explicar que não tinha TV. Essa informação não ficava registrada no colega. Devia ser incompreensível para os códigos cerebrais dele. Semana seguinte lá vinha a mesma pergunta.
Anos mais tarde, três filhos depois, assisti a alguns programas Fantástico, da TV Globo.
Hoje, leio muitos blogs. Assisto a jogos de futebol, tênis, vôlei, basquete. Leio jornais todo santo dia. Desfruto certo prazer em assistir programas trash na TV. Já assisti a trechos de novelas. Reality show é coisa que ainda abomino. Mas isso passa.
Às vezes, ao passar pela prateleira do escritório na qual estão os livrinhos do Borges, dou-lhes uma piscadela cúmplice. Agrada-me pensar que eles me entendem.
Sabem que continuo tendo por eles um carinho enorme.
Apenas envelheci.