domingo, 23 de outubro de 2005

Marseille e Toulon


Fugimos do litoral. Mas não era possível ignorar essas duas cidades.
Vai daí que saímos de Aix, dia 5 de outubro, quarta-feira, em direção a Marseille. Depois de curtir um pouco as praias de lá, com seus monumentos,






andamos por suas avenidas


e constatamos que Marseille também tem seus minhocões.


Demos um pulinho a Toulon. Mais moderna que Marseille. Essa a impressão.
Aqui vai uma amostra de sua arquitetura


e uma visão de suas praias


Na volta, a mesma técnica usada em todas as viagens: a gente vai pela estrada rápida e volta pelas estradas mais lentas, que percorrem caminhos mais íntimos, mais reveladores.
Assim, conhecemos – a noroeste de Toulon - Le Beausset e – imaginem – Le Beausset Vieux.
Fazer o quê.

sábado, 22 de outubro de 2005

Caminhando em Aix


Problema: em Nice eu tinha usado a Promenade des Anglais, a calçada da praia, pra fazer minha terapêutica caminhada matinal. Já em Aix, sem praias, como fazer? Ou melhor, onde? No primeiro dia, exploramos as redondezas do apart-hotel à procura de uma solução. Percebemos a existência de um riacho, mas não parecia haver um percurso, às margens dele, suficientemente longo para minha caminhada. Pensei que teria de caminhar pelas ruas da cidade, o que nem sempre é muito agradável.
Dia seguinte, ao sair para a caminhada, descobri, enfim, a Promenade des Rivières de l’Arc. Caminho de terra batida, às margens do riacho, estendendo-se por não sei quantos quilômetros. Utilizei os primeiros dois e meio para minha caminhada. Ida e volta, cinco.
Caminho quase todo coberto pelas copas das árvores, caminha-se ao som das águas do riacho. Cruza-se, o tempo todo, com moradores da redondeza. Uns levam o cachorro a passear, outros correm, outros pedalam suas bicicletas, alguns fazem aqueles exercícios orientais compostos de movimentos lentos, confesso que um tanto ridículos, do meu ocidental ponto de vista. Uns poucos simplesmente sentam-se sob uma árvore e lêem seu livro. Há, também, namorados. Enfim, alguns – como eu – apenas caminham.








Durante mais de uma semana fiz minha caminhada matinal aí. Não vou esquecer esse caminho jamais. Ele me doou muita paz.

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Conhecendo Aix


Chegar a Aix-en-Provence foi fácil. A cidade fica junto à auto estrada A8. O mesmo não posso dizer em relação a achar o apart-hotel que reservamos. Só tínhamos o nome e o endereço do dito cujo. Ninguém conhecia a avenida na qual ele fica. Não dispúnhamos de mapa da cidade. Só depois de encontrar, em uma loja, um paciente senhor que se dignou a encontrar o telefone do apart-hotel na lista telefônica, ligar para lá e me desenhar um roteiro, foi que encontramos nosso destino. Lugarzinho delicioso, afastado do centro da cidade.




Ficou mais delicioso no dia seguinte, depois de fazermos compras no Carrefour para poder sentar sob a lua e tomar vinho comprado baratinho (fica mais gostoso) acompanhado de queijos incríveis e uvas dulcíssimas.


Claro que não passamos o primeiro dia inteiro no Carrefour. Demos umas voltas pelo centro, pra começar a conhecer a cidade. Em particular, o Cours Mirabeau, talvez o principal lugar do agito.



O centro de Aix é um polígono que a gente contorna, de carro, em sentido anti-horário, percorrendo o Boulevard Roi René, o Bd Carnot, Cours Saint-Louis, Bd Aristide Briand, Bd Jean Jaures, Cours Sextius, Av Nap Bonaparte e Av Victor Hugo. Ao longo desse percurso (que não é muito longo) alguns luminosos vão informando quantas vagas há disponíveis nos parkings subterrâneos (Carnot, Bellegarde, Signoret, Pasteur, Cardeur, Mignet). Há certos horários em que a disputa por uma vaga é acirrada. Uma vez guardado o carro, percorrem-se a pé as vielas e praças do centro.




Aliás, logo nos primeiros contatos com a cidade a gente percebe a importância que teve para Aix o Roi René. Não é à toa que ele é dito O Bom. Talvez por isso tenha eu me sentido tão em casa em Aix. Afinal, não é sempre que posso ser Rei Renato, o Bom.

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

A caminho de Aix-en-Provence


A primeira idéia, a de montar a nova base em Marseille, foi substituída pela de instalá-la em Aix.
Outra bela idéia foi a de desviar um pouquinho do caminho direto Nice – Aix (pela A8), para almoçar em St-Paul-de-Vence. Nessa aldeia próxima a Vence há um hotel, La Colombe D’Or, que era muito freqüentado por artistas no início do século passado. Essa turma (Picasso, Modigliani etc e tal) costumava pagar hospedagem e refeições com pinturas, com as quais o hotel montou seu acervo. Tentei reservar almoço pra dois por telefone. Não consegui. Só mais tarde descobri que devia acrescentar 04 antes do número constante do guia. Resolvemos correr o risco. Quase deu certo. Mas, afinal, a simpática senhora que nos recebeu disse que não havia lugar:
- Nous sommes complet. Je suis désolée.
Como diz minha irmã, é incrível a facilidade com que os franceses ficam desolados.
Claro que ficamos bem mais desolados que a dita senhora. Mas, como prêmio de consolação, tirei uma foto da baixinha na entrada do dito cujo.


Fomos procurar almoço em Vence. E que almoço. Um dos melhores que já tive na França. O dia que passar por Vence, não deixe de almoçar nele:


E, agora, que venham as luzes e cores da Provence:

quarta-feira, 19 de outubro de 2005

Despedida de Nice


Chegamos a Nice em um sábado, 24 de setembro de 2.005. Foi de lá que partimos, dia após dia, para conhecer Mônaco, Cannes, St Tropez, Grasse, Vence. Lá ficamos mais de uma semana, até 3 de outubro. No domingo, dia 2, fomos nos despedir do entardecer na praia. Lá estava o imponente Hotel Negresco.


Havia nuvens prenunciando um temporal que não veio. Mas o sol conseguia espaço junto ao horizonte, antes de esconder-se.
O olhar fotográfico foi do chão da praia, com suas pedras roliças, ao esplendor do pôr do sol.







Dia seguinte, fazer malas e partir.

terça-feira, 18 de outubro de 2005

Quem?

Hoje, ao depositar flores no túmulo do soldado desconhecido russo, o presidente Lula, do Brasil, quando questionado sobre a identidade do dito cujo soldado, respondeu - como sempre - que não sabe de nada.

domingo, 16 de outubro de 2005

Pés famosos


Em Monaco, há uma calçada com pés e mãos de famosos. Escolhi dois que admiro. Sei. Ficaram famosos pelos pés. Não é muita coisa. Mas há quem destrua com os pés. Estes dois construíram. E não só com os pés.

Eusebio
Maradona

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

Milano


Antes de conseguir postar sobre Aix en Provence, Avignon, Arles, Les Baux de Provence, Salon de Provence e um restinho sobre Nice, eis-me de volta a Milao (este teclado nao tem til). Meu portatil (este teclado nao tem acento agudo) nega-se a fazer funcionar o wi-fi. Aproveitemos este computador do hotel, com seu teclado precario, para dizer que o resto da viagem vai ser contado de Sao Paulo mesmo. E para dizer que conhecer a Italia està (vai acento grave mesmo)sendo muito proveitoso. Particularmente para voltar a acreditar que talvez um dia o Brasil dé (circunflexo, nem pensar) certo.
Isso porque isto aqui è uma bagunça (veja sò, cedilha tem)e, no entanto, funciona. A Italia è rica, o povo vive bem e bola pra frente.
No Brasil, a bagunça è a mesma, mas a coisa ainda nao pegou no breu. Doesn't work, ne marche pas.
Beijinhos pra todos de um transmontano santista perdido em terras italianas surpreendentemente familiares.
(Afinal, meu lado materno veio daqui)

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

St Tropez


Antes de chegar a St Tropez, passa-se por Ste. Maxime, que é muito melhor.


Fazer o quê.
Não que St. Tropez não seja encantadora. Mas, depois de conhecer o “centrão”:


a duras penas encontramos algumas praias, de areias claras e águas límpidas mas sem nenhuma infraestrutura. Nem fotos tirei.
Deixei para tirar fotos lá no centro, mesmo.
Quase todas junto ao mar:




Algumas na entrada do estacionamento:



Na volta, congestionamento. Imagina só como deve ser no verão.

Gorges du Loup


Ao sair de Vence, em direção a Grasse, passa-se por desfiladeiros magníficos, ditos Gorges du Loup.
Vista lá de baixo, a garganta é assim:


Subindo, surpreende-se com o lugarejo chamado Tourrettes sur Loup, de uma beleza incrível, que o boboca aqui não conseguiu traduzir em foto aproveitável. Mais ao alto fica Gourdon, pequena aldeia composta de lojas para turistas, fantástica pelas vistas que proporciona. O restaurante:


A visão quase infinita:


Já embaixo, olha-se lá para o alto e lá está Gourdon: