
sábado, 30 de setembro de 2006
Presidência da República
Ia anular o voto.
Resolvi votar no Cristovam Buarque. Por duas razões:
1. Homenagem minha à prioridade à Educação.
2. Certeza de que não há o menor risco de ele ganhar.
Senado - São Paulo
Dos vários candidatos à vaga de senador por São Paulo, só três podem ser considerados: Alda, Suplicy e Afif.
Anulo o voto.
Para Deputado Federal - São Paulo
Para a Câmara, as alternativas são maiores.
Se você quiser homenagear a turma dos mensalões, quebras de sigilo, dossiês etc etc, pode escolher o lado mau (Palocci, Genoíno, Professor Luizinho, João Paulo, José Mentor, Ângela Guadagnin, Berzoini, Vadão, Valdemar Costa Neto) ou o lado bom (Fernanda Karina, Ricardo Izar).
Há, também, candidatos incolores e inodoros. Água Rebelo, ops, Aldo Rebelo, por exemplo. Assim você privilegia aquele importantíssimo projeto dele de proibir o uso de palavras não vernáculas.
Agora: se você gosta de mulheres agressivas, a oferta é variada: Dra. Havanir, Maria Cristina Mendes Caldeira. Esta última leva vantagem. Como seu ex provavelmente será eleito (o Valdemar Costa Neto), vai ser divertido ver os barracos que ela vai armar com ele, no Congresso. Ele que se cuide.
Se você sente saudades do tempo em que as comissões eram só de 10%, pode ir com nosso velho Embaixador 10% (era assim que ele era conhecido na França, quando embaixador), o Delfim Netto.
Há, ainda, o aristocrático Paulo Renato Souza. Ministro da Educação do Fernando Henrique, primeiro sonhou com a Presidência. Baixou depois a bola: Governo de São Paulo. Pretensões logo rebaixadas ao Senado. Acabou relegado à Câmara. Periga perder eleição pra síndico de prédio.
Minhas homenagens a dois prefeitos de minha terra natal: Santos. Beto Mansur e Telma de Souza, cada um a seu modo, foram excelentes prefeitos. Ambos candidatos.
Mas fico dividido entre Arnaldo Jardim e Luíza Erundina.
Os dois merecem meu respeito. Até domingo decido.
Para Deputado Estadual - São Paulo
Numa última tentativa desesperada de fugir do voto nulo, fui examinar a lista de candidatos à insigne Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.
Dos candidatos que já conheço, quero distância. Dos desconhecidos, chamam a atençao os de nomes esdrúxulos.
Há vários que associam seus nomes a profissões: é um tal de Fulano da Farmácia, Beltrano Bombeiro etc etc.
E há os simplesmente ridículos:
Adão Pingüim (o Ordisi que se cuide), Dr. Saulo Médico da Família, Domingão Homem de Fé, Dirceu Paulo Stocco (Lennon), Fofão, Generino Genérico, Geraldinho, o Iluminado, Geraldo do Gás, Hulk, Mixirica, Moura Projeto Metrô, Nilton Gaiola, Pedasilva, Quito Formiga, Raul Seixas de Itu, Robson o Belo, Val Brito (Não Conhecimento do Pedido).
Mas tenho quase certeza que meu voto vai pra:
Francisco de Sales Rodrigues, PDT, nº 12124. A Salete Campari.
sexta-feira, 29 de setembro de 2006
O defeito se espalha
quinta-feira, 28 de setembro de 2006
Lula não vai ao debate na Globo
Isto parece querer dizer o seguinte:
Como pesquisas indicaram que não ir ao debate tiraria de Lula dois ou três pontos percentuais, ele deve ter recebido, durante a tarde, pesquisas que o colocam com diferença bem maior que isso em relação à soma dos demais candidatos.
Portanto, preparem-se. Vai dar Lula em primeiro turno.
Com coisa tipo 53% a 55% dos votos válidos.
A menos que Jesus Cristo entre em cadeia nacional, pedindo votos para Geraldo. Mesmo assim, que essa aparição se dê em algum dos intervalos da novela das oito.
Agora, cá entre nós. Jesus não se prestaria a esse papel. O tal Geraldo é pior que tarde de sábado na casa da sogra.
De resto, vamos ao debate.
Tomara seja engraçado, pelo menos.
quarta-feira, 27 de setembro de 2006
Debate na Globo – Governo de São Paulo
E não é que o debate foi divertido?
O Serra foi (nos dois sentidos: foi ao debate e foi divertido). Além dele: Mercadante, Quércia, Plínio e Apolinário.

Os blocos eram cinco: quatro de perguntas entre os candidatos, o último para considerações finais. Dos blocos de perguntas, dois eram sobre assuntos determinados (sorteados pelo Chico Pinheiro), dois de assuntos livres.

Mercadante atropelou, logo no primeiro bloco. Apesar do assunto ser determinado, partiu pra falar do dossiê contra os tucanos. Disse que não admitia que correligionários seus fizessem o que fizeram. No resto do programa, sempre que dizia que iria formar equipe pra enfrentar esse ou aquele problema, o espectador se via no direito de se perguntar: como vai coordenar tudo isso se não tinha controle sobre o chefe de sua própria campanha?
De resto, continuou como aquele protagonista de antigo filme nacional (O céu é o limite, com Anselmo Duarte), aquele que sabia a lista telefônica de cor. Ele sabe até quantos grãos de areia há em Ipanema.

Serra, depois de ouvir inúmeras críticas aos doze anos de descalabro administrativo do PSDB, reclamou: os adversários tinham de parar de falar em PSDB e dar nome aos bois. Houvera governo Covas, houvera governo Geraldo Alckmin.
Tipo: PSDB quem, cara pálida?! Eu sou o Serra!

Quércia encheu a bola de Mercadante. Falou em educação isso, educação aquilo. Mas não disse se vai reembolsar os gastos que tive com os estudos dos meus filhos, que ele fez saírem da escola pública depois de as avacalhar completamente, quando foi governador.

Quanto a Carlos Apolinário: seu maior trunfo – além de repetir inúmeras vezes que não roubou nada de ninguém – foi ostentar a economia de 5 milhões de reais que fez como presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo. Para mim, isso basta. Vá ter noção de proporção assim no inferno.

Plínio de Arruda Sampaio (que belo e quatrocentão nome!), mostrou as fragilidades dos argumentos dos outros e propôs o retorno imediato ao século XIX: socialismo já!
Arrudinha estava nos seus melhores dias.

Minha adorada Doga – aboletada em sua almofada preferida – sentenciou:
Vota nesse cara. Ele é supimpa. E tem a grande vantagem de não levar o menor perigo de ganhar.
Sábia Doga.

E assim, fim

.
Alegria do povo
Há tempos, a alegria do povo era Mané Garrincha.

Agora, Daniela Cicarelli.

Penso que evoluímos.
Já saímos dos pés para pouco abaixo da linha da cintura.
.
segunda-feira, 25 de setembro de 2006
domingo, 24 de setembro de 2006
DNA em conflito
Certo. Ninguém é de ferro. Mas meu pai quase enferrujava.
Dedicado a seu trabalho, que ele insistia em não qualificar como trabalho. Era missão.
Nunca viu uma duplicata. Nem uma fatura. Só tinha olhos para a Bíblia, o Grego e o Latim.
O sustento do lar ficava por conta de minha mãe. Que dava aulas de Matemática de manhã, à tarde e à noite. De segunda a sábado. No domingo, cuidava da Igreja e da família. Nessa ordem.
Assim, por razões estritamente genéticas, nasci com a certeza de que fazer aquilo de que se gosta e sustentar uma família são coisas mutuamente exclusivas.
De meu pai, herdei o gosto pelas letras, pelo conhecimento. De minha mãe (ainda bem) herdei a noção de que é preciso fazer alguma coisa pra botar comida na mesa.
O incrível é que eles se davam às mil maravilhas.
Já meus dois lados, o do pai e o da mãe, convivem com dificuldade.
Tanto que penso seriamente em me divorciar de mim mesmo.
sexta-feira, 22 de setembro de 2006
Para o Horário Eleitoral
Enquanto eles jogam peroba neles, divirta-se.

O Ministério do Vai dar Merda (que o Lula devia ter criado) adverte:
Jogue com moderação. Ou não. Sei lá.
O cara não aprende
Está na primeira página da Folha, hoje:
Lula diz que coloca "a mão no fogo" por Mercadante.
Lula já perdeu um dedo, com essa mania de colocar a mão em lugar perigoso.
quarta-feira, 20 de setembro de 2006
REPÚBLICA FEDORATIVO DO BRASIL
Lorenzetti: um banho de patifaria, num mundo de grana fria.
Depois dos dólares na cueca, vêm aí os dólares na fraldinha.
O Partido Tenebroso (PT), agora, serve escândalos mal ou bem passados. Ou ao ponto.
segunda-feira, 18 de setembro de 2006
Freud explica?
Finalmente, a política brasileira - em sua caminhada rumo ao absurdo total - chegou a uma encruzilhada com a psicanálise. Apenas na aparência. Entrou um Freud no jogo. Mas não é aquele. É um assessor do Lula, amigão do Sérgio Sombra (lembra dele? o principal suspeito de ser mandante do assassinato do prefeito Celso Daniel). Esta tarde, Lula despachou-o para São Paulo, para que ele se explique à Polícia Federal. O sujeito do PT preso com pouco menos de 2 milhões de reais disse que o dinheiro foi entregue a ele por esse Freud. a mando da Executiva do PT.

Contudo, calma. Muita calma.
Depois de tudo que já apareceu e não abalou em nada a candidatura Lula e de grande parte dos petistas, basta a turma negar tudo, como sempre.
E Lula dizer - também como sempre - que não sabia de nada.
P.S.: o leitor mais atento com certeza notará que deixei de grafar Lulla. Penso que tal prática estava se tornando injusta em relação a Fernando Collor. Para quem não lembra, trata-se de ex-presidente deposto por agir com amadorismo inaceitável nos tempos que correm.
quinta-feira, 14 de setembro de 2006
Parabéns, Lili
Não. Não vou contar a idade dela. Já basta o quanto a atormentei, na juventude, com essa história de idade. Eu transformava os vinte e cinco anos, que ela faria, em um quarto de século. Ela ficava alucinada.
Digo, apenas, que minha irmã – uma delas – faz hoje alguns anos. Não interessa quantos. Interessa que ainda fará muitos mais.
Foi, das duas irmãs que tenho, seguramente a mais chata. Não. Não pensem que isso é ofensa. A outra brincava comigo, era companheira. Essa, a que hoje fica um pouquinho mais velha, era mãe. Mãezona, mesmo. Não me deixava sair de casa sem revisão geral. Olhava as orelhas. Invariavelmente corria a pegar um chumaço de algodão, embebê-lo em álcool e esfregá-lo em meus ouvidos. Se isso é tecnicamente bom ou não, até hoje não sei. Só posso afirmar que é afetivamente fantástico. Sentir-se cuidado. Protegido.
Não satisfeita, deu-me um sobrinho que foi como meu primeiro filho. Foi não. É. Sujeitinho complicado, mas maravilhoso. Ensinou-me, sem o saber, a ser pai.
Mas não é dele que estou a falar. É de minha segunda mãe.
Regente, pianista, mãe e, principalmente, esposa. Daquelas à moda antiga, sabe como é?
Sorte teve meu cunhado, que, aliás, vem a ser o sujeito mais bom (não é melhor, não. É mais bom mesmo) que já conheci.
Vai daí que mando pra Floripa meus beijinhos trasmontanos pra Lili, como a chamava minha mãe.
E – de quebra – pro maridão, pros filhos, noras e netas.
São Paulo, a cidade, está assim
Hoje fui tomar um chopp com um conhecido que não via há cinco anos. Eu o procurei. Ao telefone, não notei nada.
Quando estávamos lá pelo terceiro chopp (na verdade, eu. Ele só no refrigerante light) ele criou coragem e me contou:
Pensava que eu estivesse morto. Alguém o informara, uns dois anos atrás, que eu tinha sido assassinado ao sair de casa, a tiros.
Havia ficado triste, me disse. Mas assustado, mesmo, ficou quando – de repente – lhe telefonei.
E, assim, vamos (sobre)vivendo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)









