segunda-feira, 8 de maio de 2006

Gospel music


A perfeição em música, se existe, chama-se Bill Gaither.


Simplesmente perfeito

Foi em novembro de 2.001. Fomos, a baixinha e eu, passar quase vinte dias em Paris.
Queríamos fingir que vivíamos lá. Pra isso, ficamos em um apart hotel. Tínhamos de fazer compras, preparar as refeições, enfim, fazer de conta que morávamos lá. Íamos com freqüência ao supermercado, à padaria etc e tal. (até consegui ficar doente e ser atendido por um médico pra lá de simpático, numa gelada noite de sábado).
À noite, depois que ela ia dormir, eu ficava na sala, vendo TV. Lembro de ter assistido a um campeonato mundial de levantamento de peso. E via anúncios de uns DVDs em homenagem a Billy Graham, num canal inglês. Anotei o endereço da Internet. Chegando ao Brasil, encomendei os DVDs.
Maravilha pura. Foi quando descobri que tudo que Bill Gaither faz ou dirige, sai perfeito.
O cara deve ser um tremendo chato.
Mas que coisa fantástica, tudo o que ele produz.
Se eu fosse você, corria atrás.

domingo, 7 de maio de 2006

O que vale


Nos tempos da ditadura militar (que - hoje - parece, todo mundo odiava. Aliás, em Portugal também, parece que todo mundo era contra Salazar. Ele deve ter sido muito solitário, em sua ditadura de décadas), as coisas podiam ser ditas nos meios de comunicação na dependência de sua respectiva audiência. No Jornal Nacional (TV), nada. Na imprensa diária ou nas revistas semanais, alguma coisinha. Nos jornais alternativos, tipo Pasquim, Opinião, Movimento, mais um pouco.
Hoje, pode-se vociferar na Internet. Que diferença faz? O povão vota em Lulla.
Estamos em plena democracia faz-de-conta. Estado de direito? O Poder Judiciário compete com o Poder de Imprensa pra saber quem é o mais corrupto. Deputados, senadores? Fichinha, meus filhos. Fichinha. Executivo? Fica com as sobras.
Não tenham dúvida: Justiça e Imprensa são campeões.

Ainda o depoimento do Silvinho


Algumas coisas ficaram claras:
- Silvinho ganhou só raspas do tacho. Até por isso, caiu na esparrela do Land Rover.
- Está furioso. Justamente porque não tem o suficiente para viver tranqüilo. Vejam o Palocci, por exemplo. Teria de voltar a seu emprego de funcionário público estadual no estado de São Paulo. Pediu licença - sem remuneração - por dois anos. E alugou uma bela casa em Brasília. Deve ter os tubos lá fora. E aqui.
Silvinho era um pobre Osasquense (nativo de Osasco, Grande São Paulo), com visão um tanto limitada. Não conseguiu juntar o suficiente, enquanto a mamata durou. Comprou casa na praia, não investiu em centro de receita. Só em centro de despesas. Está duro.
- Resolveu dar umas latidinhas. Pra ver se o pessoal do governo e do PT acorda. Não disse nada substantivo. Só ameaçou. Sua entrevista pode ser resumida assim: Olha, turma, estou aqui. E puto da vida. Façam alguma coisa.
Será que a quadrilha vai atender seu apelo?

sábado, 6 de maio de 2006

Silvio Land Rover Pereira abriu o bico


Dá um carro novo pra ele, Lulla, se não o homem não pára de falar.

Não sei se o link acima é aberto a todos ou só aos assinantes da Folha ou do UOL.
Mas o blog do Moreno diz tudo, em primeira mão.

Atualização:

Há trechos interessantes na entrevista do Silvinho. Por exemplo:

Atrás do Marcos Valério deve haver cem Marcos Valérios.

ou

— Vão me matar. Eles vão me matar, você não entende.
Não faça isso comigo. Tem muita gente importante envolvida nisso — repetia Silvio, com os olhos arregalados.
Diante das argumentações sobre a necessidade de sua versão ser divulgada, já que ainda há fatos do escândalo que continuam obscuros para a opinião pública, Silvio ficou ainda mais nervoso e passou a se bater e a destruir o próprio apartamento. A repórter deixou o apartamento e pediu ajuda a uma vizinha, que chamou o serviço de ambulâncias.


Mas a impressão geral que me ficou é a de que ele continua mentindo horrores.

Bolívia não é só Evo Morales


Não há mar, mas há humor:


Clique aqui para saber sobre o evento

Explicar, elle explica.
A gente é que não entende.


Em 28 de janeiro de 1.994, A Folha publicou matéria de André Lozano que informava:
[...]Em setembro [de 1.993], durante viagem à região amazônica, o líder petista havia afirmado que no Congresso existiam 300 parlamentares corruptos. Maés – terra do guaraná – foi a quarta cidade visitada pela comitiva da "Caravana das Águas" – versão amazônica da Caravana da Cidadania– que segue viagem pelo rio Amazonas até Belém (PA).
"Aquilo que eu falei de 300 picaretas é um pouco mais", afirmou Lula referindo-se aos congressistas.
[...]
(Arquivos da Folha de S.Paulo, só para assinantes Folha ou UOL)

Só agora entendi:
Não era denúncia.
Era proposta de aliança política.

sexta-feira, 5 de maio de 2006

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Parabéns

Não é uma gracinha?


Cruz Hernandez Rivas, de El Salvador, completou ontem 128 aninhos.
Graças a ela, sinto-me um indivíduo de meia idade.

terça-feira, 2 de maio de 2006

Dois pesos, duas medidas


Quando Sócrates disse Só sei que nada sei, todo mundo achou que o cara era genial.
Aí vem o companheiro LuLLa, diz que Não sabe de nada e todo mundo acha que ele é sonso e mentiroso.
Assim não dá.

domingo, 30 de abril de 2006

PLUA


Desde quando a senadora Heloisa Helena criou o PSOL, ando com vontade de criar o PLUA (diz-se pê-lua, se faz favor).
Vamos tentar esclarecer as coisas direitinho: começo, meio e fim, de preferência nessa ordem.
E uma vez que o assunto preferido da classe média brasileira atualmente é corrupção, comecemos por ela.
A história já mostrou que definir como bandeira política o combate à corrupção só traz mais corrupção. Para ficar em alguns poucos exemplos mais notórios: Jânio Quadros elegeu-se presidente da República em 1.960 tendo a vassoura como símbolo de campanha. Revelou-se, ao longo de sua carreira política, um dos políticos mais inescrupulosos e corruptos que já tivemos, ainda que inteligente, espirituoso e simpaticamente folclórico. Pouco tempo depois, os militares assumiram a batuta da nação sob a égide do combate à subversão e à corrupção. Foi uma festa. Shigeaki Ueki, Delfim Neto e tantos outros que o digam. Até a máquina repressora, com seus porões de tortura, era movida a caixa 2. Agora, o PT, com toda sua enfadonha defesa da ética, deu no que deu.
Daí: o PLUA entende que a corrupção é – em primeiríssimo lugar – algo profundamente arraigado na população. Não são os políticos, os corruptos. Somos todos. E antes de se sentir ofendido, faz aí uma declaração retificadora de seu Imposto de Renda, declarando aquela graninha que você faturou informalmente, tirando aquele médico que você abateu de sua renda bruta porque viu no jornal que ele tinha morrido, deixando de colocar aquele sobrinho como dependente etc etc. E quando o guarda te parar na estrada, por excesso de velocidade, diz pra ele autuar, sem perdão. E quando passar a escritura daquele apê que você vendeu, coloca o real valor de venda. Chega, né não?
A corrupção jamais vai acabar. É como temperatura. É preciso mantê-la em níveis aceitáveis. E isso não se faz com vassoura ou canhão ou discurso. Faz-se com controle por meio de informática, números expostos na Internet, coisas assim. Mas nem de longe isso é o grande problema, para frustração dos moralistas.
Bom. Dito o que não é fundamental, vamos ao que é.
Não adianta o Brasil querer ser campeão mundial de futebol americano. Ou baseball.
Nosso negócio é mostrar competitividade em futebol, soccer, aquele esporte que pros americanos é coisa de mulher e que pra nós é coisa de macho. Fica mais barato. E mais possível.
Ou seja. O governo deve fomentar, incentivar, estimular, financiar os nichos em que já demonstramos excelência.
Você já ouviu falar de um candidato a presidente que tenha um grande, criativo, inovador plano de fomento ao turismo? Sabe por quê? Porque o Brasil é um paizinho sem atrativos naturais, quase sem praias, sem possibilidades de ecoturismo etc etc.
O governo entope a CUT, a UNE e o MST de grana (60 milhões nos últimos três anos, mas o governo FHC também derramava grana neles[só pra assinantes Folha ou UOL]). Vai sobrar algum pro turismo? Ora, o turismo.
Isso é só um exemplo.
Ou você pensa que logo de cara vou ter solução pra tudo? Necas.
Mas já deu pra entender um pouquinho? Se não, desiste do PLUA que você é meio devagar. Se sim, fica na sua que o PLUA é pura ficção.

Estupidez revisitada


No Paquistão, cidade de Hyderabad, uma jovem de 18 anos resolveu casar-se com o cidadão que ela amava. Isso foi em 2001.
A garota cometeu um pequeno deslize: casou-se sem o consentimento da família. Papai dela, inconformado, entrou com queixa na polícia alegando adultério.
Resultado: o casal foi preso e mantido em celas separadas durante a bagatela de cinco – eu disse cinco – anos.
Sem julgamento.
Agora, a moça (já com 23 aninhos) reclamou da demora e a Suprema Corte mandou que a questão seja julgada em primeira instância.
O jornal Dawn ainda acrescenta que esse tipo de coisa é comum, naquelas bandas.
Quer mais o quê?

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Cabelos brancos


E hoje cortei o cabelo. Bem rentinho, que é do jeito que ela gosta (eu acho um porre). E o comentário dela foi que não tinha reparado quantos cabelos brancos eu já mostrava ao mundo.
E me veio Cortázar, em Rayuela (Jogo da Amarelinha). Em algum lugar (com que diabos algum dos filhos sumiu com meu volume de Rayuela) Horacio Oliveira, o protagonista, fala de pessoas que apertam o tubo de pasta de dentes de baixo pra cima, organizadamente. E deixam o tubo, após uso, todo certinho, apertadinho do jeito racional. Os que apertam o tubo meio no meio, de qualquer jeito, são os outros. Os dele, Horacio.
E me vi ajeitando o tubo de pasta de dentes, agora há pouco, pra que ficasse perfeitinho.
E vi o que é a velhice. Além do que já disse Roberto Campos – a velhice é uma merda – há outras características da velhice (aliás, ainda não cheguei na merda).
Nela, você não consegue apertar o tubo impunemente. Sem referência. Há Horacio Oliveira, há o resto do mundo. Você já conviveu com ambos. Principalmente com o resto do mundo. E aperta o tubo. E não consegue não pensar.
E sabe (não sei como mas sabe) que tanto faz.
Talvez ficar velho seja chegar a Tanto Faz.
Capital: Ironia.

terça-feira, 25 de abril de 2006

Sonhos & Delírios


Imprensa


Adoraria acordar de manhã, pegar o jornal e dar de cara com a manchete:

HOJE NÃO HÁ NOTÍCIA

DIGNA DE MANCHETE


* * *


Televisão


Gostaria que a TV seguisse um caminho de algum modo inverso ao do cinema. Agora que já temos a TV digital, seria ótimo se chegasse a TV muda. Os telejornais, por exemplo, seriam muito mais divertidos.

* * *


Livros


Cada vez mais os livros são editados tendo em vista um consumo rápido. Daqui pra diante, quero meus livros com queijo: cheese-books.

* * *

sábado, 22 de abril de 2006

Profecia


No ano da graça de 1.974 eu trabalhava em uma empresa de engenharia, a Promon, em São Paulo.
Tinha um colega de trabalho, o Rudolf Schmidt, conhecido por Xis, que era membro de uma denominação evangélica muito afeita a estudos apocalípticos. Como um dos meus esportes favoritos sempre foi o de provocar discussões (pra lá de inúteis) com adeptos de seitas religiosas, eu vivia cutucando o Xis a respeito das teorias escatológicas dele.
Vai daí, apostamos um dia: o mundo vai acabar – no máximo – daqui a vinte anos.
Claro, ele, depois de estudar a Bíblia de trás pra diante, de cabeça pra baixo e tudo mais, chegara a essa conclusão. Ou melhor, alguns gurus dele, na tal seita da qual fazia parte, haviam concluído isso.
Ficamos assim: ele dizia que o mundo acabaria – o mais tardar – em 1.994. Eu apostei contra.
Tempo passou. Ele mudou de empresa. Depois, fui eu a abandonar a nave mãe.
Certo dia de 1.995, em meio a várias caipirinhas, lembrei-me do Xis e de nossa aposta.
Perdera contato com ele.
Dia seguinte, comecei a procurá-lo. Liga pra um , liga pra outro, descobri o telefone da casa dele.
- Alô.
- É da casa do Xis?
- Sim.
- Ele está? Sou um velho amigo.
- Faz tempo que o senhor não fala com ele, não é?
- Sim, muito tempo.
- Pois é. Ele faleceu ano passado.

Fiquei mudo. Desculpei-me sei lá como. Desliguei.
E não é que ele ganhou a aposta?
Ou eu, sei lá.

quinta-feira, 20 de abril de 2006

Os cem mais


Dá uma olhada na lista dos melhores livros de todos os tempos.
Há dois em português:
Saramago, com Ensaio sobre a Cegueira
E
Guimarães Rosa, com Grande Sertão: Veredas

Atualização (em 20/04/2.006): O Eubozeno, do excelente nese-nese, de Bragança, Portugal, alerta que há outro livro de língua portuguesa na lista: O Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa (como Bernardo Soares). Havia me escapado. Outra observação do Antonio Eubozeno: a lista não deveria ser de 100, número redondo. Deveria ser de 107. Na verdade, se novamente não me escapa algo, a lista tem 98 livros.

sábado, 15 de abril de 2006

Maurício Matos Peixoto

O maior mérito do Maurício foi o de ter conquistado...

Hoje, ele completa 85 anos.
Quero que ele receba – mais que meu abraço – meu sentimento de admiração. Pela inteligência ímpar, pela simplicidade sem par.


...minha irmã, que é simplesmente o máximo.

Floripa, outra vez, Floripa


Aqui estamos, desde ontem. Viemos visitar minha irmã, aproveitando o santo feriado santo.
Me dá um certo remorso. Talvez, por ser ateu, devesse eu trabalhar na sexta santa.
Por outro lado (sempre há um outro lado, quando isso nos convém), há o preceito constitucional contra a discriminação religiosa. Portanto, não posso trabalhar só porque sou ateu, enquanto os que acreditam em coisas tais como a eucaristia, a multiplicação de pães e peixes e a ressurreição de Lázaro ficam de papo pro ar.
Enfim, gozemos as delícias da Páscoa.
Desejo a todos continuação de boa vida.
Amém.

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Caldeirada em São Paulo


Um grupo de amigos portugueses reuniu-se, dia 5, para uma caldeirada regada a vinho e fado. Essa reunião já é hábito de mais de vinte anos.
Os fadistas: Mario Rui, guitarra. Bonfim, violão. E a voz de Conceição de Freitas.
Alguns dos participantes do grupo também cantaram.
Fui convidado por meu (quase) primo Artur que, aliás, forneceu a caldeirada (maravilhosa).
Como não pedi autorização dos participantes para publicar as fotos, aqui vão apenas as que fiz dos músicos.
Mario Rui
Conceição de Freitas
Bonfim