sábado, 29 de outubro de 2005

Milano - 3
O turismo (quase) oficial


Fachada do Duomo em manutenção:

Duomo (Catedral)
Duomo (Catedral)
Duomo (Catedral)

Estação Central (trens):


Castello Sforzesco:

Castelo
Castelo
Castelo
Castelo
Castelo
Castelo
Castelo
Igreja no caminho do Castelo ao Teatro Scala:

Igreja

sexta-feira, 28 de outubro de 2005

Milano - 2
O turismo oficial


Há duas maneiras de se fazer turismo. Uma delas é seguir os roteiros turísticos e – portanto – visitar os lugares obrigatórios.
Outra, que aprendi com um senhor Zarvos, grego cuja filha namorei durante alguns meses (séculos atrás. O problema era que eu gostava mais de conversar com ele do que de ficar com a filha), é chegar, acomodar-se em algum lugar, e passar a conviver com o cotidiano da cidade, curtir seu dia a dia.
Apesar de preferir inelutavelmente a segunda forma, penso que nem sempre é prudente abandonar de todo a primeira.
Portanto, vamos à Piazza Duomo. À Galeria Vittorio Emanuele, ao Castello Sforzesco, ao Teatro Scala.

Duomo (Catedral)
Galeria
Castelo
Teatro Scala
Mas calma. Não é bom ir assim, como todo turista. Algumas dicas:
Você olha nos quadros de avisos do hotel o que há em matéria de passeios pela cidade. Foi o que fizemos. Anotamos tudo em um bloquinho de papel e corremos para o mapa. A coisa toda consistia em pegar o pessoal no hotel, de ônibus, levar a turma até a Piazza Duomo e, a partir daí, percorrer a pé os locais mais importantes, todos próximos da Praça. Havia um tempo livre para shopping e volta ao hotel. A brincadeira saía 25 euros por cabeça. Olhamos o mapa do metrô. Era só sair do hotel, pegar o metrô e ir até a Piazza Duomo. Custou dois euros a ida, dois a volta. O casal. Ganhamos 46 euros. O metrô saiu tremido, mas vá lá. É só pra dar idéia de como é tranqüilo:

trem chegando na estação
vagão tranqüilo
Fora que, sem aquela amolação de guia contando mil abobrinhas, você pode prestar atenção naquilo que você quiser:
Casamentos de orientais na Piazza Duomo:

olha as flores enfeitando o limusine
Uma geral da praça, com seus milhares de pombos (e a gripe aviária?):

a praça é bonita, sem dúvida

Milano - 1


Enfim, dia 11, terça, deixamos Aix pela A8, rumo a Milão. Fomos passando, rapidamente, junto aos lugares que acabáramos de conhecer: Cannes, Grasse, Cagnes-sur-Mer, Nice, Monaco. Já com saudade.
Da A8 emenda-se na A10, cheia de túneis, junto ao Mediterrâneo, estrada belíssima.
Quase se chega a Gênova. Pouco antes dela, vira-se à esquerda e sobe-se pela A7, rumo a Milão.
O clima altera-se. Os motoristas já não seguem as normas de trânsito com rigor. Estamos na Itália, não há dúvida. É a baderna que deu certo. A simpatia da desordem. Ou, talvez melhor, a desordem simpática.
Por primeira vez, vamos enfrentar uma cidade já munidos de um detalhado mapa. Fundamental. Com isso, encontramos o hotel.
Depois de instalados, saímos a caminhar pela avenida Buenos Aires.

a Av Buenos Aires é a da esquerda
Em uma loja de discos (não conseguimos achar nenhuma na França!), encontro o CD do show de Paolo Conte que eu tinha gravado da TV Cultura há anos, quando ele esteve a apresentar-se no Maksoud, em São Paulo. Eu, estupidamente, desgravei a fita. Agora posso ouvir, ao menos. A canja que ele dá no final, cantando Gênova, quase me fez voltar até lá. Apenas quase.

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

Les Baux-de-Provence


Neste lugarejo aqui no alto de um planalto rochoso, perto de St-Rémy, tem-se uma vista do Vale do Inferno, onde – acreditava-se antigamente – viviam bruxas e gnomos.


As rochas realmente têm formas um tanto assustadoras, mas a vista do vale é muito bonita.




Na aldeia, em si, há o castelo (que estava fechado quando chegamos)


E lojas voltadas para os turistas.

Não. Não é o Jô Soares


A cigarra é o símbolo de Provence
Agora, se algo aqui lembra o inferno são os mosquitos. No entardecer eles vêm com tudo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

St-Rémy-de-Provence


Domingo, 9 de outubro, resolvemos ir conhecer St-Rémy. Afinal, foi lá que nasceu Nostradamus. Quem sabe, depois dessa visita, eu consiga fazer alguma previsão.
Duvido.
Enquanto isso, essa é a casa em que nasceu nosso vidente:
Depois de dar umas voltas, sentamos em um bar ali do centro pra tomar um cognac. Tirei uma foto do movimento da pequena cidade e outra da igreja que fica bem em frente ao bar.

Por falar em bar, lembra que no início dessa viagem eu fiquei revoltado com o hábito dos franceses de servir cognac com um torrão de açúcar e uma colher?
Pois bem. Olha a prova:

Salon-de-Provence


Dia 7, depois de conhecer Arles, voltamos a Aix. No meio do caminho fica Salon.
Paramos pra apreciar a praça florida

e tomar um café nesse lugar simpático:

terça-feira, 25 de outubro de 2005

Avignon (ou a esbórnia papal)


No século XIV os papas resolveram ir morar em Avignon. Não entendo nada de história da ICAR, mas parece que foi um período, digamos, tipo governo Lula. Ou seja, a santa sacanagem rolou solta. Os pontífices desse período (sete papas e três antipapas) curtiam uma mordomiazinha. Clemente VI, por exemplo, julgava que o luxo era a melhor forma de honrar a Deus. Algo assim na linha Marisa Letícia.
Daí que deixaram construções faraônicas. Vale curtir. Os caras, aqui entre nós, sabiam levar a vida (se a gente esquecer o pequeno detalhe de que tudo era pago pela crendice do populacho. Mas, fazer o quê. É sempre assim)







Aliás, já que me meti a falar sobre a ICAR, sempre ouvi dizer que religião vinha de religare, ou seja, voltar a ligar o homem à divindade. A coisa em Avignon ficou tão barra pesada que a religação não só deixou de existir nesse sentido. A famosa ponte St-Bénézet desde as enchentes do século XVII já não consegue mais ligar as duas margens do Rhône. Mas talvez essa sua disfunção seja seu maior encanto.



E, já que falei em Rhône, sente só se não era pros papas se deliciarem. Daqui em diante, sempre que você tomar um vinho Côtes du Rhône, sinta o aroma, feche os olhos e pense nestas imagens:





Mas Avignon não é só ponte, papas e rio. É uma cidade encantadora. Antes das fotos, deixa que eu conte uma historinha. Os restaurantes na França (pelo menos nos lugares que conheço) fecham cedo, tanto no almoço quanto no jantar. Pior: antes de fechar o restaurante propriamente dito, eles encerram o serviço da cozinha. Então é sempre aquela desgraça: você, morto de fome, às duas e meia da tarde, encontra um restaurante cheio de mesas ocupadas por pessoas alegres, falantes. Aí você pensa: ufa! Achei um que ainda está funcionando. Ledo engano. O atendente chega e sapeca o chavão:
Je suis desolé. La cuisine est fermée.
No dia em que fomos a Avignon, queríamos conhecer o restaurante Hiély-Lucullus, tido como excelente. Procuramos chegar cedo. Dez pras duas entramos no dito cujo. Pode acreditar: os funcionários estavam já no final da arrumação das mesas para o jantar. Não havia mais um freguês.
Sorte nossa. Almoçamos em um restaurantezinho popular, comida deliciosa. Sente o charme:






Já disse, ontem, que íamos às cidades por via rápida e voltávamos pelas estradas secundárias. Nossa volta a Aix, nesse dia, foi muito agradável:



Amanhã tem mais.